Pesquisador associado ao CBioClima explica a importância dos rios aéreos da Amazônia para as chuvas no país
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Por Emerson José
Neste sábado, 5 de setembro, celebra-se o Dia da Amazônia. A data foi criada no Brasil em 2007 e representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre biodiversidade, mudanças climáticas e o futuro da região.
Seus rios, áreas alagadas, espécies animais e vegetais e os processos ecológicos que acontecem na região têm papel fundamental no equilíbrio ambiental e climático. A conservação da Amazônia também está diretamente relacionada à qualidade de vida das populações que vivem na região e aos impactos ambientais que ultrapassam seus limites.
Vale ressaltar que muita biodiversidade da maior floresta tropical do mundo ainda é desconhecida. Recentemente, uma nova espécie de rã, Adenomera varcena, por exemplo, foi identificada em áreas alagadas da floresta, no oeste do Acre, na região do Alto Rio Juruá.
Entre os autores do estudo estão o professor Célio F. B. Haddad, da Unesp de Rio Claro, e o professor Thiago R. Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ambos associados ao CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima). O trabalho foi publicado na revista científica Ichthyology & Herpetology.
Para destacar o Dia da Amazônia, o CBioClima conversa com o pesquisador Lucas Ferrante, associado ao Centro, que desenvolve pesquisas relacionadas aos impactos do desmatamento, da expansão da infraestrutura e das mudanças climáticas sobre a Amazônia.
Em sua trajetória científica, Ferrante tem estudado as relações entre desmatamento, biodiversidade, mudanças climáticas, infraestrutura, patógenos e governança ambiental. Seus trabalhos também têm chamado atenção para os impactos da expansão de rodovias e de atividades econômicas sobre os ecossistemas amazônicos.



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