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Missão científica Brasil-China fortalece a cooperação internacional em pesquisas sobre clima, biodiversidade e ecossistemas tropicais.

  • Foto do escritor: cbioclimamidia
    cbioclimamidia
  • 6 de nov. de 2025
  • 6 min de leitura

Atualizado: 29 de dez. de 2025

*Com informações de Magna Moura


Entre 21 e 31 de outubro de 2025, uma delegação de pesquisadores brasileiros vinculados ao (CBioClima/UNESP) participou de uma série de reuniões, visitas técnicas e seminários na China. A agenda fez parte da cooperação FAPESP-NSF China, que visa fortalecer os laços institucionais e promover avanços em pesquisas focadas em mudanças climáticas, fenologia e sustentabilidade ambiental.


21 de outubro – Parceria e Fortalecimento Acadêmico


As atividades começaram na Universidade Normal de Pequim (BNU) com uma série de apresentações e intercâmbios institucionais. Em 21 de outubro de 2025, pesquisadores da UNESP – CBioClima visitaram a Universidade Normal de Pequim (BNU), fortalecendo o projeto de cooperação bilateral FAPESP–NSFC “Impacto da variabilidade e dos extremos climáticos na fenologia das plantas e suas implicações para a biodiversidade” (FAPESP–NSFC 2022/07735-5).


O professor Yongshuo Fu destacou a importância da parceria entre os projetos apoiados pela Fundação Nacional de Ciências da China (NSFC) e pela FAPESP, enfatizando o papel estratégico da ciência internacional diante dos desafios climáticos e ambientais globais.


O professor Xuan Zhang, da Faculdade de Ciências da Água (CWS) da BNU, apresentou a estrutura e as áreas de pesquisa do departamento, celebrando a presença da delegação brasileira e o fortalecimento dos laços acadêmicos. Na sequência, a Professora Patrícia Morellato apresentou a estrutura e as principais iniciativas do CBioClima, destacando as oportunidades de colaboração científica entre as instituições.


Estudantes de pós-graduação da BNU, como Tang e Nan, também participaram das discussões, apresentando suas pesquisas vinculadas a projetos conjuntos e contribuindo para o diálogo técnico e científico. O encontro representou um passo importante na construção de uma rede colaborativa focada em biodiversidade, sustentabilidade, inovação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas.


22 de outubro – Ciência na Linha da História


No segundo dia, pesquisadores brasileiros e chineses participaram de uma visita técnica organizada pela Universidade Florestal de Pequim à Fazenda Florestal de Badaling, localizada no Parque Florestal Nacional de Badaling, próximo à Grande Muralha da China — uma das áreas mais importantes para restauração ecológica e manejo florestal no país.


Durante a visita, foram apresentadas informações sobre o parque, a produção de mudas, as estratégias de conservação e os projetos científicos em andamento, com foco no monitoramento e recuperação da vegetação nativa e na proteção da biodiversidade local. A iniciativa reforçou o compromisso da cooperação Brasil-China com a pesquisa aplicada em sustentabilidade e manejo de ecossistemas florestais em áreas de patrimônio histórico e ambiental.


23 e 24 de outubro – Ciência em Altitude


Nos dias seguintes, a equipe brasileira — liderada pela Profa. Patrícia Morellato (UNESP), Prof. Tomás Domingues (USP), Bruna Alberton (UNESP), Magna Moura (EMBRAPA) e a doutoranda Maria Maraiza — viajou para o sul da China, em Kunming, acompanhada pela equipe do Prof. Fu.


Os pesquisadores foram recebidos pelo Prof. Wande Liu e pelo Prof. Associado Xiaobo Huang no Instituto de Ciências Florestais de Altitude da Academia Chinesa de Silvicultura, onde participaram de um dia de intercâmbio acadêmico e científico.


A programação incluiu apresentações institucionais, uma apresentação do projeto CBioClima pela Profa. Morellato e uma apresentação da Rede e-Fenologia por Bruna Alberton. Também foram realizadas discussões sobre cooperação científica e oportunidades para pesquisas conjuntas em ecossistemas tropicais e subtropicais.


Em Pu'er, a delegação brasileira visitou o Parque Florestal Nacional de Caiyanghe, explorando áreas experimentais com amostragem de solo e plantas, estações meteorológicas e torres de fluxo micrometeorológico, que são fundamentais para o monitoramento de carbono, energia e água.



26 e 27 de outubro – Seminário China-Brasil – XTBG, Yunnan, China



Cientistas brasileiros e chineses se reuniram no Xishuangbanna Tropical Botanical Garden para discutir os impactos dos extremos climáticos na fenologia e nos fluxos de carbono, água e energia em florestas subtropicais. Destaque para a apresentação do Dr. Moorthy sobre como distúrbios causados por eventos de neve extrema afetam a recuperação da vegetação e os fluxos ecossistêmicos por anos após o impacto. Wittanan Tammadid trouxe insights sobre radiação difusa sob neblina e aerossóis. Boonsiri Sawadchai explorou a fenologia do dossel e os fluxos de carbono ao longo da Península da Indochina


A Profa. Patricia Morellato (UNESP) apresentou o projeto CBioClima e novas perspectivas de colaboração entre Brasil e China, com a participação de Bruna Alberton (UNESP), Magna Moura (EMBRAPA) e Tomás Domingues (USP). Durante o encontro, foi anunciado que a doutoranda Maria Maraiza permanecerá na China como parte de um programa internacional de intercâmbio de pesquisa.


