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  • CBioClima participa de Mostra de Projetos no Câmpus do IB de Rio Claro

    Por Emerson José 🌱🔬 Durante a Semana de Recepção dos Alunos Ingressantes do Instituto de Biociências (IB) de Rio Claro, o CBioClima (Centro de Pesquisas em Biodiversidade e Mudanças do Clima) participou da Mostra de Projetos do Câmpus, um espaço dedicado à troca de conhecimentos e à apresentação das pesquisas desenvolvidas na universidade. Na atividade, o pesquisador associado ao CEPID Pedro Bergamo apresentou ao público as linhas de investigação do centro, destacando como a ciência produzida no CBioClima contribui para compreender os efeitos das mudanças climáticas e os desafios para a conservação da biodiversidade. 🌎🌿 A Mostra foi também uma oportunidade importante para que estudantes ingressantes conhecessem de perto projetos científicos em andamento, conversassem com pesquisadores e descobrissem caminhos possíveis dentro da pesquisa acadêmica. Eventos como este fortalecem a integração entre ensino, pesquisa e extensão, além de aproximar a nova geração de cientistas das iniciativas que buscam compreender e enfrentar os impactos das mudanças climáticas. 📚✨ Bem-vindos ao Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro e à vida universitária!

  • Vídeo do 2º Workshop CBioClima– Microbioma para Soluções Sustentáveis

    Relembrando o 2º Workshop CBioClima – Microbioma para Soluções Sustentáveis, organizado pela Profa. Dra. Milene Ferro, reunindo pesquisadores, pós-doutorandos e estudantes para discutir o papel dos microbiomas frente aos desafios das mudanças climáticas. Durante dois dias de atividades, o evento promoveu palestras, apresentações de pesquisas e debates sobre temas como biodiversidade, genômica, microbiomas de solos e insetos, conservação e inovação científica. O encontro também destacou como a integração entre diferentes áreas do conhecimento é essencial para desenvolver soluções sustentáveis para problemas socioambientais complexos. O workshop também abriu espaço para a participação de estudantes com pôsteres e flash-talks, fortalecendo o diálogo científico e a troca de ideias dentro da comunidade do CBioClima. Momentos como esse reforçam o compromisso do Centro em integrar pesquisa de ponta, formação de jovens cientistas e inovação científica voltada à sustentabilidade.

  • Escritório de Sustentabilidade da Unesp e CBioClima realizarão atividade no câmpus de Rio Claro

    Por Emerson José 📢 O CBioClima, o Instituto de Biociências e o Instituto de Geociências de Ciências Exatas do câmpus de Rio Claro da Unesp receberão os professores Newton La Scala Jr., Coordenador do Escritório de Sustentabilidade da Unesp, e Tadeu Siqueira, Coordenador de Integração do CBioClima, no dia 26 de março, quinta-feira, às 14h, no Anfiteatro II do IB para palestras relacionadas às mudanças climáticas e a criação do Escritório de Sustentabilidade pela Reitoria da Unesp com o objetivo de estimular ações e projetos em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. 🌎 "O Escritório de Sustentabilidade tem entre suas primeiras iniciativas realizar o primeiro inventário de gases de efeito estufa da Universidade", informa o site do ES. 🌿A atividade é aberta a toda a comunidade unespiana. Participem!

