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  • Projeções indicam aumento de secas e incêndios

    Recentemente, o Parque Nacional de Itatiaia enfrentou um grave incêndio. O fogo se alastrou rapidamente devido às condições climáticas secas e ventos fortes, atingindo cerca de 200 hectares. Gabriela Andrietta Conforme explicado pelo professor do Instituto de Biociências da Unesp, Pedro Bergamo, "Isso acontece mais na época seca do ano, quando as plantas secam e se tornam combustível disponível. Com menos chuva, o fogo se espalha rapidamente. O recente incêndio no Parque Nacional de Itatiaia ocorreu em um período crítico, mas a resposta rápida da brigada de incêndio, dos bombeiros, governos, prefeituras e voluntários foi essencial. Foram mais de uma semana combatendo o fogo em temperaturas negativas, um esforço monumental para controlar o incêndio." A resposta rápida e eficaz da brigada de incêndio do parque, com o apoio de bombeiros, e muitos voluntários, foi crucial para o controle do incêndio.Segundo o professor Pedro Bergamo, que perdeu material de pesquisa e acompanhamento, a expectativa é que apesar das perdas, a pesquisa adquira novos objetivos para entender melhor o efeito do fogo e das mudanças climáticas, que podem aumentar a frequência desses incêndios.

  • Conferência Nacional das Mudanças Climáticas 2024: Desafios e Inovações para uma governança climática multisetorial no Brasil

    A Conferência Nacional das Mudanças Climáticas de 2024, realizada entre os dias 18 e 20 de junho na sede do CNPq em Brasília, enfatizou a necessidade de uma governança climática multisetorial no Brasil. Durante a conferência, foram abordados temas como impactos do aquecimento global no Brasil, transição energética, biodiversidade, efeitos das mudanças climática na saúde, recursos hídricos e também a capacidade de previsão e resiliência das cidades diante de eventos extremos. Gabriela Andrietta O professor Mario Mendiondo, da EESC/USP, pesquisador associado do CBioClima, participou da mesa-redonda sobre Recursos Hídricos, moderada por Francisco de Assis Souza Filho da UFC/RC, na qual foram discutidos os principais desafios científicos e tecnológicos para garantir a segurança hídrica, como a gestão integrada dos recursos hídricos, a implementação de tecnologias avançadas para monitoramento e previsão de secas e enchentes, e o desenvolvimento de infraestrutura resiliente. Na sua fala, o professor Mario destacou a necessidade de investimento em pesquisa interdisciplinar e soluções inovadoras para a adaptação das infraestruturas hídricas às novas realidades climáticas. Ele enfatizou a importância da recuperação econômica e a dimensão da educação para a segurança hídrica​, destacando também a importância de sistemas de alerta precoce e a utilização de uma modelagem hidrológica avançada para prever e mitigar os impactos de eventos climáticos extremos​. Segundo o Prof Mario Mendiondo, a Conferência Nacional de Mudanças Climáticas estabelece várias marcas. Por um lado, traz um histórico de conquistas científicas e tecnológicas, derivadas da Política Nacional de Mudança do Clima (Lei Fed. 12.187/2009) e de atualizações dos últimos relatórios do IPCC/AR6. Por outro lado, ela incorpora os desafios para a próxima 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30): uma ciência transformadora e sensível que incorpore os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em escalas locais e com seus alicerces na biosfera (ODSs 6, 13, 14 e 15), sendo respectivamente, "Saneamento e Recursos Hídricos", "Ação Climática", "Biodiversidade Terrestre" e "nos Oceanos". É nesse contexto que se insere o Centro para Pesquisa em Dinâmica da Biodiversidade e Mudança Climática (CBioClima) da UNESP, apoiado pela FAPESP e com colaboração de pesquisadores nacionais e internacionais. O Prof Mario Mendiondo apresentou um exemplo prático: como é a inserção e diálogo interdisciplinar do CBioClima com outros INCTs vigentes (ver Figura 1) e iniciativas nacionais e internacionais, apoiadas também pela CAPES e CNPq, visando o nosso "Futuro Ancestral" comum, seguindo inspiração indígena de Ailton Krenak, rumo à COP30. Neste Link, a partir das 6h e 48min do contador da gravação de Youtube, aparece a apresentação do Prof. Mario.

