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137 resultados encontrados com uma busca vazia

  • CBioClima participa de encontro preparatório da Unesp para a COP30

    O Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas (CBioClima), sediado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, participa nesta terça-feira (1º), em São Paulo, do  "1º Encontro Unesp: Perspectivas COP 30", encontro preparatório para a COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém do Pará. Os pesquisadores apresentam projetos inovadores da Unesp, pesquisas de ponta em adaptação e mitigação. O objetivo é apresentar resultados de pesquisas e debater ações eficazes, alinhadas aos temas da COP30. A professora Dra. Patrícia Morellato, Diretora do CBioClima; o professor Mauro Galetti Rodrigues, Coordenador de Disseminação do centro de pesquisa; Leonardo Fraceto, Coordenador de Inovação do CBioClima; Milton Ribeiro e Newton La Scala, professores associados ao centro, participam do evento ao lado de pesquisadores da UFPA, Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Este é o primeiro encontro da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) na sua jornada preparatória para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Organizado pelo recém-criado Escritório de Sustentabilidade da Unesp, o encontro visou a elaboração de propostas concretas de adaptação, redução de emissões e sequestro de CO₂ no Brasil, em consonância com a agenda da COP30. O encontro foi aberto a pesquisadores, estudantes, representantes de instituições públicas e demais interessados, promovendo um debate amplo e qualificado sobre o futuro do planeta. A participação do CBioClima demonstra o compromisso da Unesp com a pesquisa e a busca por soluções para os desafios das mudanças climáticas. O evento pode ser acompanhado pelo canal oficial da Unesp no Youtube: clique aqui . Fotos: Michelle Braz, Gabriela Andrietta e Labic.

  • CBioClima participa da Conferência PHENO 2025

    O CBioClima, Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas, sediado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/SP, estará presente na Conferência de Fenologia de 2025, a ser realizada em São Pedro, de 28 de julho a 1º de agosto. A conferência, intitulada "PHENO2025 - Towards a Global Phenology Science", é o primeiro encontro de fenologia do sul global. A Conferência de Fenologia de 2025 é um evento importante para a comunidade científica que estuda a fenologia. A participação do CBioClima na conferência é uma oportunidade para divulgar os resultados de suas pesquisas e para interagir com outros pesquisadores da área. O evento reunirá pesquisadores de todo o mundo para discutir os últimos avanços em pesquisa em fenologia e para debater os desafios que a fenologia enfrenta no contexto das mudanças climáticas. A participação do CBioClima na conferência é um passo importante para o avanço da pesquisa em fenologia no Brasil. O CBioClima espera contribuir para a compreensão dos impactos das mudanças climáticas na fenologia e para o desenvolvimento de estratégias para a conservação da biodiversidade.   SERVIÇO Data de realização:  28 de julho a 1º de agosto Local de realização:  Hotel Fazenda Mairinque, São Pedro, SP Inscrição: https://pheno2025.com/registration Site:   https://pheno2025.com/ Registration

  • Preparação à COP30 reúne pesquisadores em conferência da FAPESP

    A professora Dra. Patrícia Morellato, diretora do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas), sediado no Instituto de Biociências de Rio Claro/SP, participa de uma conferência da FAPESP, sexta-feira (28), em São Paulo, de preparação à COP 30. A conferência da FAPESP reunirá especialistas para promover debates sobre o papel fundamental da biodiversidade na agenda climática global. As discussões estarão alinhadas aos principais temas que serão abordados na COP 30, incluindo estratégias de mitigação e adaptação climática, justiça ambiental, transição energética e os mercados de carbono e a biodiversidade. A participação da Dra. Patrícia Morellato na mesa de debate "A FAPESP na COP 30, agendas do clima e da biodiversidade" destaca a contribuição do CBioClima nesse diálogo. A conferência com pesquisadores da FAPESP, Unesp, Unicamp, INPE, Observatório do Clima e USP, além de representantes governamentais (SEMIL e ABEMA) e da sociedade civil organizada (SOS Mata Atlântica e Instituto Life), contribuirá para a construção de estratégias e o planejamento da participação brasileira na COP 30. A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas será realizada em Belém, no Pará, de 14 a 26 de novembro de 2025 e contará com contribuições da FAPESP e do CBioClima.