  • Mudanças climáticas, biodiversidade e equidade: um desafio científico e social

    Por: Carolina Medeiros   Na última quarta-feira, 25/02, aconteceu, na sala de Defesas do IB/Unicamp, a primeira palestra do ano do “Ciclo de Debates – Diversidade em Foco: Saberes e Desafios diante das Mudanças Climáticas”, com a presença da Profa. Dra. Clarisse Palma-Silva, idealizadora do ciclo. A palestra contou com a presença da pesquisadora Patrícia Morellato, Diretora do Cepid CBioClima. Clarisse é Professora Associada do Instituto de Biologia da Unicamp, Coordenadora do Laboratório de Ecologia Evolutiva e Genômica de Plantas (LEEG/Unicamp) e Coordenadora de Diversidade, Equidade e Inclusão do CBioClima.  Erva-mate: onde tudo começou Clarisse começou contando sobre seu período de graduação em Biologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), quando em busca de um emprego na área, ingressou em um grupo de pesquisa na Universidade, que realizava estudos sobre erva-mate. Como integrante do grupo, realizou sua Iniciação Científica, e deu os primeiros passos na carreira acadêmica.   Ainda na UFRGS realizou seu mestrado em genética. E teve, na sua defesa, de forma “inconsciente”, uma banca composta apenas por mulheres. Isso porque, segundo Clarisse, na época, as questões de gênero na academia não era algo familiar para ela. Foi somente no período de seu doutorado sanduíche na Royal Botanic Gardens Kew  que as questões de gênero começaram a permear seu dia-a-dia. No departamento do Kew Gardens em Londres, todos os professores eram homens e todas as pós-doutorandas mulheres. Uma realidade semelhante à vivenciada na Suíça, ainda no Doutorado; sendo na opinião da pesquisadora um dos piores lugares para se trabalhar sendo mulher e cientista.   Genômica e Evolução de plantas Neotropicais   Em 2010, após a conclusão do doutorado, Clarisse se mudou para São Paulo para atuar como Jovem Pesquisadora (categoria de bolsa da FAPESP) no Jardim Botânico de São Paulo. Suas pesquisas tinham como foco a Filo Geografia e as plantas neotropicais. Na época, haviam poucos pesquisadores estudando o tema. Com isso, após participar de um Simpósio de Filo geografia organizado pela FAPESP, ingressou em 2013, como pesquisadora no departamento de Ecologia Molecular, no campus da Unesp de Rio Claro. Em sua fala, Clarisse destaca que em 2016, começou uma nova etapa de sua vida profissional, ao conciliar sua atuação como pesquisadora e mãe. Em julho daquele ano, Clarisse lembrou de algumas dificuldades enfrentadas ainda na licença maternidade. “Quando meu filho estava com um mês de vida, eu estava entregando relatório de produtividade do CNPq, para não perder a possibilidade de financiamentos futuros; o que impactaria no andamento das minhas pesquisas”. A pesquisadora lembrou ainda, do papel fundamental que seus alunos tiveram nessa época; uma vez que ajudavam com os cuidados com o pequeno Daniel, durante as reuniões, orientações e atividades no laboratório. Ainda em 2016, prestou um concurso e foi selecionada para ser professora associada do departamento de Biologia Vegetal da Unicamp.   Biologia Vegetal, Genômica de Plantas e Rede de Mulheres Acadêmicas   Ao ingressar na Unicamp, Clarisse, juntamente com o marido, o também pesquisador Fábio Pinheiro, montaram o Laboratório de Ecologia Evolutiva e Genômica de Plantas (LEEG). Em sua fala, Clarisse destacou as áreas de atuação e pesquisa de seus alunos vinculados ao LEEG - bioinformática, genômica e transcriptômicas de plantas, morfologia de plantas, genética de populações, entre outras – e trouxe resultados de seus estudos sobre evolução e adaptação das plantas neotropicais ao gradiente latitudinal, devido às mudanças climáticas. A pesquisadora mencionou ainda a sua atuação dentro da Rede de Mulheres Acadêmicas da Unicamp, que tem como objetivo “propor estratégias que contribuam com a definição de ações institucionais para a equidade de gênero na universidade, neutralizando barreiras e obstáculos enfrentados pelas mulheres na vida acadêmica e na carreira universitária”. Clarisse falou também sobre sua atuação como coordenadora de Diversidade, Equidade e Inclusão no CBioClima. E concluiu retomando a sua experiência em Viena, onde atuou como professora visitante da Universidade de Viena, outro país, como ela bem lembrou, no qual as mulheres na ciência são a minoria.