  • Fenômenos naturais ameaçam 10% das espécies de vertebrados terrestres do mundo

    Estudo realizado por cientistas brasileiros e colaboradores estrangeiros aponta que terremotos, furacões, tsunamis e erupções vulcânicas aumentam o risco de extinção de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Eventos podem ter sinergia com ameaças causadas por humanos A lagartixa-da-areia (Liolaemus lutzae) é uma das duas espécies brasileiras que entraram para a lista. Criticamente ameaçada de extinção, vive na restinga da costa fluminense, que já registrou uma ressaca classificada como um tsunami de magnitude 1 (foto: Miguel Relvas Ugalde/Wikimedia Commons)

  • Grupo da Unesp investiga como cidadãos percebem a biodiversidade urbana

    O Bem-Te-Vi (Pitangus sulphuratus) está entre as espécies mais vistas nas cidades pesquisadas. Foto: Dario Sanches/Wikimedia Commons

  • Como as Bromélias Respondem às Mudanças Climáticas?

    Com mais de 3 mil espécies, as bromélias são a segunda maior família de epífitas, plantas caracterizadas por viverem em cima das árvores. Ao contrário das orquídeas, que são encontradas em todo o mundo, as bromélias se concentram apenas no continente americano, com exceção de uma única espécie que ocorre na África. Por: Gabriela Andrietta Questionado de como as bromélias respondem às mudanças climáticas, Cleber J. N. Chaves, pesquisador de Pós-doutorado no Laboratório de Ecologia Evolutiva e Genômica da Unicamp (LEEG), supervisionado pela professora Clarisse Palma, destacou que essa é uma questão complexa do ponto de vista biológico. No entanto, a pesquisa está começando a oferecer pistas sobre esse fenômeno, especialmente quando analisamos a diversidade e os mecanismos de adaptação dessas plantas. A diversificação das bromélias foi impulsionada por mecanismos chave, como o epifitismo e a formação de tanques, que acumulam água e permitem interações com vários outros organismos. Esses tanques abrigam anfíbios, artrópodes, algas e outros, criando pequenos ecossistemas. O pesquisador Cléber Chaves ressaltou que a diversificação das bromélias ocorreu em um período relativamente curto, pois a maioria das espécies surgiram nos últimos 10 milhões de anos. Em florestas neotropicais, as bromélias desempenham um papel crucial, especialmente em áreas com grande variação altitudinal. A bromélia Pitcairnia flammea, uma espécie comum na Mata Atlântica, que ocorre em ambientes variados, desde próximos ao nível do mar até altitudes superiores a 2.000 metros, apresenta uma grande diversidade morfológica e uma baixa troca genética entre populações, sugerindo possíveis adaptações locais. No artigo publicado recentemente em coautoria com a professora Clarice Palma, na revista Functional Ecology, "Populações de Bromélias Adotam Estratégias Ecológicas Distintas ao Longo de um Gradiente Altitudinal Tropical", foi investigado como as populações de bromélias, especificamente a Pitcairnia flammea, desenvolvem diferentes estratégias ecológicas em resposta às condições ambientais variáveis ao longo de um gradiente altitudinal tropical. O estudo analisou 125 indivíduos de Pitcairnia flammea, coletados em diferentes altitudes. As plantas foram cultivadas sob condições uniformes para avaliar suas respostas ecológicas específicas em diferentes elevações. O estudo analisou a temperatura das folhas, tolerância ao calor e ao frio, além de traços estruturais, morfológicos, ópticos, fisiológicos e bioquímicos das folhas. Os resultados mostraram que os traços de economia de água diminuem à medida que a altitude aumenta, enquanto a fluidez das membranas celulares, associada principalmente a lipídios insaturados e de cadeia muito longa, aumenta. Plantas de baixa altitude investem em tecidos de armazenamento de água, prevenindo a perda excessiva de água através de taxas intensas de transpiração durante períodos de calor. Em contraste, plantas de alta altitude exibem maior fluidez de membrana, uma adaptação ao enrijecimento causado pelas baixas temperaturas. Essas descobertas indicam um equilíbrio entre tolerância e evitação relacionado às estratégias térmicas das populações ao longo do gradiente altitudinal. Plantas de baixa altitude evitam o excesso de temperatura nas folhas investindo em traços que economizam água, enquanto plantas de alta altitude adaptam suas membranas para tolerar variações térmicas, especialmente eventos de frio. Ao investigar a tolerância fisiológica dessas plantas ao calor e ao frio, os resultados mostraram que as bromélias de altas altitudes têm uma maior tolerância ao frio, como esperado, mas também ao calor, o que foi um resultado contra-intuitivo. Cléber Chaves destacou que "essas descobertas desafiam a noção convencional de que a vulnerabilidade das plantas ao aquecimento depende apenas da tolerância térmica específica de cada espécie. Mostramos que existem estratégias térmicas diversas nas populações de uma mesma espécie ao longo de um gradiente altitudinal." Essa tolerância fisiológica foi medida pela capacidade de absorção de luz do aparato fotossintético, um indicador de estresse da planta. As descobertas da equipe da professora Clarice Palma contribuem para  compreensão de como as bromélias e outras plantas podem responder às mudanças climáticas, um campo de estudo essencial para a conservação da biodiversidade e a adaptação às futuras condições ambientais.

