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  • Leonardo Fracetto, coordenador de Inovação do CBioClima, participou da ACS Fall 2024 em Denver

    Prof. Fraceto participou de reuniões e apresentou palestra no evento por: Leonardo Fraceto Fotos das participações realizadas pelo Prof. Fraceto durante a conferência.  No período de 16 a 22 de agosto de 2024 o Prof. Leonardo Fraceto participou No Centro de Convenções em Denver nos Estados Unidos da reunião do ACS Committee on International Activities do qual é membro Associado e pode na oportunidade apresentar os avanços do ACS Brazil Chapter para os membros do Comitê. Além desta ação, o Prof. Fraceto realizou apresentação oral do trabalho “Nano-based herbicide formulations: from development to mechanisms of action” na sessão de AGRO: Formulation – Advances, Boundaries & Future. Os resultados apresentados são de pesquisas realizadas no âmbito do INCTNanoAgro ( www.inctnanoagro.com.br ) e do CEPID em Biodiversidade e Mudanças Climáticas – CbioClima ( https://www.cbioclima.org/ ). Ainda, durante o evento o Prof. Fraceto foi convidado para participar da atividade ACS Global Connect onde pode contar como tem sido a sua experiência com a American Chemical Society ao longo dos anos. Sobre o ACS Fall, o evento é um dos dois grandes eventos que a ACS promove nos EUA todos os anos. No ACS Fall 2024 estiveram presentes ao redor de 12 mil participantes com apresentações em diferentes áreas do conhecimento. Além dos artigos técnicos, o ACS Fall 2024 ofereceu diversos eventos para que os participantes possam avançar na carreira, bem como, aprimorar suas habilidades de liderança. O Prof. Fraceto agradece ao Conselho/Chefia do Departamento de Engenharia Ambiental e a Direção/Congregação do Campus pela autorização para participação neste evento uma vez que a participação do Prof. Fraceto possibilitou a ampliação de colaboração científica com pesquisadores e membros da comunidade química internacional, desta forma, contribuindo para o aumento da visibilidade da Unesp no cenário internacional. O Prof. Fraceto agradece ainda o suporte financeiro da ACS e FAPESP para que pudesse participar no evento.

  • Projeto liderado pela Unesp investiga os impactos dos eventos climáticos extremos na Caatinga em uma parceria entre Brasil e China

    O estudo, liderado pela Unesp Rio Claro e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), destaca a importância da colaboração internacional para o avanço das pesquisas sobre os impactos das mudanças climáticas. Por: Gabriela Andrietta O projeto, que conta com a participação da Embrapa, e de outras instituições de pesquisa dos dois países, é coordenado na China pela Beijing Normal University. O objetivo é compreender como secas severas e ondas de calor afetam a biodiversidade, a estrutura do solo e os processos ecológicos desse bioma singular. Um dos aspectos inovadores do projeto é o monitoramento fenológico global do Jacarandá (Jacaranda mimosifolia Don.), uma espécie escolhida devido à sua ampla distribuição em 55 países. Este projeto piloto poderá ser replicado para outras espécies e regiões, ampliando a coleta de dados e o envolvimento de mais pesquisadores. Os pesquisadores utilizam técnicas avançadas como sensoriamento remoto, modelagem climática e análise de dados meteorológicos de longo prazo. Além disso, são realizados estudos de campo para monitorar a flora, a fauna e os ciclos biogeoquímicos da Caatinga, com o objetivo de desenvolver estratégias de adaptação para mitigar os impactos das mudanças climáticas e preservar este bioma. Workshop na Unesp de Rio Claro Participantes do Workshop no auditório da biblioteca da Unesp de Rio Claro. Foto: CBioClima Como parte do projeto, no dia 19 de agosto, os pesquisadores acompanharam um campo em Itirapina, onde eles conheceram de perto as câmeras fenológicas. No   dia seguinte, o CBioClima recebeu, na Unesp de Rio Claro, os pesquisadores chineses para um workshop focado em temas como mudanças fenológicas em florestas subtropicais, o impacto do uso da terra nas comunidades de aves e os efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade. Visita à Embrapa Participantes no campo da Embrapa Foto: Embrapa. Nos dias 21 e 22 de agosto, a comitiva chinesa, composta por representantes de Beijing Normal University, East China Normal University e Zhejiang University, visitou a Embrapa Semiárido em Petrolina. Recebidos pela Chefe-geral da Embrapa Semiárido, Maria Auxiliadora Coêlho de Lima, o grupo participou de apresentações institucionais e palestras sobre fenologia vegetal e mudanças climáticas. A visita incluiu o site de referência Caatinga-FLUX Tower e a Trilha Ecológica da Caatinga, onde foram discutidos estudos sobre clima e vegetação, além de uma inspeção dos plots permanentes usados para monitoramento da fenologia e biomassa da Caatinga. Essa colaboração entre Brasil e China representa um avanço significativo na cooperação científica global para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. A troca de conhecimentos possibilitará o desenvolvimento de soluções inovadoras aplicáveis não apenas na Caatinga, mas também em outros ecossistemas áridos e semiáridos ao redor do mundo. Espera-se que as descobertas influenciem políticas públicas voltadas para a conservação e manejo sustentável dos recursos naturais da Caatinga e enriqueçam o debate global sobre adaptação às mudanças climáticas, orientando ações eficazes para proteger a biodiversidade e garantir a resiliência dos ecossistemas.

