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Atividade sobre os Jacarandás desperta a curiosidade pela biodiversidade urbana e passa a integrar acervo do Centro de Visitantes do Parque do Ibirapuera

  • Foto do escritor: cbioclimamidia
    cbioclimamidia
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

Por: Gabriela Andrietta

No dia 18 de janeiro, o Parque do Ibirapuera recebeu a segunda edição do evento Cidade Azul: Fenologia dos Jacarandás, que reuniu mais de 100 visitantes em uma atividade de aprendizado sobre os jacarandás, aproximando o público da ciência e da natureza.

A ação está inserida no âmbito da fenologia, ciência que estuda os ciclos naturais das plantas, como floração e frutificação, e a sua relação direta com as condições climáticas. O acompanhamento desses eventos permite compreender como variações de temperatura e regime de chuvas afetam o comportamento das árvores ao longo do tempo, gerando importantes indicadores sobre as mudanças climáticas.

A pesquisa “Fenologia de Jacaranda mimosifolia D. Don. em parques urbanos da cidade de São Paulo como subsídio para o monitoramento das mudanças climáticas globais”,  desenvolvida pelo (CBioClima), com apoio da  FAPESP, já  monitorou cerca de 470 árvores de jacarandá em oito parques públicos da cidade de São Paulo, incluindo o Parque Ibirapuera. Foram mapeados também indivíduos localizados em ruas e avenidas. O estudo contempla três espécies: Jacaranda mimosifolia, Jacaranda cuspidifolia e Jacaranda brasiliana, sendo as duas últimas nativas do Brasil. O monitoramento das árvores foi realizado por Leonardo Ganz, estudante de mestrado, sob supervisão das pesquisadoras Dra. Patrícia Morellato e Dra.Maria Tereza Grombone Guaratini.

Em 2025, o trabalho foi ampliado por meio de uma parceria com a Urbia Gestão de Parques, incorporando ações de ciência cidadã e educação para a sustentabilidade, voltadas ao público visitante. A proposta envolve pesquisadores e sociedade na coleta e observação de dados, fortalecendo o conhecimento sobre as árvores urbanas e contribuindo para o monitoramento das mudanças climáticas no ambiente urbano. Esta iniciativa no Parque Ibirapuera funciona como um projeto piloto, que deverá ser reproduzido em outras cidades brasileiras, como Rio Claro (SP), por Thalita Surian, e Belo Horizonte (MG), por Carolina Pontes, ampliando o alcance da metodologia e da participação social.

Para a bióloga Bianca Curopos, do setor de projetos socioambientais do Parque Ibirapuera, a parceria tem sido muito importante. “Conseguimos ofertar mais uma atividade de ciência cidadã, o que é muito importante para um parque urbano que recebe mais de 100 mil visitantes por mês”.

A cientista ambiental Vitória Andreassi, que também integra a equipe socioambiental, destaca o alcance do evento junto a públicos diversos. "Essa parceria com centros de pesquisa mostra o quanto estamos engajados e preocupados com as mudanças do clima e trazer esse debate de forma prática para a população, trazendo visibilidade para a disseminação da ciência” , afirma.

Bianca complementa que a presença significativa de público adulto chama atenção, especialmente porque, em geral, as atividades socioambientais são direcionadas principalmente às crianças. Segundo ela, muitas pessoas que frequentam o parque para atividades esportivas ou lazer passam a enxergá-lo de outra forma após participar do projeto, reconhecendo espécies e despertando curiosidade pela biodiversidade urbana. “É importante resgatar a paixão e a curiosidade pelo meio ambiente de outros grupos que normalmente não se interessam pela biodiversidade”, destaca. A bióloga reforça ainda que as atividades práticas, que incluem o contato direto com sementes, frutos e material botânico, ampliam o envolvimento do público ao estimular diferentes sentidos, indo além da observação visual e promovendo uma conexão mais profunda com a natureza.

Ao longo das atividades, ficou evidente que muitas pessoas confundem os jacarandás com ipês, especialmente por conta da floração vistosa e das cores semelhantes. Diversos participantes relataram que já fotografavam essas árvores há anos acreditando tratar-se de ipês, até descobrirem, durante o evento, que eram jacarandás. A iniciativa também apresentou ao público a plataforma iNaturalist, que pode ser utilizada por para registrar observações, identificar espécies e contribuir com ações de ciência cidadã, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade urbana.

Exemplares de folhas secas de jacarandás, conhecidos como exsicatas, assim como outros materiais produzidos ao longo do projeto, foram incorporados ao acervo informativo do Centro de Visitantes do Parque Ibirapuera. O espaço reúne textos, mapas e informações sobre as espécies de jacarandá e a história do parque, e recebe até 9 mil visitantes por trimestre, incluindo turistas nacionais e estrangeiros, ampliando o alcance da divulgação científica e da educação ambiental.


 
 
 

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