  • Unesp promove encontro preparatório para a COP30 com a participação do CBioClima

    A Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) inicia sua jornada preparatória para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) com o "1º Encontro Unesp: Perspectivas COP 30". O evento reunirá especialistas, em São Paulo, terça-feira (1º de abril), com o objetivo de aprofundar as discussões sobre temas centrais relacionados às mudanças climáticas, sustentabilidade e meio ambiente. A professora Dra. Patrícia Morellato, diretora do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas), e o professor Mauro Galetti Rodrigues, coordenador de disseminação do CBioClima, participarão do encontro.   Organizado pelo recém-criado Escritório de Sustentabilidade da Unesp, o encontro visa a elaboração de propostas concretas de adaptação, redução de emissões e sequestro de CO₂ no Brasil, em consonância com a agenda da COP30, que ocorrerá em Belém do Pará, em novembro de 2025.   O evento contará com a participação de 18 palestrantes, distribuídos em quatro sessões, que abordarão os desafios das mudanças climáticas sob diversas perspectivas. Serão apresentados projetos inovadores da Unesp, pesquisas de ponta em adaptação e mitigação, publicações científicas relevantes e um painel com cientistas que participarão ativamente da COP30. O objetivo é apresentar resultados de pesquisas e debater ações eficazes, alinhadas aos temas da COP30.   O encontro é aberto a pesquisadores, estudantes, representantes de instituições públicas e demais interessados. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia na página: https://eventos.reitoria.unesp.br/perspectivas-cop30/ .     SERVIÇO1º Encontro Unesp: Perspectivas para a COP30 Data e horários: 1º de abril de 2025, das 9h às 16h Local: auditório da Escola Paulista da Magistratura - Rua da Consolação 1483, região central de São Paulo/SP. Entrada gratuita com inscrição prévia em: https://eventos.reitoria.unesp.br/perspectivas-cop30/ Arte: Escritório de Sustentabilidade da Unesp Arte: Escritório de Sustentabilidade da Unesp

  • CBioClima estreia versão expressa do Café com Ciência

    O CBioClima (Centro de Pesquisa em Dinâmica da Biodiversidade e Mudanças do Clima, sediado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/SP), estreou em julho de 2024 o podcast “Café com Ciência”. O programa é um bate-papo descontraído com pesquisadores renomados, explorando temas como biodiversidade e mudanças climáticas. Agora o CBioClima lança o “Café Expresso” com episódios curtinhos e dinâmicos que te deixam por dentro das últimas novidades da ciência em poucos minutos. A primeira edição já está no ar e contou com a presença do pesquisador Dr. João Pena. Acesse aqui . Ambos os podcasts são veiculados no Spotify e são apresentados pela bolsista em jornalismo científico Gabriela Andrietta e pela pesquisadora Daiane Carreira. Seja para aprofundar seus conhecimentos ou para um aprendizado rápido, acesse aqui e aproveite o conteúdo científico de qualidade. Acompanhe as redes sociais do CBioClima para ficar por dentro de todos os episódios e novidades. Você pode acessar todas as mídias sociais do Centro no LinkTree clicando aqui .

  • Pesquisa une setores público e privado para criar protocolos de certificação do filé de tilápia

    Selo de denominação de origem criado a partir de projeto apoiado pela FAPESP determina características ambientais únicas e avalia padrões de qualidade de peixe produzido em lagos e reservatórios no sudoeste paulista. Tilápias são criadas em tanques-rede no reservatório da Usina Hidrelétrica de Chavantes, em águas da União ( foto: Guilherme Wolff Bueno/Unesp )

  • Diretora do CBioClima participa de veículos de imprensa sobre a questão dos incêndios na Califórnia

