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Mudanças climáticas, biodiversidade e equidade: um desafio científico e social

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    cbioclimamidia
  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

Por: Carolina Medeiros

 

Na última quarta-feira, 25/02, aconteceu, na sala de Defesas do IB/Unicamp, a primeira palestra do ano do “Ciclo de Debates – Diversidade em Foco: Saberes e Desafios diante das Mudanças Climáticas”, com a presença da Profa. Dra. Clarisse Palma-Silva, idealizadora do ciclo. A palestra contou com a presença da pesquisadora Patrícia Morellato, Diretora do Cepid CBioClima.

Clarisse é Professora Associada do Instituto de Biologia da Unicamp, Coordenadora do Laboratório de Ecologia Evolutiva e Genômica de Plantas (LEEG/Unicamp) e Coordenadora de Diversidade, Equidade e Inclusão do CBioClima.

 Erva-mate: onde tudo começou

Clarisse começou contando sobre seu período de graduação em Biologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), quando em busca de um emprego na área, ingressou em um grupo de pesquisa na Universidade, que realizava estudos sobre erva-mate. Como integrante do grupo, realizou sua Iniciação Científica, e deu os primeiros passos na carreira acadêmica.  

Ainda na UFRGS realizou seu mestrado em genética. E teve, na sua defesa, de forma “inconsciente”, uma banca composta apenas por mulheres. Isso porque, segundo Clarisse, na época, as questões de gênero na academia não era algo familiar para ela. Foi somente no período de seu doutorado sanduíche na Royal Botanic Gardens Kew que as questões de gênero começaram a permear seu dia-a-dia.

No departamento do Kew Gardens em Londres, todos os professores eram homens e todas as pós-doutorandas mulheres. Uma realidade semelhante à vivenciada na Suíça, ainda no Doutorado; sendo na opinião da pesquisadora um dos piores lugares para se trabalhar sendo mulher e cientista.

 

Genômica e Evolução de plantas Neotropicais

 

Em 2010, após a conclusão do doutorado, Clarisse se mudou para São Paulo para atuar como Jovem Pesquisadora (categoria de bolsa da FAPESP) no Jardim Botânico de São Paulo. Suas pesquisas tinham como foco a Filo Geografia e as plantas neotropicais. Na época, haviam poucos pesquisadores estudando o tema. Com isso, após participar de um Simpósio de Filo geografia organizado pela FAPESP, ingressou em 2013, como pesquisadora no departamento de Ecologia Molecular, no campus da Unesp de Rio Claro.

Em sua fala, Clarisse destaca que em 2016, começou uma nova etapa de sua vida profissional, ao conciliar sua atuação como pesquisadora e mãe. Em julho daquele ano, Clarisse lembrou de algumas dificuldades enfrentadas ainda na licença maternidade. “Quando meu filho estava com um mês de vida, eu estava entregando relatório de produtividade do CNPq, para não perder a possibilidade de financiamentos futuros; o que impactaria no andamento das minhas pesquisas”.

A pesquisadora lembrou ainda, do papel fundamental que seus alunos tiveram nessa época; uma vez que ajudavam com os cuidados com o pequeno Daniel, durante as reuniões, orientações e atividades no laboratório. Ainda em 2016, prestou um concurso e foi selecionada para ser professora associada do departamento de Biologia Vegetal da Unicamp.

 

Biologia Vegetal, Genômica de Plantas e Rede de Mulheres Acadêmicas

 

Ao ingressar na Unicamp, Clarisse, juntamente com o marido, o também pesquisador Fábio Pinheiro, montaram o Laboratório de Ecologia Evolutiva e Genômica de Plantas (LEEG). Em sua fala, Clarisse destacou as áreas de atuação e pesquisa de seus alunos vinculados ao LEEG - bioinformática, genômica e transcriptômicas de plantas, morfologia de plantas, genética de populações, entre outras – e trouxe resultados de seus estudos sobre evolução e adaptação das plantas neotropicais ao gradiente latitudinal, devido às mudanças climáticas.

A pesquisadora mencionou ainda a sua atuação dentro da Rede de Mulheres Acadêmicas da Unicamp, que tem como objetivo “propor estratégias que contribuam com a definição de ações institucionais para a equidade de gênero na universidade, neutralizando barreiras e obstáculos enfrentados pelas mulheres na vida acadêmica e na carreira universitária”.

Clarisse falou também sobre sua atuação como coordenadora de Diversidade, Equidade e Inclusão no CBioClima. E concluiu retomando a sua experiência em Viena, onde atuou como professora visitante da Universidade de Viena, outro país, como ela bem lembrou, no qual as mulheres na ciência são a minoria. 


 
 
 

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