  • A identidade visual do CBioClima é inspirada em suas seis áreas de atuação

    A identidade visual do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas (CBioClima) foi desenvolvida para refletir a amplitude e integração de suas seis áreas de atuação, que estão organizadas em quatro grupos temáticos, além de inovação e divulgação. Gabriela Andrietta Autoria da identidade visual: Anderson Rodrigues de Oliveira A missão do CBioClima é estabelecer um observatório de pesquisas sobre biodiversidade tropical e mudanças climáticas para promover a inovação em soluções sustentáveis ​​que reduzam os impactos ambientais, beneficiando a biodiversidade e o bem-estar. Desta forma, a marca é a representação visual da abordagem abrangente e holística deste tema de interesse global. A marca do Centro de Investigação em Biodiversidade e Alterações Climáticas refere-se às seis áreas de atuação que compõem o Centro. De forma integrada, as áreas circulam em torno de um centro para representar o estudo focado nas mudanças climáticas e na crescente perda de biodiversidade. O CBioClima combina pesquisa de ponta com colaboração internacional e uma abordagem multidisciplinar e transdisciplinar em todas as suas áreas. As ações do Centro de Pesquisa estão organizadas em quatro grupos de trabalho. Para representar as diversas áreas de atuação do Centro, foram criadas as seguintes marcas associadas: Com a sua identidade visual, o CBioClima reforça o seu compromisso com a investigação e difusão do conhecimento sobre biodiversidade e mudanças climáticas, destacando a importância de uma abordagem integrada e multidisciplinar para enfrentar os desafios ambientais. Para mais informações acesse o Manual de Uso da Marca.

  • Conheça o kit de Detecção de Contaminação em Alimentos

    Os kits de detecção de contaminação microbiológica foram projetados para detectar metabólitos produzidos durante a respiração celular. Gabriela Andrietta Kits de detecção de contaminação microbiológica "O kit é capaz de identificar contaminações em diversas matrizes, como leite, enlatados com carnes e vegetais. Os micro-organismos vivos presentes respiram, produzindo metabólitos específicos. Utilizamos um reagente químico que reage com esses metabólitos, causando uma mudança de cor que indica a presença de contaminação," explica o professor Henrique Ferreira, do Departamento de Microbiologia da Unesp e desenvolvedor do kit. Reagentes que detectam a contaminação de alimentos Esses kits são especialmente úteis para detectar contaminação em produtos como leite UHT, que passam por processos de esterilização e não deveriam conter micro-organismos vivos. No entanto, a tecnologia pode ser adaptada para qualquer matriz que precise ser esterilizada. A detecção precoce de contaminantes pode evitar a produção de toneladas de produtos contaminados, poupando tempo e recursos. Na indústria alimentícia, na qual a produção é em larga escala, "um teste preventivo permite monitorar a linha de produção a cada hora ou em partes específicas do dia, podendo interromper a produção em massa para evitar grandes perdas," destaca o professor Henrique. A legislação exige que produtos como leite UHT sejam estocados por até sete dias ou mais para detecção de contaminação por métodos convencionais, como cultivo. Com os novos kits, a detecção pode ser feita em poucas horas, eliminando a necessidade de longos períodos de estocagem e reduzindo significativamente os custos com armazéns. Além disso, a liberação de produtos contaminados para o mercado pode resultar em recalls caros e reclamações de consumidores. Produtos contaminados podem inchar devido à produção de gases pelas bactérias, causando prejuízos e insatisfação. Os kits de detecção de contaminação evitam esse problema ao identificar produtos impróprios para consumo com dias ou semanas de antecedência. A alta sensibilidade dos kits permite a detecção de um número mínimo de células contaminantes vivas, garantindo que produtos impróprios para o consumo sejam identificados antes de chegar ao consumidor. Equipe do laboratório do professor Henrique Ferreira