  • Inauguração da Central de Recursos em Biodiversidade (CRB)

    Por Emerson José 🔊 O CBioClima e o Instituto de Biociências do câmpus de Rio Claro da Unesp inauguraram segunda-feira (23/02) o prédio da Central de Recursos em Biodiversidade (CRB). O evento contou com as seguintes presenças: Profa. Dra. Maysa Furlan, magnífica Reitora da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp); Prof. Dr. Edson Cocchieri Botelho, Pró-Reitor de Pesquisa da Unesp; Prof. Dr. Adalgiso Costrato Cardozo, Diretor do Instituto de Biociências da Unesp, Câmpus de Rio Claro; Prof. Dr. Mario de Oliveira Neto, Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (FUNDUNESP); Prof. Dr. Luiz Nunes, Coordenador do Programa Cepid da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo; Profa. Dra. Patricia Morellato, Diretora do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima); Prof. Dr. Célio Haddad, Coordenador responsável pelo projeto FINEP e Coordenador Científico do CBioClima; Senhor Miguel Brito de Andrade, Analista do Departamento de Infraestrutura de Pesquisa (DIEP) da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Assista à sessão solene de inauguração.

  • CBioClima e Instituto de Biociências inauguram Central de Recursos em Biodiversidade

    Por Carolina Ferreira Medeiros, Gabriela Andrietta e Emerson José No dia 23 de fevereiro, foi inaugurado na Unesp (câmpus de Rio Claro) o prédio da Central de Recursos em Biodiversidade (CRB) do CBioClima. O evento contou com a presença da Profa. Dra. Maysa Furlan, magnífica Reitora da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp). Após uma visita ao prédio do CRB, pesquisadores e autoridades se reuniram no Anfiteatro II do Instituto de Biociências para a sessão solene de inauguração. Entre os presentes estavam: Miguel Brito de Andrade, Analista do Departamento de Infraestrutura de Pesquisa (DIEP) da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), que em sua fala destacou a importância de fazer pesquisa e o quanto a FINEP apoia esse processo. “Nós acreditamos na ciência, apoiamos a ciência, e vocês pesquisadores são a essência de uma universidade. Saibam que vocês estão sendo vistos por nós. Continuem estudando, fazendo as análises, e contem com a gente”, explicou. Miguel concluiu dizendo que "a FINEP tem diversos programas de apoio à pesquisa", assim como o CEPID. Em seguida, o Prof. Dr. Célio Haddad, coordenador científico do CBioClima, contou aos presentes como foi o processo de idealização e execução do Cepid. Segundo Haddad, "em 2009, 17 pesquisadores tinham o desejo de criar um primeiro observatório de pesquisa sobre biodiversidade tropical e mudanças climáticas". "Foram muitos anos de trabalho até o surgimento do CBioClima, que hoje tem como missão promover a inovação focada em soluções sustentáveis ​​e baseadas na ciência, e acelerando a disseminação do conhecimento para mitigar a perda de biodiversidade em um cenário de mudanças climáticas", completou. Por fim, o pesquisador agradeceu à Finep, a FAPESP, aos colegas do departamento, à reitoria, aos reitores anteriores e a atual por terem apoiado o projeto desde a sua idealização. A diretora do CBioClima, Profa. Dra. Patrícia Morellato, reforçou a importância do compromisso coletivo com o crescimento da Universidade. Ela destacou o papel fundamental da pós-graduação na produção de conhecimento e agradeceu a presença de todos. Ressaltou ainda a relevância do financiamento para a consolidação das pesquisas, compartilhando sua trajetória desde jovem pesquisadora até assumir a direção do Cepid. A professora também agradeceu aos pesquisadores principais, que estiveram à frente das demandas relacionadas ao CRB, bem como à Reitoria da Unesp pelo apoio ao Cepid e à construção do prédio. Por fim, expressou seu reconhecimento aos pesquisadores e estudantes associados, ressaltando a importância do trabalho conjunto para o fortalecimento do Centro. Em seguida, o Prof. Dr. Luiz Nunes, Coordenador do Programa Cepid da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), destacou que o programa Cepid é a estrela da FAPESP, e que o CBioClima, é visto como a joia. "A grande caraterística que diferencia o CBioClima dos demais Centros é a transversalidade de temas", afirmou Nunes. Outra caraterística apontada pelo professor é o tema mudanças climáticas. "Embora pareça que a maioria das pessoas não está interessada no tema, estamos diante de algo que impacta a vida de todas as pessoas", afirmou. A cerimônia contou ainda com a presença do Prof. Dr. Mario de Oliveira Neto, Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (FUNDUNESP), do Prof. Dr. Adalgiso Coscrato Cardozo, Diretor do Instituto de Biociências da Unesp, câmpus de Rio Claro, que reforçou a importância da consolidação de um projeto de longo prazo que resultou no lançamento da sede do Cepid, o CRB, e do Prof. Dr. Edson Cocchieri Botelho, atual Pró-Reitor de Pesquisa da Unesp, que ressaltou a importância de que "várias ações juntas fazem a ciência acontecer, criando um importante ecossistema de diversas organizações de pesquisa". Encerrando as falas da mesa, a Profa. Dra. Maysa Furlan, magnífica Reitora da Unesp, enfatizou a importância de projetos como os CEPIDs, que congregam diferentes áreas do saber e pesquisadores em consonância com o Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade, oferecendo respostas qualificadas à sociedade. A Reitora destacou que projetos em rede fortalecem a integração entre áreas e ampliam a capacidade de contribuição científica. A Profa. Dra. Maysa Furlan ressaltou ainda a relevância da infraestrutura garantida tanto pelo sistema de fomento federal quanto estadual. Segundo a Reitora, “a produção científica é impulsionada pela pós-graduação, responsável por gerar conhecimento de alta qualidade e que representa a força motriz da Universidade — um esforço que se constrói diariamente”. Por fim, a Reitora reforçou a importância da autonomia universitária, destacando que, quanto maior a excelência acadêmica, mais sentido faz essa autonomia, pois assegura as condições necessárias para que as pesquisas avancem e transformem a sociedade, especialmente em áreas estratégicas, como as mudanças climáticas, a exemplo do CBioClima. Para encerrar a cerimônia, a Reitora convidou a Profa. Patrícia Morellato para o descerramento da placa de inauguração do Centro de Recursos em Biodiversidade. Na ocasião, a homenagem foi compartilhada com os professores Célio Haddad e Maurício Bacci, vice-diretor do CBioClima.