  • CBioClima recebe delegação da China

    Evento explora impactos das mudanças climáticas na fenologia de plantas e Biodiversidade Por: Gabriela Andrietta No dia 20 de agosto, o CBioClima receberá uma delegação de cientistas da China para discutir os impactos das mudanças climáticas na biodiversidade. O evento acontecerá no auditório da biblioteca do Instituto de Biociências da UNESP Rio Claro. Venha aprender com especialistas sobre como as mudanças no clima estão afetando as plantas e os ecossistemas ao redor do mundo. A manhã será marcada por uma série de palestras proferidas por renomados pesquisadores chineses, trazendo novas perspectivas sobre as mudanças fenológicas, biodiversidade, e a interação entre clima e ecossistemas. Programação da Manhã: 08:20 – 08:40: Mudanças fenológicas em florestas subtropicais – Yongshuo Fu, Universidade Normal de Pequim Mais informações: https://scholar.google.com/citations?hl=en&user=-9-kpJ0AAAAJ 08:40 – 09:00: Uso da terra e comunidades de aves – Xingfeng Si, Universidade Normal de East China Mais informações: https://scholar.google.com/citations?user=VY2UKSgAAAAJ&hl=en&oi=ao 09:00 – 09:20: Efeitos do clima nas floras de angiospermas – Jian Zhang, Universidade Normal de East China Mais informações: https://scholar.google.com/citations?user=z4oGroQAAAAJ&hl=en 10:00 – 10:20: Intervalo para café 10:20 – 10:40: Estudos de biodiversidade nas ilhas do Lago das Mil Ilhas – Ping Ding, Universidade de Zhejiang Mais informações: https://www.researchgate.net/profile/Ping-Ding-2 10:40 – 11:00: Interações planta-frugívoro em reservatórios – Chen Zhu, Universidade de Zhejiang Mais informações: https://www.researchgate.net/profile/Chen-Zhu-35 Este evento é uma excelente oportunidade para entender as complexas interações entre clima, fenologia e biodiversidade!

  • Livro de professor da Unesp é um dos vencedores do 1º Prêmio Jabuti Acadêmico

    Obra escrita por Mauro Galetti, do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima, foi premiado na categoria “Ciências Biológicas, Biodiversidade e Biotecnologia”