  • Em livro, cientista narra jornada pelo Antropoceno com final otimista

    Integrante do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima da Unesp, Mauro Galetti utiliza experiências adquiridas desde a graduação em biologia até os estudos mais recentes em ecologia para contar, em linguagem acessível, histórias que inspiram os leitores a lutar pelo planeta

  • 1º Workshop CBioClima abordou história natural

    O Centro de Pesquisa em Dinâmicas da Biodiversidade e Mudanças do Clima (CBioClima) reuniu mais de 150 inscritos em seu primeiro workshop anual. O evento ocorreu nos dias 21 e 22 de novembro de 2023, de modo híbrido, no Instituto de Biociência da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com o tema “História natural: dos genes aos ecossistemas”. João Damásio Direcionado a cientistas e público em geral, o evento contou com palestras de diversos pesquisadores do CBioClima, abordando estratégias inovadoras com o uso das ciências ômicas para levantamento e análise da biodiversidade em suas mais diversas aplicações. Organizadores e participantes presenciais do 1º Workshop CBioClima, ao final do evento O objetivo dos workshops anuais é apresentar os progressos do Centro de Pesquisa, a partir de seus quatro workpacks: Síntese e big data; História natural: dos genes aos ecossistemas; Dimensões da biodiversidade e; Microbioma para soluções sustentáveis. Na abertura do evento, a diretora do CBioClima, professora Dra. Patricia Morellato, explicou que cada workshop tratará de um desses workpacks. “Agradeço todo o grupo de natural history, que organizou este nosso primeiro evento para congregar todo mundo que está participando do CEPID. Depois, a gente vai ter as outras áreas também, referente aos quatro pacotes de trabalho que a gente tem. Hoje, a gente começou com esse workpack”. Palestras A palestra inaugural, com o tema “Repurposing herbarium specimens for studies of climate change”, foi realizada pela pesquisadora da Universidade da Florida, professora Dra. Pamela Soltis. No seguindo dia, Morellato apresentou as perspectivas do CBioClima e deu início à programação, que teve ainda outras nova palestras. Os pesquisadores apresentaram, sobretudo, diferentes métodos de abordagem empírica sobre as dinâmicas da biodiversidade. O evento foi transmitido online e as gravações das palestras, realizadas em português e inglês, estão disponíveis no canal STAEPE IB Rio Claro. CEPID O CBioClima está sediado no Instituto de Biociências da UNESP de Rio Claro, onde ocorreu seu primeiro workshop. A missão deste Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), é estabelecer um observatório de pesquisa sobre biodiversidade e mudanças climáticas, promover a inovação focada em soluções sustentáveis baseadas na ciência e acelerar a difusão do conhecimento.

  • Rádio Unesp faz uma série de Podcasts sobre os estudos em desenvolvimento no INCT NanoAgro