  • Como o sensoriamento remoto ajuda a medir a biomassa de savanas e florestas secas

    Por Emerson José Um estudo recém-publicado na revista científica Remote Sensing of Environment analisou os fatores que influenciam o sinal de Radar de Abertura Sintética (SAR) em banda L utilizado para estimar a biomassa vegetal acima do solo em ecossistemas tropicais secos, como savanas, cerrados e florestas abertas. O trabalho conta com a participação de cientistas associados ao CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima), financiado pela Fapesp e sediado no câmpus da Unesp de Rio Claro. A caracterização do papel dos trópicos secos no ciclo global do carbono exige estimativas confiáveis e imparciais de sua dinâmica, considerando fatores naturais e antropogênicos, como desmatamento, degradação florestal, mortalidade, regeneração e crescimento das árvores. A pesquisa se insere no contexto do avanço das tecnologias de sensoriamento remoto, fundamentais para o monitoramento contínuo e preciso de grandes áreas naturais. Em um cenário de mudanças climáticas e expansão do desmatamento, compreender a dinâmica da biomassa vegetal torna-se essencial para avaliar estoques de carbono e orientar políticas ambientais. Os pesquisadores utilizaram dados de Radar de Abertura Sintética (SAR), uma tecnologia capaz de mapear a superfície terrestre por meio de micro-ondas, independentemente da presença de nuvens ou da iluminação solar. O SAR permite captar informações detalhadas sobre a estrutura da vegetação, a rugosidade do terreno e a umidade do solo, oferecendo vantagens em relação a sensores ópticos tradicionais, especialmente em regiões tropicais. Os trópicos secos apresentam estruturas de vegetação complexas e heterogêneas, que vão desde savanas abertas até bosques com copas das árvores fechadas e florestas secas, ocupando aproximadamente 15 milhões de km². Esses ecossistemas são fundamentais para o ciclo do carbono e a biodiversidade e desempenham papel crucial na subsistência de milhões de pessoas. Modelos indicam que os trópicos secos constituem o maior componente do sumidouro terrestre de carbono, além de serem os mais sensíveis às variações climáticas e os que apresentam crescimento mais rápido. O estudo combinou medições de campo realizadas na África, na Austrália e na América do Sul com imagens de radar em banda L, aplicando técnicas de decomposição polarimétrica e modelos estatísticos avançados. Sistemas SAR totalmente polarimétricos transmitem e recebem o campo elétrico em polarizações horizontal e vertical, e a matriz de espalhamento resultante contém informações detalhadas sobre as características dos dispersores, ou seja, dos objetos observados na superfície. Os resultados mostraram que a densidade de árvores é o fator mais fortemente associado ao sinal de radar, superando a influência do tamanho individual dos troncos. A umidade do solo e a textura arenosa também se destacaram como variáveis decisivas na resposta do radar. As observações SAR polarimétricas permitem recuperar múltiplos aspectos da estrutura da vegetação, contribuindo de forma inovadora para a compreensão do ciclo global do carbono e para o manejo florestal. Por fim, ao aprofundar o conhecimento sobre os ecossistemas tropicais secos — que cobrem vastas áreas do planeta e abrigam elevada diversidade biológica —, a pesquisa reforça a importância da ciência para compreender o funcionamento dos sistemas naturais, apoiar estratégias de conservação e subsidiar decisões públicas baseadas em evidências científicas. Leia o estudo na íntegra em: https://doi.org/10.1016/j.rse.2025.115213

  • Vespas têm papel-chave como polinizadoras em ecossistema tropical