    As entrevistas foram concedidas ao portal IG e TV RIT. Por: Michelle Bráz Fotografia dos bastidores da ilha de edição da Redação RIT. Crédito: Gabriela Couto Neste janeiro, a diretora do CBioClima, Patrícia Morellato, participou de reportagens do portal IG e Redação RIT para explicitar as causas dos incêndios na Califórnia, além de sua relação com as mudanças climáticas. Em reportagem ao portal IG, a diretora do CBioClima destacou que os incêndios na Califórnia se relacionam ao aquecimento da Terra, que afeta o ciclo dos ventos. “A Califórnia está ficando mais seca e mais quente. Temos ventos mais fortes”, informou Morellato ao portal IG. Já na reportagem para a Redação RIT, exibida no último dia 17 de janeiro, a diretora do CBioClima também enfatizou a responsabilidade de políticas públicas a partir das assíduas pesquisas científicas. Para ter acesso na íntegra destas duas reportagens, basta acessar os seguintes links: https://ultimosegundo.ig.com.br/meioambiente/2025-01-09/por-que-california-esta-em-chamas.html https://www.youtube.com/watch?v=xW60WWQaQY8&t=611s

  • Patrícia Morellato participa de importantes eventos internacionais sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade

    A professora Patrícia Morellato , do Instituto de Biociências da UNESP e diretora do CBioClima, marcou presença na Fapesp Week Spain e no Tropical Summit em novembro de 2024, que reuniram especialistas para discutir mudanças climáticas, biodiversidade e soluções sustentáveis para os desafios globais. FAPESP Week Spain 2024: Cooperação Científica Brasil-Espanha Nos dias 27 e 28 de novembro, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em parceria com a Universidade Complutense de Madri, realizou a FAPESP Week Spain 2024 . O evento reuniu pesquisadores do Estado de São Paulo e da Espanha para fortalecer colaborações em áreas como biotecnologia, saúde do solo, inovação e mudanças climáticas. Patrícia Morellato coordenou a sessão intitulada “Mudanças Climáticas e Biodiversidade” , realizada no segundo dia do evento. A sessão contou com apresentações de renomados especialistas, incluindo Luciana Gatti (INPE), José Antonio Marengo (CEMADEN) e Pedro Jordano (CSIC). Os debates focaram nos impactos das mudanças climáticas na biodiversidade e nas estratégias de conservação para proteger os ecossistemas globais. Membros da sessão coordenada pela professa Dra. Patrícia Morellato A FAPESP Week , em sua 23ª edição, reafirmou a importância de parcerias internacionais para impulsionar projetos científicos colaborativos entre Brasil e Espanha, promovendo avanços significativos em pesquisa e inovação. Assista à transmissão completa da FAPESP Week Spain 2024 no YouTube: https://www.youtube.com/live/CsQWeV7w2x4?si=2AbSjDqDtQAfpuRW Tropical Summit 2024: Saúde Planetária em Debate No dia 5 de novembro, Patrícia Morellato também participou do Tropical Summit 2024 , realizado em Lisboa, Portugal. O evento destacou a importância das regiões tropicais, que abrigam 80% da biodiversidade global e desempenham um papel crucial na regulação do clima, promovendo debates sobre saúde planetária e cooperação internacional. Sessão sobre saúde planetária no Tropical Summit A sessão sobre Saúde Planetária teve início com uma palestra do keynote speaker Jens-Christian Svenning , professor da Universidade de Aarhus e pesquisador associado ao CBioClima. Em seguida, uma mesa-redonda moderada por Ricardo Trigo , diretor do Instituto Dom Luis (IDL), reuniu especialistas como Ahmed Zaky , Marcelo Urbano Ferreira e Patrícia Morellato. Com foco na cooperação entre países do Sul e do Norte, o Tropical Summit 2024 abordou quatro áreas temáticas: Saúde Planetária : promovendo vida dentro dos limites globais Desenvolvimento Agrícola : sustentabilidade para o progresso socioeconômico Transições Territoriais e Sociais : construção de sociedades resilientes Crescimento Humano : capacitação e inovação tecnológica Profa. Dra. Patricia Morellato no Tropical Summit Os dois eventos reforçam a atuação internacional do CBioClima na busca por soluções para os desafios climáticos e ambientais globais.