    A nanotecnologia envolve materiais, dispositivos e sistemas em uma escala extremamente pequena, na ordem de nanômetros (bilionésimos de metro). Gabriela Andrietta A utilização da nanotecnologia na agricultura, é uma maneira mais eficiente e menos invasiva de uso de materiais, o que pode minimizar os impactos e a proteção das culturas.  São produtos desenvolvidos em escalas minúsculas que ajudam a melhorar a produtividade na lavoura. Leonardo Fraceto, Professor do  Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp de Sorocaba, coordenador de Inovação do CBioClima e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, o INCT NanoAgro, pesquisa as formas de utilização da nanotecnologia na agricultura. Segundo Fraceto, em entrevista à Radio Unesp, a nanotecnologia pode abrir novas possibilidades de aplicação no campo, proteção de culturas e o controle de pragas, utilizando uma menor quantidade de produto. Essa tecnologia, além de auxiliar o monitoramento das culturas e melhorar a produção, minimiza os impactos, devido à menor quantidade utilizada. No entanto, ressalta que uma nova tecnologia pode ter também impactos negativos, por isso é preciso considerar a segurança do produto, garantindo  que a tecnologia seja segura. O câmpus da Unesp em Sorocaba acaba de se tornar sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, o INCT NanoAgro, que reúne 40 pesquisadores de 13 instituições de ensino. A rádio Unesp fez uma série de Podcasts sobre os estudos em desenvolvimento no programa "Em Pauta". Acompanhe a série nos links abaixo: Pesquisadores de Instituto recém-criado da Unesp sobre nanotecnologia na agricultura compartilham seus estudos O coordenador do Instituto, o professor Leonardo Fraceto, explica os potenciais dessa tecnologia https://www.radio.unesp.br/noticia/11135 Pesquisadora integrante de Instituto da Unesp compartilha experiência em estudos sobre nanotecnologia na agricultura. No “Em Pauta”, a professora Daiana Ávila, da Universidade Federal do Pampa, e integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável https://www.radio.unesp.br/noticia/11143 Pesquisador da UFSM dá detalhes sobre trabalho de Tecnologia de Aplicação no INCT NanoAgro. O professor do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Adriano Arrué Melo, conta sobre o desenvolvimento da tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários e fala da importância do INCT NanoAgro para a inovação no campo  https://www.radio.unesp.br/noticia/11155 Professor da UEL fala sobre Nanotecnologia associada ao Melhoramento Genético e à Fisiologia Vegetal. O vice-coordenador da proposta INCT NanoAgro, Halley Caixeta de Oliveira, ressalta as vantagens do uso de nanomateriais na agricultura, em comparação às técnicas tradicionais utilizadas no campo, que têm menor produtividade e são mais tóxicas ao ambiente. https://www.radio.unesp.br/noticia/11164