    Por Emerson José Um estudo recente publicado no  Journal of Applied Entomology  revela que ves­pas podem ser polinizadoras mais importantes que o esperado em ecossistemas tropicais biodiversos como o Cerrado. As vespas são, tradicionalmente, mais associadas apenas à predação e ao parasitismo, mas pesquisas demonstram que esses insetos podem ser polinizadores efetivos e mesmo especializados de certas espécies. Nesse estudo os pesquisadores desvendam como as vespas são polinizadores importantes em ecossistemas tropicais altamente diversos. Os cientistas reuniram e analisaram dados sobre interações planta-vespa, explorando como características florais (cor, forma, horário de abertura das flores) se relacionam com aspectos das vespas (hábito de alimentação, comportamento social). Os resultados foram publicados no artigo “ Unveiling Wasps as Potential Pollinators: Floral Traits and Wasp Sociality Intensify Network Centrality in a Highly Diverse Tropical Ecosystem”.  Neste estudo, os pesquisadores consolidam dados sobre interações flor-vespa no Cerrado, um hotspot de biodiversidade brasileiro, para explorar como as características florais e das vespas moldam as redes de interação planta-polinizador (a saber: redes são estruturas ecológicas que mapeiam as conexões entre as espécies de plantas e seus polinizadores animais em uma comunidade). Foi construída uma rede de interação mutualística composta por 185 espécies de vespas e 144 espécies de plantas, que realizaram 728 interações, sendo calculando índices de centralidade das espécies. O estudo demonstra como   as variáveis do ambiente e das flores visitadas influenciam fortemente a posição chave das vespas nas redes de interação das comunidades de Cerrado. Demostra também que as vespas sociais tendem a atuar como “nós centrais” (principal conexão) no processo de polinização de várias plantas. Este papel central significa que certas vespas contribuem de forma desproporcional para a conectividade entre plantas, facilitando a polinização cruzada. Tal descoberta desafia a visão tradicional de que apenas abelhas têm relevância ecológica destacada no processo de polinização, sugerindo que comunidades inteiras de plantas dependem também desses himenópteros (insetos com asas membranosas) menos tradicionais. A pesquisa coletou dados em regiões de Cerrado altamente diversas que, apesar de sua importância ecológica, sofrem com pressão por desmatamento e mudanças de uso do solo. Entender o papel das vespas nesses ambientes pode ter implicações diretas para a conservação da biodiversidade. Proteger as vespas pode significar preservar “pontes biológicas” entre plantas nativas. Além disso, os autores argumentam que a socialidade das vespas (ou seja, se vivem em colônias organizadas) pode ser uma chave para sua eficiência como “conectores” na rede de polinização. Essa percepção abre caminho para novas pesquisas sobre como diferentes espécies de vespas contribuem para a manutenção da biodiversidade. Há também implicações para a restauração ecológica. Projetos de restauração no Cerrado, por exemplo, poderiam considerar a presença de vespas sociais como um indicador de sucesso. Incorporar esses insetos em estratégias de conservação pode favorecer a estruturação de redes de polinização mais robustas. Segundo a pesquisadora Patricia Morellato, diretora do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima), “essa pesquisa é fundamental por chamar a atenção para outros animais polinizadores importantes em nossa vegetação de Cerrado, tão biodiversa! O estudo destaca as vespas, que muitas vezes são pensadas apenas como insetos perigosos e que podem nos picar. No entanto, são bons polinizadores!  Queremos analisar outros animais negligenciados". Essa abordagem abre novas perspectivas para pesquisas sobre conservação da biodiversidade, restauração ecológica e manejo ambiental. Compreender a contribuição das vespas pode ser crucial para a polinização de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, apoiando os esforços de conservação nos ecossistemas biodiversos e ameaçados do Cerrado. O estudo pode ser lido na íntegra no link:  https://doi.org/10.1111/jen.13470