  • Livro do pesquisador Mauro Galetti vence Jabuti Acadêmico

    Lançada pela Editora Unesp em 2023, a obra Um naturalista no Antropoceno foi  contemplada na primeira edição desta premiação.   POR: Michelle Braz Mauro Galetti, autor de Um Naturalista no Antropoceno, no Congresso Mundial  de Frugivoria e Dispersão de Sementes, em Ilhéus/BA. Em evento no Teatro Sérgio Cardoso na cidade de São Paulo, na última terça-feira (6), o  pesquisador e professor da Unesp, Mauro Galetti, venceu o Jabuti Acadêmico, na  categoria Ciências Biológicas, Biodiversidade e Biotecnologia, com a obra Um  Naturalista no Antropoceno: um biólogo na busca do selvagem (Editora Unesp, 2023).  “Estou lisonjeado em poder levar a história da Biologia e da Ecologia ao grande público.  Receber este prêmio é uma honra! Esta premiação dará mais visibilidade para a produção  editorial da ciência brasileira”, salienta o autor.   Galetti possui vasta trajetória no campo da pesquisa e docência. Entre as principais  atuações, ele ajudou, por exemplo, a criar o programa de Pós-graduação em Ecologia e  Biodiversidade no Instituto de Biociências da Unesp/Rio Claro, além de ser editor-chefe  do periódico Global Ecology and Conservation (Elsevier, Amsterdam) e curador do maior  banco de dados de biodiversidade da Mata Atlântica (Atlantic Data Papers). Atualmente,  Galetti é um dos diretores do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima  (CBioClima), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.   A obra laureada compreende, na verdade, a estreia literária do pesquisador num fluxo  narrativo autobiográfico com adensamentos críticos. “O principal problema que a Ciência  enfrenta hoje é o negacionismo: não acreditarem sobre as mudanças climáticas, a extinção  das espécies. Este livro foi uma resposta ao contexto vigente. Poder educar e mostrar a  ciência de alta qualidade produzida no Brasil”, reforça o pesquisador sobre as reflexões  para a confecção da obra.   Galetti ainda destaca alguns enfrentamentos em relação aos processos de disseminação  científica e seus vínculos necessários. “Nós, os cientistas, precisamos sair desta bolha  acadêmica. Nosso desafio é chegar ao grande público de maneira acessível, tendo clareza  e qualidade, mas sem banalizar. As pessoas querem ouvir o que a Ciência manifesta de  soluções para os problemas ambientais, não só no Brasil, como no mundo”, complementa.   Para mais informações sobre a obra Um naturalista no Antropoceno, acesse o site da Editora Unesp:  https://editoraunesp.com.br/catalogo/9786557144541,um-naturalista-no-antropoceno

  • LEM selection process

    Our Lab The Molecular Evolution Laboratory at Unesp in Rio Claro, a key player in the CBioClima initiative, is responsible for core research activities within the “Microbiome for Sustainable Solutions” Working Pack. This pack is not just about analysis, but about making a real difference. It focuses on analyzing the microbiomes of preserved forests, agroecosystems, and degraded areas, with the aim of combining agricultural productivity and biodiversity conservation to ensure innovative sustainability and strengthen the productive sector. Your actions will be instrumental in understanding, preserving, restoring, and maximizing ecosystem engineering provided by interactions between insects, plants, and microorganisms.  Currently, the Molecular Evolution Laboratory has the five following work opportunities within the context of CBioClima, with funding provided by FAPESP:  Currently, the Molecular Evolution Laboratory has the five following work opportunities within the context of CBioClima, with funding provided by FAPESP: PhD 1 : Characterization of microbial diversity in soil and plant samples collected from highly conserved Brazilian biomes. (fellowship, monthly stipend: R$ 5.520,00 - R$ 6.810,00)  PhD 2 : Characterization of microbial diversity in soil and plant samples collected from highly degraded and agroecosystem areas adjacent to Brazilian biomes. (fellowship, monthly stipend: R$ 5.520,00 - R$ 6.810,00)  PhD 3 : Characterization of microbial functional diversity in attine ants garden in different Brazilian biomes. (fellowship, monthly: R$ 5.520,00 - R$ 6.810,00)  MSc : Isolation, identification, and determination of growth rate of promising microbes found in soil and plant samples collected from highly conserved Brazilian biomes. (fellowship, monthly stipend: R$ 3.120,00 - R$ 3.300,00)  You can read a summary of these projects at the following link: Granted fellowships .  You may apply up to October 10th, 2024 filling out the form: https://forms.gle/NP71T6SE5bUC1Yjm6   Following your application, successful candidates will be invited to a video conference to align their interests with the Center's proposal. The ideal start date for successful candidates is Jan 2025.

  • Estudo mostra por que é vantajoso preservar floresta nativa no entorno de áreas agrícolas

    Ao estudar região de vinhedos no interior paulista, pesquisadores observaram que, nos locais mais conservados, havia maior diversidade de aves e de funções ecológicas por elas desempenhadas Foram selecionados para o estudo 19 locais em paisagens agrícolas com vinhedos no município de São Miguel Arcanjo, interior de São Paulo ( imagem: Prefeitura Municipal de São Miguel Arcanjo )

  • Após furacão, forma como flor é polinizada muda no Caribe

    À esquerda, beija-flor-de-pescoço-roxo visitando uma flor de helicônia; à direita, a flor sendo visitada pelo cambacica ( fotos: Ethan Temeles/Amherst College )

  • Pesquisadores do CEPID CBioClima e INCTNanoAgro participaram da Gordon Research Conference nos EUA