  • Primavera dos Museus: encontros entre Ciência e Cultura

    Com apoio do CBioClima, a celebrada estação das flores foi o tema do evento do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB/UNESP), que valorizou a importância dos herbários e da divulgação científica em sintonia com uma programação cultural. Por Michelle Braz   Desde as funções ecológicas, ao paisagismo e passando pela nossa nutrição diária, as plantas são uma parte fundamental da vida. Para ressaltar a importância da flora em nosso cotidiano, o Herbário BOTU e o Laboratório de Citogenômica e Evolução de Plantas realizaram o evento Primavera dos Museus - Herbários: Para muito além de plantas em 5 de outubro.   “Queríamos trazer pessoas com alto nível de conhecimento para falar sobre a importância das coleções científicas”, destaca a Profa. Dra. Ana Paula Moraes, idealizadora e coordenadora do evento.      A programação contou desde palestras sobre a contribuição dos herbários para a produção de conhecimento, a conservação da biodiversidade e o fornecimento de dados vitais à realização de projeções relacionadas às mudanças ambientais. “Como fontes de dados, os herbários oferecem retratos instantâneos da biodiversidade e amostras de diferentes épocas e lugares que são cruciais para os estudos”, comentou a palestrante Profa. Dra. Priscila de Jesus (Universidade Federal do ABC).  Logo em sua abertura, o evento contou com a palestra da pesquisadora Dra. Ana Odete Santos Vieira (Universidade Estadual de Londrina). Em sua aula magna, Dra. Odete apresentou um panorama detalhado sobre a experiência dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia na criação e manutenção do Herbário Virtual. “O INCT conta na sua rede, atualmente, com 157 herbários no Brasil e mais de 20 no exterior”, salientou a pesquisadora.  “Um biólogo não precisa ir para Galápagos para fazer biologia. Nós temos que aprender a fazer com as nossas amostras, com as nossas espécies. Nossa flora é muito rica e dá para fazer muita coisa”, enfatizou Dra. Odete, em sua fala de encerramento, para as próximas gerações de biólogos do evento. Através de um dia repleto de informações, sobre a importância dos nossos herbários, o evento Primavera dos Museus - Herbários: Para muito além de plantas proporcionou atividades educativas e uma experiência imersiva na botânica brasileira. Além de palestras, o evento contou com atividades culturais com feirinha e jogos lúdicos, além de muita música com a Banda Marcial da Afrape. Das madeiras a redescoberta de plantas Além da palestra magistral da pesquisadora Ana Odete, o evento também contou com a mesa-redonda Aplicações e produtos dos Herbários mediada pela docente e organizadora do evento, Profa. Dra. Ana Paula Moraes. Entre os convidados, o pesquisador Dr. André Lima, doutor em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo, apresentou a palestra “O que as madeiras contam”. Após apresentar um breve histórico dos estudos da madeira e das xilotecas (coleções de amostras de madeira), Lima destacou a relação existente entre o clima e o crescimento das árvores, ao problematizar relevantes reflexões acerca do campo da anatomia da madeira. “Diferentes questões continuam em aberto. Como podemos identificar corretamente a enorme variedade de espécies?  Como a madeira dos diferentes grupos de plantas evoluiu? Como as diferentes espécies irão responder às mudanças climáticas? Muitas pesquisas ainda merecem atenção”, encerrou o pesquisador. Outro convidado foi o pesquisador Dr. Elton John de Lírio, doutor pela Escola Nacional de Botânica Tropical, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com a palestra “O renascimento de plantas perdidas: como herbários podem auxiliar na redescoberta de espécies?” O pesquisador ressaltou que 75% das espécies de plantas que ainda não foram catalogadas correm o risco de serem extintas por causa da ação humana. Mas a boa notícia é que das 571 espécies de plantas que eram tidas como extintas, 430 espécies foram redescobertas, porém 90% delas ainda estão em risco de extinção. “Desmatamento, queimadas, coleta ilegal, expansão urbana e agropecuária são algumas das ameaças”, alertou o pesquisador. Representatividade na Ciência O grupo de biólogas liderado pela pesquisadora Profa. Dra. Priscila de Jesus descobriu três novos tipos de algas vermelhas. O resultado deste trabalho em associação com sua própria trajetória científica foi articulado na palestra “Dando nome aos bois, ops... às algas: Nomenclatura botânica, divulgação científica e tributo a mulheres negras!”,   sendo uma das participações na mesa-redonda. As três algas descritas no trabalho apresentado foram nomeadas em tributo a importantes mulheres negras. “Escolhemos homenagear a escritora e educadora Dra. Maria da Conceição Evaristo Brito, a filósofa e ativista Angela Davis e a filósofa brasileira Djamila Taís Ribeiro dos Santos”, relatou a pesquisadora. Em sua exposição, a pesquisadora também enfatizou a urgência da diversidade em espaços acadêmicos e nas comissões de pesquisas. “Quando temos pessoas diversas na Ciência – mulheres, pessoas negras, PCDs, pessoas neurodivergentes dentro deste contexto –, aí nós conseguimos avaliar melhor e promover esta representatividade (...) Não é fácil, mas precisamos lutar”, concluiu. Para encerrar a mesa-redonda foi apresentada a palestra “Herbário como centro de pesquisas científicas”, da pesquisadora Profa. Dra. Ana Paula Fortuna Perez, que é livre-docente da UNESP de Botucatu e curadora do Herbário BOTU. Em sua fala, a cientista destacou que proteger as coleções dos herbários é uma das formas de se proteger a biodiversidade. “Um herbário é um patrimônio científico e cultural do país, um verdadeiro laboratório, valioso no ensino da Botânica, um precioso legado para as futuras gerações”, assegurou Dra. Perez. Porém, a professora advertiu que se uma coleção de um herbário estiver com informações desatualizadas ou incorretas, todos os trabalhos que venham a ser gerados a partir deste banco de dados estarão comprometidos. Tarde com atrações culturais Se, por um lado, o público acadêmico e as pessoas interessadas em aprofundar ainda mais os seus conhecimentos científicos puderam participar das palestras de importantes pesquisadores nacionais, por outro, os moradores de Botucatu ganharam um importante dia de lazer cultural e educativo. Com este público heterogêneo, o evento Primavera dos Museus - Herbários: Para muito além de plantas contou com atrações para todas as idades e de forma gratuita.  Dentre a programação cultural, o público pode contemplar a apresentação da Banda Marcial de Botucatu/Afrape com a paisagem do Herbário BOTU, além de vários jogos botânicos e até uma feirinha de produtos botânicos. “Conseguimos atrair tantos os alunos quanto a população, atingindo cerca de 200 pessoas. As pessoas compareceram na Unesp, em pleno sábado, inicialmente para se divertirem, mas saíram daqui um pouco mais próximas da Botânica”, relembra Ana Paula Moraes.