  • Como o ambiente molda a diversidade funcional de musgos na Mata Atlântica

    Por Carolina Ferreira Medeiros A relação entre ambiente e vida ainda guarda muitos mistérios, e pesquisadores brasileiros estão ampliando nossa compreensão sobre como espécies respondem às variações naturais da paisagem. Um estudo recente publicado na Acta Botanica Brasilica  lança luz sobre como fatores abióticos, como elevação e precipitação, podem influenciar a diversidade funcional de musgos do gênero Fissidens  na Mata Atlântica. Musgos desempenham papéis ecológicos essenciais: ajudam na retenção de água, participam de ciclos de nutrientes e servem como habitat para inúmeros microrganismos. Entender como suas características funcionais variam ao longo de um gradiente ambiental oferece pistas sobre a resiliência de comunidades biológicas frente a mudanças climáticas e fragmentação de habitats. O estudo focou em 24 parcelas aleatórias distribuídas ao longo da Serra do Mar, um dos trechos mais representativos da Mata Atlântica no Brasil. Ali, os pesquisadores analisaram espécies de Fissidens , um grupo de musgos com grande diversidade morfológica, em relação a seis traços funcionais relacionados à sua ecologia e reprodução. Os resultados revelaram que a chuva tem um papel fundamental em ampliar a diversidade funcional. Em áreas com maior precipitação, as comunidades de Fissidens  exibiram maior riqueza funcional, o que sugere que ambientes mais úmidos conseguem abrigar uma gama mais ampla de estratégias biológicas entre as espécies, como variações estruturais nas folhas e modos de produção de esporos. Esse padrão indica que a água não atua apenas como recurso, mas também como filtro ecológico capaz de moldar quais funções são possíveis ou vantajosas em uma comunidade. Essa constatação é importante não só para entender o passado evolutivo desses musgos, mas também para prever como eles podem responder a alterações no regime de chuvas causadas pelo aquecimento global. Por outro lado, aumento de altitude esteve associado a maior dispersão funcional. Isso significa que, conforme se sobe a encosta da Serra do Mar, as espécies de Fissidens tendem a ocupar um espectro mais amplo de estratégias ecológicas possíveis, refletindo maiores diferenças entre os traços que cada espécie exibe. A elevação, ao combinar variações de temperatura e umidade, cria “nichos” distintos que favorecem, por exemplo, espécies adaptadas a ambientes mais frios ou mais secos. A diversidade funcional observada nesse contexto pode estar relacionada a diferenças na fisiologia das espécies, como adaptabilidade ao estresse hídrico ou capacidade de tolerar variações térmicas. Este estudo reforça que gradientes ambientais, especialmente de precipitação e altitude que moldam a diversidade funcional das comunidades vegetais, incluindo musgos aparentemente simples como Fissidens . A diversidade funcional é um componente crítico da biodiversidade: quanto mais funções diferentes uma comunidade pode desempenhar, mais estável e resiliente ela tende a ser diante de perturbações. Além disso, os resultados destacam a necessidade de proteger uma variedade de ambientes ao longo de gradientes ecológicos, não apenas áreas isoladas de floresta. Essa abordagem mais ampla é essencial se quisermos manter os serviços ecológicos e a própria diversidade biológica em paisagens altamente fragmentadas como a Mata Atlântica. Por fim, os autores sugerem que pesquisas futuras integrem experimentos controlados para entender melhor como fatores ecológicos e evolutivos interagem para moldar a diversidade funcional. Essa linha de investigação é promissora para previsões mais precisas sobre os impactos das mudanças ambientais em plantas, musgos e outros grupos menos estudados, mas igualmente valiosos do ponto de vista ecológico. O artigo pode ser lido na íntegra em: https://doi.org/10.1590/1677-941X-ABB-2024-0122