    Pesquisadores do CEPID CBioClima e INCTNanoAgro participaram da Gordon Research Conference nos EUA No período de 23 a 28 de junho de 2024 no Campus da Southern New Hampshire University em Manchester-New Hampshire nos Estados Unidos o Dr. Leonardo Fernandes Fraceto e Dra. Renata de Lima participaram na Gordon Research Conference  -Nanoscale Science and Engineering for Agriculture and Food Systems - Impactful Nano-Applications for Sustainable Food Production  ( https://www.grc.org/nanoscale-science-and-engineering-for-agriculture-and-food-systems-conference/2024/ ). Durante o evento, o Dr. Fraceto apresentou a palestra intitulada "Strategies to Develop Nano-Carriers Systems Aiming to Promote a Sustainable Agriculture ".  Já a Dra. Renata de Lima, apresentou o poster intitulado “Synthesis of biogenic metallic nanoparticles as a strategy for controlling agriculture pathogens ”. Ambos apresentaram resultados de pesquisas desenvolvidas no âmbito do CEPID CBioClima ( https://www.cbioclima.org/ ) e INCTNanoAgro ( https://inctnanoagro.com.br/ ). O evento contou com cerca de 120 participantes de diferentes países e permitiu a interação com estudantes pesquisadores de diferentes países (EUA, Brasil, Espanha, Singapura, Itália, Canadá, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Dinamarca etc) visando o estabelecimento de novas parcerias em pesquisa. Sobre a Gordon Research Conference The Gordon Research Conferences provide an international forum for the presentation and discussion of frontier research in the biological, chemical, physical and engineering sciences and their interfaces.   GRC is a nonprofit organization dedicated to building communities that advance the frontiers of science.  Our conferences bring a global network of scientists together to discuss the latest pre-publication research in their field.  GRC's unique format focuses on discussion and provides conferees with the opportunity to network informally during free afternoon times. ( https://www.grc.org/about/ )

  • Confira o vídeo do Lançamento do CBioClima, um Centro de Excelência em Pesquisa sobre Biodiversidade e Mudanças Climáticas