A visita técnica incluiu uma ida à torre de fluxos e à área experimental, com troca de experiências sobre monitoramento de carbono, água e energia.





29 de outubro — Discussões técnicas com o grupo LPJ-GUESS e jantar de integração

As atividades começaram com um encontro técnico com pesquisadores do LPJ-GUESS, um modelo de dinâmica da vegetação e ecossistema terrestre amplamente utilizado em estudos sobre mudanças climáticas. O encontro, realizado na BNU, teve como objetivo discutir áreas de atuação, interesses de pesquisa e dados disponíveis, visando futuras colaborações em modelagem, especialmente sobre fenologia, fisiologia, fluxos de água e carbono, com foco em florestas tropicais.

O prof. Yungshuo Fu (BNU) e a profa. Patrícia Morellato (UNESP) apresentaram o projeto bilateral de cooperação FAPESP/NSFC China, que integra cientistas brasileiros e chineses. Estiveram presentes pesquisadores e pós-graduandos da BNU; professores da Lund University (Suécia)Minchao Wu, Stefan Olin e Thomas Pugh; e da University of Copenhagen (Dinamarca)Jing Tang.

O prof. Tomas Domingues (USP) compartilhou sua experiência em fisiologia vegetal e apresentou dados recentes sobre traços funcionais de espécies de florestas tropicais, incluindo aspectos hidráulicos importantes para a modelagem. Ele também relatou sua participação em projetos como o AmazonFACE e nos experimentos de exclusão de chuva na Amazônia.

Na sequência, a dra. Bruna Alberton (UNESP) apresentou a rede de monitoramento da fenologia nos trópicos, destacando as relações entre métricas fenológicas e seus principais drivers (clima, espécies, solo). Ela enfatizou o sincronismo e a forte correlação entre os índices de verde (Gcc) e a produção primária bruta (GPP), especialmente na Caatinga.

Complementando a discussão, a dra. Magna Moura (EMBRAPA) detalhou as particularidades da Caatinga, ressaltando como o balanço hídrico negativo — baixa precipitação e alta evapotranspiração — define o comportamento das espécies e impõe desafios aos modelos de ecossistema. A diversidade e adaptação das espécies da Caatinga, bem como a torre de fluxos localizada em Petrolina (PE), despertaram grande interesse dos pesquisadores da área de modelagem.

A doutoranda Maria Maraiza (UNESP) também apresentou sua pesquisa de doutorado e comentou sobre as possibilidades de cooperação que serão fortalecidas durante sua estadia de cerca de 30 dias na BNU, quando pretende finalizar um artigo conjunto Brasil-China.

O encontro foi encerrado com um jantar de integração entre o grupo brasileiro, o prof. Shuo, e os pesquisadores do LPJ-GUESS.



30 de outubro – Infraestrutura e Inovação na Universidade Normal de Pequim


Concluindo as visitas técnicas, a delegação percorreu a infraestrutura experimental da Faculdade de Ciências da Água (CWS), que abriga um dos complexos de pesquisa mais avançados em hidrologia e clima aplicados à vegetação na China. O laboratório possui seis câmaras climáticas controladas, drones multiespectrais e hiperespectrais, equipamentos de medição fisiológica e servidores de alto desempenho para modelagem da dinâmica da vegetação e dos ecossistemas. Além das instalações de pesquisa, os visitantes puderam vivenciar o ambiente de aprendizado e social da Universidade Normal de Pequim, que integra ciência, lazer e bem-estar em espaços modernos e integrados.


À tarde, os alunos de engenharia da Universidade Normal de Pequim assistiram às palestras da Professora Patrícia Morellato (UNESP), intitulada "Time is everthing - Phenology, Climate and Biodiversity Conservation in the Tropics", e do Professor Tomás Domingues (USP), com a apresentação “Características Funcionais das Plantas em Relação à Fenologia”. As apresentações despertaram grande interesse entre os estudantes e abriram novas oportunidades para intercâmbio acadêmico e cooperação entre o Brasil e a China.



31 de outubro – Pesquisa brasileira em destaque internacional


Encerrando a missão na China, no dia 31 de outubro, a pesquisadora Dra. Bruna Alberton, do CBioClima/UNESP, participou do International Workshop: Modelling Terrestrial Ecosystem Processes and Interactions, realizado na Beijing Normal University (BNU), em Pequim. ✨


Bruna apresentou a palestra “Two Decades of Phenocam Research: Progress and Challenges in Tropical Phenology Ecosystems”, na qual destacou os avanços e desafios das pesquisas com câmeras fenológicas (phenocams) em ecossistemas tropicais.


O evento reuniu cientistas da Beijing Normal University, University of Copenhagen e Lund University, promovendo discussões sobre modelagem ecológica, mudanças climáticas e dinâmicas da vegetação.

A missão científica consolidou uma aliança estratégica entre pesquisadores brasileiros e chineses, fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos e tecnologias para compreender e mitigar os efeitos das mudanças climáticas globais. Com entusiasmo e espírito colaborativo, as instituições envolvidas reafirmaram seu compromisso com uma ciência integrada, sustentável e internacionalmente conectada.

 
 
 

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