  • Estudo revela como a natureza pinta um mosaico de cores impulsionada por fatores ambientais e polinizadores em um ecossistema tropical de montanha

    Por Emerson José Um estudo recém-publicado com participação de pesquisadores associados ao CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima), sediado no câmpus da Unesp de Rio Claro/SP, indica que fatores bióticos (componentes vivos de um ecossistema, como: plantas, animais, fungos, bactérias e outros microrganismos) e abióticos (elementos não vivos, como: luz solar, temperatura, água, solo, vento, umidade) moldam a diversidade de cores de flores no campo rupestre. As conclusões constam do artigo “A mosaic of colors: The influence of biotic and abiotic factors shaping flower color diversity across a tropical mountain ecosystem”, publicado no início de janeiro na revista American Journal of Botany. A pesquisa focou no campo rupestre, vegetação que cresce em topos de serras e chapadas no Cerrado, marcada por afloramentos rochosos. O local de estudo foi a Serra do Cipó, no extremo sul da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais. Foram analisadas 179 espécies com base na visão de cores humana e de polinizadores. Este estudo é pioneiro na análise quantitativa da cor das flores e da distribuição do sinal de cor ao longo de um gradiente montanhoso tropical, testando a influência de interações bióticas, variáveis abióticas, filogenia e composição de espécies. O campo rupestre é um mosaico de vegetação tropical altamente diverso, que domina os cumes principalmente da Serra do Espinhaço, no Brasil. A alta diversidade de plantas no campo rupestre é estruturada em distintos tipos de vegetação dominados por uma matriz campestre, influenciada principalmente pelas condições do solo ao longo do gradiente altitudinal. Para as plantas com flores polinizadas por animais, a polinização por abelhas predomina no campo rupestre, seguida por beija-flores e outros insetos. Um dos atrativos principais para esses polinizadores é a cor das flores. O mosaico ambiental nos campos rupestres é significativo e o solo, as vegetações, em conjunto com a altitude, podem potencialmente determinar sua distribuição das cores das flores e sua atratividade aos polinizadores. A cor das flores é um canal de comunicação visual crucial entre plantas e polinizadores, variando entre indivíduos, espécies e dentro de comunidades. Diferentes fatores bióticos e abióticos afetam a distribuição e a diversidade da cor das flores dentro de uma comunidade. A composição de polinizadores e fatores abióticos, como a temperatura, variam ao longo de gradientes altitudinais. A expectativa é de redução da diversidade de cores de flores em altitudes mais elevadas em comparação com altitudes mais baixas, principalmente devido a condições abióticas mais restritivas a ação dos polinizadores, como baixas temperaturas. Para avaliar a distribuição da cor das flores no campo rupestre, foi analisada sua variação em sistemas de polinização (abelhas, beija-flores e outros sistemas), altitude (locais a 824, 1101, 1255, 1303 e 1421m de altitude), variáveis ambientais (temperatura média anual, umidade relativa do ar, velocidade do vento e radiação solar) e entre tipos de vegetação (cerrado, afloramento rochoso, campo arenoso, campo pedregoso e campo úmido) usando características de cor categóricas e quantitativas derivadas de espectros de refletância das flores. A maioria das categorias de cores de flores diminuiu na altitude mais elevada, com apenas o azul-esverdeado e o verde-UV aumentando com a altitude. O estudo revelou que rosa, amarelo e branco foram as cores predominantes das flores no campo rupestre, o que está de acordo com as cores mais frequentes encontradas em  comunidades  tropicais. A prevalência dessas cores está ligada ao papel significativo da polinização por abelhas no campo rupestre. Os resultados encontrados corroboram associação entre sistemas de polinização e a cor das flores, juntamente com uma predominância de características de cor relacionadas à polinização por abelhas, reforçando a importância desse sistema de polinização na paisagem do campo rupestre. Os resultados também mostram que a diversidade de cores das flores (ou seja, de tipos de cores de flores) é bastante elevada e se mantém alta ao longo da altitude e entre os tipos vegetacionais do campo rupestre. Ou seja, a diversidade de cores de flores não foi limitada pelo gradiente altitudinal, provavelmente porque as condições abióticas permanecem variáveis, mas não extremas, uma característica de um sistema montanhoso tropical sem neve. Esse é o ponto central do estudo. A estabilidade funcional detectada contrasta fortemente com as reduções na diversidade de cores observadas em altas montanhas temperadas com o aumento da altitude. Portanto, o campo rupestre representa um ecossistema único com altos níveis de diversidade de cores de flores e que deve sustentar muitos polinizadores importantes, como as abelhas, em toda a sua larga distribuição. O estudo pode ser lido na íntegra em   https://doi.org/10.1002/ajb2.70147