    Lançamento do CBioClima: Um novo marco na pesquisa científica sobre Biodiversidade e Mudanças Climáticas Gabriela Andrietta Vídeo: Jorge Alves Marinho O CBioClima é o primeiro Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp sediado na Unesp, marcando um avanço significativo na pesquisa científica. Este centro inovador se dedica a compreender a perda de biodiversidade diante da crise climática. A mesa de abertura do  evento contou com a presença da Professora Maysa Furlan, vice-reitora da Unesp; do Professor Edson Cocchieri Botelho, Pró-reitor de Pesquisa da Unesp; do Professor Adalgiso Coscrato Cardozo, Diretor do IB-Unesp; da Professora Patrícia Morellato, Diretora do CBioClima; e do Professor Carlos Frederico de Oliveira Graeff, representante da FAPESP. Patrícia Morellato, diretora do CBioClima, enfatizou a relevância do tema no contexto das mudanças climáticas. "Nunca houve um CEPID com esse tema, e é um tema muito atual: entender a perda de biodiversidade em face da crise climática que estamos vivendo hoje," disse Morellato. Maurício Bacci Júnior, vice-diretor, destacou os 16 anos de trabalho que culminaram na criação do CBioClima. Sobre a importância do financiamento, Edson Cocchieri Botelho ressaltou: “O CEPID promove a pesquisa de qualidade em rede, congregando todas as unidades da universidade. De norte a sul do estado de São Paulo, conseguimos reunir pesquisadores altamente qualificados em um grande projeto comum.” A diretora do CBioClima, Patrícia Morellato reforçou que a reitoria prontamente atendeu à demanda para a contratação de gestores. “Já temos dois gestores, um técnico, e quatro concursos abertos para a contratação de mais funcionários em tempo integral para trabalhar no centro,” disse. Maysa Furlan acrescentou: “A instituição é responsável por manter toda a infraestrutura de pessoal e a infraestrutura física para que o CEPID possa realmente cumprir seu papel, que é trazer conhecimento de ponta nas áreas que ele se propõe a discutir.” Adalgiso Coscrato Cardozo, diretor do Instituto de Biociências do Campus de Rio Claro, enfatizou que “Toda a experiência adquirida no CEPID será disseminada junto à sociedade, nas mídias locais e nacionais, e esse know-how trará frutos muito importantes para a população próxima do campus e da região.” Internacionalização, Inovação e Disseminação A internacionalização, a inovação e a disseminação são eixos centrais para o CBioClima. Vitor de Miranda, Coordenador de Internacionalização, destacou a relevância da colaboração internacional como um pilar fundamental. "A colaboração com instituições internacionais não só eleva a qualidade das nossas pesquisas, mas também amplia as possibilidades de inovação e intercâmbio de conhecimento," afirmou. Mauro Galetti, Coordenador de Disseminação, enfatizou a importância da divulgação dos resultados para a sociedade. "É crucial que a sociedade tenha acesso às descobertas e inovações geradas no CBioClima. A disseminação efetiva dos resultados pode transformar o conhecimento científico em soluções práticas para os problemas cotidianos," ressaltou Galetti. Leonardo Fraceto também destacou a missão do centro em levar os frutos da inovação para a sociedade. "Nosso objetivo é garantir que a inovação gerada no CEPID possa auxiliar na resolução de problemas da sociedade, atendendo às expectativas e necessidades da população," concluiu. Impacto na Comunidade e na Carreira dos Pesquisadores Essa abordagem reforça o compromisso do CBioClima com a excelência científica e a responsabilidade social, buscando sempre a integração do conhecimento acadêmico com as demandas e desafios da sociedade. O CBioClima não se destaca apenas pela disseminação do conhecimento científico, mas também pelo impacto significativo que tem tanto para os pesquisadores quanto para a comunidade. Lara Santello, doutoranda, destacou a excelência dos cientistas envolvidos no CBioClima e a segurança proporcionada pelo financiamento garantido pela Fapesp até 2033. "A presença de pesquisadores renomados e o suporte financeiro contínuo criam um ambiente propício para avanços científicos de ponta," afirmou Santello. Diego Assis, pesquisador de pós-doutorado, vê no CBioClima uma oportunidade única para gerar conhecimento e desenvolver soluções que beneficiem a sociedade. "Trabalhar no CBioClima nos permite não só aprofundar nosso entendimento científico, mas também aplicar esse conhecimento de forma prática para resolver problemas reais," destacou Assis. Saura Silva, pesquisadora do CBioClima, reforçou a visão de seus colegas, enfatizando a paridade do centro com instituições de renome global. "Minha experiência como bolsista de pesquisa me permitiu constatar que nosso centro está em pé de igualdade com as melhores instituições do mundo em termos de excelência acadêmica e capacidade de pesquisa. Isso me motiva ainda mais a buscar novos desafios que tragam benefícios para a preservação da biodiversidade e, consequentemente, para a sociedade," declarou Silva. Oportunidades para Jovens Pesquisadores Rodrigo Valim, Graduando em Ecologia, Unesp Rio Claro, explicou que "Como aluno de graduação em Ecologia e participante de um projeto de iniciação científica, o CBioClima proporciona uma base sólida para quem está começando na carreira científica. O centro oferece não apenas oportunidades de experiência internacional, mas também um financiamento seguro. Desde sua criação, o CBioClima já se estabeleceu como um centro de referência em qualidade de pesquisa, o que é extremamente motivador para nós, jovens pesquisador Rafaela Forti, Mestranda ligada ao CBioClima, explicou: "Ter nascido e me formado em Ciências Biológicas em uma região que abriga um dos melhores centros de pesquisa do planeta é motivo de grande orgulho. A proximidade do CBioClima com a minha casa me permite dedicar-me integralmente à minha pesquisa de mestrado. Com essa infraestrutura de ponta e o suporte contínuo, sinto que não há limites para o que posso alcançar em minha carreira acadêmica." Com um compromisso firme em promover a excelência acadêmica a preservação da biodiversidade, o CBioClima visa a integração da pesquisa científica com as necessidades da comunidade, garantindo benefícios tanto para os pesquisadores quanto para a sociedade como um todo.

  • Novo estudo destaca preocupação com estado de conservação da Mata Atlântica

    Pesquisa mapeou mudanças ao longo dos últimos 34 anos. Legislação ambiental adotada a partir de 2006 ajudou a frear desmatamento, mas ganho de vegetação se deu majoritariamente na forma de fragmentos pequenos, enquanto obras de infraestrutura, como rodovias e ferrovias, causaram impactos importantes em áreas maiores de floresta.

  • Agroflorestas têm apresentado impactos positivos na redução da emissão e captura de carbono.