  • Lançamento Cepid CBioclima 

    No dia 30/4, foi realizado o lançamento do Cepid CBioclima.  O primeiro Cepid da Unesp, financiado pelo projeto FAPESP (2021/10639-5), tem como missão a criação de um Observatório de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas, promovendo a inovação com foco em soluções sustentáveis e acelerando a difusão do conhecimento. Gabriela Andrietta Considerado pelas autoridades presentes no lançamento, tanto uma grande oportunidade, mas ao mesmo tempo uma grande responsabilidade, o CBioClima é um Centro de Pesquisa único e inovador, que reúne pesquisadores comprometidos com o enfrentamento dos desafios globais relacionados à perda da biodiversidade em decorrência das mudanças climáticas. O objetivo do CBioClima é desenvolver uma abordagem transdisciplinar, que articule ações de pesquisa, inovação e disseminação. O evento contou com a presença da Professora Maysa Furlan, Vice-Reitora da Unesp, do Professor Edson Cocchieri Botelho, Pró-Reitor de Pesquisa da Unesp, do Professor Adalgiso Coscrato Cardozo, Diretor do Instituto de Biociências da Unesp, Câmpus de Rio Claro, da Professora Patrícia Morellato, Diretora do CBioClima, e do Professor Carlos Frederico De Oliveira Graeff, representante da FAPESP. Com quase 100 participantes – na maioria mulheres –  desde bolsistas de graduação, até pesquisadores de mestrado, doutorado, pós-doutorado e pesquisadores associados, no primeiro ano de atividade, o CBioClima já conta com mais de quarenta artigos publicados em revistas científicas. As ações de investigação do Centro de Pesquisa se organizam em quatro Grupos de Trabalho: Síntese e big-data; História natural: dos genes aos ecossistemas; Dimensões da Biodiversidade e Microbioma para soluções sustentáveis. Além disso, a disseminação e a inovação fazem parte do escopo do CBioClima. O professor Adalgiso ressaltou a importância do Cepid CBioClima, único na Unesp, e parabenizou os docentes e servidores técnicos administrativos, que viabilizaram a concretização do Centro de Pesquisa. Segundo o Diretor do Instituto de Biociências da Unesp, "esse Cepid permitirá o avanço contínuo na ciência." Carlos Frederico De Oliveira Graeff, representando o Professor Márcio de Castro Silva Filho, Diretor Científico da Fapesp, também reforçou o orgulho e a importância do primeiro Cepid da Unesp. Para ele, o estabelecimento de um Cepid faz parte de um processo muito competitivo, pois a proposta, ao ser comparada com diversas outras, foi a escolhida. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a biodiversidade é a maior defesa natural contra as mudanças climáticas. Nesse sentido, a professora Patrícia Morellato ressaltou que foi uma honra ganhar essa competição e apresentou a organização do Centro como um espaço de ciência criativa e inovadora. Coordenador de Inovação do CBioClima, Leonardo Fraceto explicou que o objetivo do Cepid é acelerar o conhecimento, para que este conhecimento chegue, de forma rápida, na sociedade. O professor Fraceto reforçou a importância do suporte e da parceria da Agência Unesp de Inovação (AUIN). Segundo o professor do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp de Sorocaba, é possível transformar projetos e ideias em tecnologia e inovação. Para isso, é preciso se conectar com as oportunidades, se aproximando de Ambientes de Inovação, como Parques Tecnológicos, Centros de Tecnologia e Inovação e Incubadoras de Base Tecnológica, como o Aquário de Ideias e o Parque Tecnológico de Sorocaba. Com esses pilares, espera-se conseguir devolver para a sociedade possíveis soluções para problemas que as pessoas estão enfrentando. Edson Cocchieri Botelho ressaltou que a Pró-reitoria entendeu a importância da Cepid na Unesp, que transcende o campus de Rio Claro. Para o Pró-Reitor de Pesquisa da Unesp,  esse Cepid "nasceu e será criado pela Unesp", com o intuito de fazer ciência de qualidade. Maysa Furlan parabenizou a mesa e os participantes do Cepid, que, segundo a vice-reitora, engrandece a Unesp. Para ela, é um sonho realizado. "Um sonho que acorda para uma discussão qualificada, pois as temáticas de clima e biodiversidade englobam a vida e a transformação do mundo." E acrescenta que "esse conhecimento tem como missão estender o conhecimento para a sociedade, (...) que anseia pela discussão dessas temáticas." Segundo Maysa, essa construção de ciência de qualidade vem de uma construção de muito tempo, pois não se propõe um projeto com essa robustez e exigência, desde a formação de recursos humanos até internacionalização, em pouco tempo. Para encerrar, a vice-reitora ressaltou que, para a Unesp, é uma honra receber esse Centro, pois um Cepid promove "uma discussão efervescente, uma oportunidade das matrizes trabalharem em conjunto, de colocar em ação a colaboração e parceria e ver a transversalidade se materializar".

  • Os peixes da Amazônia têm muito a nos dizer sobre o impacto das mudanças climáticas

    Os peixes apresentam respostas diferentes ao desmatamento e podem ser indicadores de mudanças climáticas. Enquanto algumas espécies conseguem se adaptar bem à degradação ambiental, outras são extremamente sensíveis ao desmatamento e podem desaparecer. Gabriela Andrietta O desmatamento nas regiões sul e leste da Amazônia está acelerando a evaporação das florestas. Este processo forma uma umidade, que é trazida para o sul pelos rios voadores, interferindo nos padrões de chuva e favorecendo as bolhas de calor. Essas bolhas impedem a entrada de frentes frias, e ao se juntarem à uma zona de alta pressão atmosférica, resultam em eventos de chuva extrema, como a que ocorreu no Rio Grande do Sul. Gabriel Brejão, professor do Departamento de Biodiversidade do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, explica como os peixes sinalizam mudanças climáticas e eventos climáticos extremos.

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Instituição-sede

Instituto de Biociências - UNESP - Universidade Estadual Paulista.
Av. 24A, 1515 – CEP: 13506-900, Bairro Bela Vista, Rio Claro, SP.

Telefone: +55 19 3526-4216

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