  • 🌎 Sustentabilidade em debate na UNESP Rio Claro!

    Por Emerson José O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) e o Escritório de Sustentabilidade da Unesp convidam toda a comunidade unespiana do câmpus de Rio Claro para um encontro fundamental sobre o futuro do nosso planeta e da nossa universidade. Receberemos o Professor Newton La Scala, Coordenador do Escritório de Sustentabilidade da Unesp, para uma palestra sobre as ações e os desafios da gestão sustentável em nossa instituição e o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. 🌱Se você quer entender como a ciência e a gestão da nossa universidade caminham juntas para um futuro mais verde, este evento é para você! Não perca! 📆 Dia 26 de março, às 14h, no anfiteatro II do IB.

  • Darwin Day

    Por Emerson José 🔊 O Darwin Day (12 de fevereiro) é uma celebração global da ciência, da curiosidade humana e do legado do naturalista Charles Darwin. Para o CBioClima/UNESP Rio Claro, é um momento de reforçar a importância da pesquisa acadêmica e da evolução como pilar da biologia moderna. Na imagem, a frase “I think” foi escrita por Darwin em seu caderno de anotações (1837) logo acima do seu primeiro esboço da Árvore da Vida. Darwin usou o "Eu acho" para introduzir a noção de que todas as espécies possuem um ancestral comum, conectando-se como ramos de uma grande árvore. 🌸 O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) nomeou os Seminários Charles Darwin em reconhecimento aos estudos do naturalista britânico. Neles, fomentamos o debate científico, apresentamos as fronteiras da pesquisa e inspiramos novas gerações de pensadores. ✨ O Darwin Day representa dedicação à ciência, à educação e a busca incessante pelo conhecimento que nos levam a desvendar os mistérios da natureza. 🔬 Viva a ciência!

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Instituição-sede

Instituto de Biociências - UNESP - Universidade Estadual Paulista.
Av. 24A, 1515 – CEP: 13506-900, Bairro Bela Vista, Rio Claro, SP.

Telefone: +55 19 3526-4216

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