    A temperatura média global aumentou cerca de 1,1°C desde o período pré-industrial (1850-1900). A atividade humana é responsável pelo aquecimento da atmosfera, dos oceanos e da terra. Sem reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa, o aquecimento global pode ultrapassar 1,5°C e 2°C ainda neste século. Por: Gabriela Andrietta O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) divulgou em 2021 o relatório "Climate Change 2021: The Physical Science Basis", alertando sobre o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos devido às mudanças climáticas. Entre esses eventos estão ondas de calor, chuvas intensas, secas, inundações, ciclones e eventos compostos, como calor extremo e seca simultânea. As emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo homem têm aumentado a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos, especialmente relacionados aos extremos de temperatura. Pequenos aumentos na temperatura global podem causar grandes mudanças nos extremos climáticos regionais e globais, tornando esses eventos ainda mais frequentes e intensos. Desde 1950, a frequência e a intensidade dos extremos de calor aumentaram, enquanto os extremos de frio diminuíram globalmente. A influência humana, principalmente por meio dos gases de efeito estufa, é a principal causa dessas mudanças. A precipitação intensa aumentou na maioria das regiões terrestres, sendo as emissões de gases de efeito estufa a principal causa. As secas também aumentaram em algumas regiões devido à maior evapotranspiração provocada pelas mudanças climáticas. Com o contínuo aquecimento global, a frequência e a intensidade de eventos extremos, como ciclones e secas severas, podem aumentar. A probabilidade de eventos climáticos compostos, como ondas de calor e secas simultâneas, continua a crescer. O professor Newton La Scala Jr., da Unesp de Jaboticabal, pesquisa mudanças climáticas, ciência do solo e práticas agrícolas sustentáveis. Os seus estudos sobre o impacto das atividades agrícolas nas emissões de gases de efeito estufa apontam para formas de mitigação desses efeitos. O professor destacou que o IPCC desempenha um papel crucial na compreensão das mudanças climáticas globais.  Aquecimento global e aumento de CO2 na atmosfera O IPCC compila os dados e apresenta relatórios de pesquisas científicas. Recentemente, foi publicado um relatório síntese, divulgado em 2023, que inclui dados paleoclimáticos obtidos de testemunhos de gelo, como os do sítio de Vostok na Antártida.   Conforme explicado pelo professor Newton La Scala Jr, estes dados mostram que a camada de gelo na Antártida, formada ao longo dos últimos 500 a 600 mil anos, contém registros históricos da concentração de CO2 na atmosfera. As análises revelam que a cada 100 mil anos ocorre um pico de concentração de CO2, com os níveis mais recentes alcançando aproximadamente 400 ppm devido às atividades humanas. Segundo o professor Newton, "A Antártida tem em seu centro, cerca de três quilômetros de camada de gelo, e essa camada de gelo se formou por deposição nos últimos 500, 600 mil anos. Se você fizer um furo e tirar o gelo que existe da superfície até uma certa profundidade, no interior desse gelo você tem bolhas de ar da época em que esse gelo se formou. Essas medições podem ser feitas de forma direta nessas bolhas dentro do gelo. Há uma série de 400 mil anos de concentração de CO2 na atmosfera, em ppm. Aproximadamente a cada 100 mil anos, há um pico, e aqui está o mais próximo do presente. As atividades humanas, especialmente o uso de combustíveis fósseis e o desmatamento, jogaram recentemente essa concentração de CO2 na atmosfera para próximo de 400 ppm. Hoje em dia, a concentração de CO2 na atmosfera é mais de 400 ppm, mais próximo de 410 ppm, e isso ocorreu principalmente nos últimos 200 anos. Com base em análises isotópicas, é possível fazer uma regressão da temperatura em que essa espécie conviveu. A cada 100 mil anos, há um pico na temperatura média do planeta. Zero seria próximo do atual. O planeta já teve uma temperatura nos últimos 300 mil anos, 2 graus aproximadamente acima do que é hoje. Atualmente, a temperatura média do planeta é em torno de 15, 16 graus, mas já teve temperaturas 8 graus abaixo do que é hoje. Essas oscilações da concentração de CO2 na atmosfera e nos dados paleoclimáticos, CO2, metano, óxido nitroso, oscilam muito de acordo com as oscilações na temperatura média do planeta. Os modelos climáticos são validados com esses dados, então você tem modelos climáticos de agências diversas que são validados com esses dados e de vários outros lugares que foram extraídos. Esses dados de testemunho de gelo estão extraídos da Antártida e também do Ártico, e então a temperatura média do planeta tem suas oscilações. Nos últimos 200 anos, a concentração de CO2 na atmosfera aumentou significativamente, ultrapassando 400 ppm. Este aumento, principalmente atribuído à queima de combustíveis fósseis e desmatamento, coincide com um aumento de temperatura média global de cerca de 1,2 graus Celsius desde a era pré-industrial. Os extremos de temperatura, tanto as máximas quanto as mínimas, têm aumentado nas últimas décadas.'’ Eventos climáticos extremos Com os eventos extremos, têm sido observados aumentos de temperatura e de precipitação extrema, bem como de dias consecutivos de seca. A maior temperatura do ano e a temperatura mais baixa do ano mostram essas tendências de aumento. Esses indicadores refletem o aquecimento global e suas consequências diretas. O relatório síntese de 2023 também destaca um aumento nas precipitações extremas, incluindo a região o sul do Brasil. O professor Newton destacou que "sobre os extremos, em primeiro lugar, é possível pontuar os extremos de temperatura. A cada 10 anos, em um  determinado local, é medida e registrada a maior temperatura do ano. De 1960 a 2018, esses dados são observados em estações meteorológicas. Em um caso muito extremo, de 1 grau a cada 10 anos, em 70 anos, temos áreas no planeta em que a temperatura mais quente observada no ano já aumentou 7 graus, por exemplo. O mesmo diz respeito à temperatura mais fria do ano, que geralmente é à noite. A cada década, isso também está aumentando. E o número de dias cuja temperatura excede os 90% mais registrados, também está aumentando.Em relação às precipitações extremas, no relatório síntese publicado em 2023, ele reporta o aumento observado no mundo. No sul do Brasil, há um aumento das precipitações mais pesadas. Com relação aos dias consecutivos de seca, essas são as tendências observadas de 1960 a 2018, por década. Em um caso extremo, são oito dias a cada dez anos a mais de secas consecutivas. E isso é espacializado ao longo dos continentes." Impactos, Mitigação e Adaptação Os impactos desses eventos extremos e das mudanças climáticas na agricultura e na produção de alimentos são significativos. Em alguns continentes, esses impactos são tanto negativos, quanto positivos, dependendo das condições locais. O relatório enfatiza a importância da mitigação, que envolve a redução das emissões de gases de efeito estufa e a captura de CO2 atmosférico. Setores como energia solar, eólica, agricultura e restauração de ecossistemas são cruciais. A redução do desmatamento e a implementação de sistemas agroflorestais são destacadas como estratégias eficazes para capturar CO2 e melhorar a resiliência dos sistemas agrícolas. O professor Newton explicou que "existem múltiplas oportunidades e necessidades de mitigação, seja essa mitigação entendida como redução das emissões ou captura de CO2, o sequestro de carbono. As emissões globais fecharam em 2023 próximos de 60 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. Setores como suprimento de energia, uso da terra, água e produção de alimentos têm oportunidades mitigatórias significativas. Os principais setores apontados são: a energia solar, e a energia do vento no suprimento de energia. Na agricultura, a redução da conversão de ecossistemas naturais ou o desmatamento poderia salvar cerca de 4 gigatoneladas de CO2 por ano. O sequestro de carbono na agricultura e a restauração de ecossistemas, ou em sistemas agrícolas degradados, também são cruciais. Somando esses potenciais, estamos falando de 15 gigatoneladas de CO2 equivalente, que são oportunidades reais para reduzir a concentração de CO2 na atmosfera." A implementação de políticas e práticas sustentáveis pode ajudar a mitigar as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas e naturais às mudanças climáticas. A adaptação é a prática de ajustar os sistemas e comunidades para reduzir os impactos negativos das mudanças climáticas. A capacidade adaptativa é maior em comunidades com acesso a recursos e conhecimento sobre práticas resilientes. O fortalecimento das infraestruturas, políticas de segurança alimentar, e gestão sustentável de recursos são essenciais para a adaptação às mudanças climáticas. Como explica o  professor Newton, "Com relação à adaptação, a redução do risco climático através de adaptações é uma realidade, e a capacidade adaptativa depende de como os países podem lidar com os recursos e conhecimento para implementar práticas resilientes. As agroflorestas, por exemplo,  têm apresentado impactos positivos na redução da emissão e captura de carbono. Os Sistemas agroflorestais, que combinam agricultura, pecuária e floresta, podem ser soluções viáveis para mitigar mudanças climáticas, aumentando a captura de CO2 na biomassa e no solo. Esses sistemas não apenas ajudam na mitigação, mas também na adaptação, fornecendo um ambiente mais estável para a produção agrícola e pecuária. Conforme destacado pelo professor Newton, "As agroflorestas são sistemas agrícolas complexos que podem envolver a pecuária e a floresta, a agricultura e a floresta, ou uma combinação de agricultura, pecuária e floresta. Além de ajudarem na mitigação, esses sistemas capturam CO2 à medida que a floresta cresce, dependendo do espaçamento e da densidade da floresta. O CO2 é incorporado na biomassa das plantas, que são altamente capazes de fazer isso, e também pode ocorrer um acúmulo desejável de carbono no solo. Do ponto de vista do balanço de gases, é perfeitamente possível alcançar um balanço próximo de zero ao integrar a produção agrícola com o crescimento das florestas. Publiquei trabalhos sobre isso junto com ex-alunos, e em 2015 e 2016 discutimos o balanço de gases de efeito estufa em sistemas de produção de carne, pastos degradados, pastos bem manejados e na integração lavoura-pecuária-floresta." Entretanto, além da questão da mitigação, existe também, especialmente quando se trata de animais, a questão da adaptação. Conforme explicado pelo professor Newton, "muitas vezes, um sistema como esse,está se mostrando mais adequado ou, às vezes, até mais produtivo, porque os animais têm um ambiente com menores temperaturas e maior umidade do ar. A agricultura já está implementando isso muito bem, pois o interesse principal é a produção eficiente, sem perdas, e o aumento da produtividade. Para melhorar a produtividade, muitas adaptações já estão sendo feitas na agricultura e, especialmente, na pecuária. Mesmo que, ao integrar a produção de frutas e café com florestas, haja uma pequena queda na produtividade, o benefício do balanço de gases de efeito estufa em sistemas de produção de carne, pasto degradado, pasto bem manejado e a integração lavoura-pecuária-floresta é significativo." Perspectivas Futuras e Políticas Públicas As projeções futuras indicam, infelizmente, a possibilidade de piora. No entanto, com ações de reversão adequadas, podemos alcançar um panorama mais favorável. Essas projeções dependem muito das medidas que tomarmos futuramente e de como essas ações afetaram a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. O professor Newton reforçou que “O aumento de temperatura máxima no dia e o aumento de temperatura na noite tem uma série de influências e isso começa a ser prejudicial para a própria produtividade agrícola, para os animais e para a pecuária também.  No caso do Brasil, as maiores emissões de gases de efeito estufa decorrem do desmatamento, que precisa ser controlado até se alcançarmos o desmatamento zero. Nosso país possui grandes áreas anteriormente utilizadas como pastagens, hoje degradadas, que poderiam ser melhor aproveitadas pela agricultura, integrando-as com florestas e criando um ambiente mais saudável para a produção agrícola e outros aspectos. As agroflorestas, além de favorecerem o balanço de gases de efeito estufa através da captura de CO2 e incorporação de carbono na biomassa e no solo, trazem outros benefícios, como aumento da biodiversidade, melhoria do ciclo hidrológico, redução das temperaturas máximas na região e aumento da umidade relativa do ar. Essas vantagens ocorrem principalmente devido à adaptação. Se houvesse um mecanismo para estimular e remunerar os agricultores a fazer tais transições, como um sistema de crédito de carbono ou mercado de carbono, essa transição ecológica nos sistemas agropecuários poderia ser acelerada. Isso seria desejável não apenas do ponto de vista do balanço de gases de efeito estufa, mas também por outros benefícios relacionados às agroflorestas e suas múltiplas vantagens ambientais. Esses mecanismos que financiam transições, como a eficiência energética ou uma possível transição ecológica, poderiam contar com financiamento internacional. No entanto, a política pública é fundamental nesse processo. O Brasil está atualmente aprovando no Senado o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, que pode incentivar essas transições visando a remoção de CO2 da atmosfera e sua incorporação no solo e na biomassa, por meio de reflorestamento. Isso beneficiaria os agricultores, acelerando essas transições. No Brasil, dependendo do bioma, como Mata Atlântica e Cerrado, os agricultores devem conservar 20% de suas terras como reserva legal, uma mata nativa prevista por lei. Com um mecanismo que gratifique os agricultores por regenerar suas áreas e ampliar zonas de proteção e reflorestamento, eles poderiam receber créditos por isso. Isso não apenas combateria as mudanças climáticas, mas também melhoraria a biodiversidade, o ciclo hidrológico, a umidade relativa do ar e o conforto térmico das regiões. Embora ainda seja um desafio, estamos próximos de criar um mecanismo nessa direção, o que vejo como muito possível.” O IPCC destaca que essas atividades têm o maior potencial de captura de carbono em todo o mundo, especialmente no Brasil. O sequestro de carbono no solo e na biomassa em áreas de reflorestamento possui um enorme potencial, considerando as extensas áreas no Brasil que poderiam ser reflorestadas, contribuindo significativamente para o equilíbrio dos gases de efeito estufa. É viável que o Brasil alcance um balanço próximo de zero, ou até mesmo negativo, antes de 2030, caso siga nessa direção. Essas são estimativas factíveis, dependendo das políticas que serão implementadas.

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