  • Coordenador de Inovação do CBioClima recebe Prêmio Inventores Unicamp 2024

    Chama atenção do mercado o trabalho baseado em carreadores lipídicos nanoestruturados naturais, em pesquisa com a participação do pesquisador Leonardo Fraceto. Por Michelle Braz No dia 12 de setembro, Leonardo Fernandes Fraceto, coordenador de Inovação do CBioClima e professor do Engenharia Ambiental da Unesp-Sorocaba, recebeu o Prêmio Inventores Unicamp 2024, na categoria Propriedade Intelectual Licenciada pela tecnologia 1377_CLN_Natural, licenciada pela B. Nano Soluções Tecnológicas. No caso, o prêmio é uma ação promovida pela agência Inova Unicamp, na qual em sua edição deste ano homenageou ao todo 141 profissionais. A condecoração recebida foi graças ao trabalho de um grupo de pesquisadores, do qual o professor Leonardo Fraceto coordenou a parte dos estudos pela Unesp, sendo que contou com o apoio da Agência Unesp de Inovação, além da Inova – Agência de Inovação da Unicamp. “Esta pesquisa me permitiu interagir com pessoas de diferentes olhares para os problemas que são reais. O que me deixa muito feliz é o fato que os resultados deste estudo agora estejam protegidos por uma patente, sendo que esta foi licenciada e poderá ser capaz de transformar esta tecnologia em um produto”, salienta o pesquisador. Como resultado desta empreitada, a equipe estudou a composição de carreadores lipídicos nanoestruturados naturais com ação anestésica, bactericida, antifúngica e biopesticida. A pesquisa patenteada despertou o interesse da empresa B. Nano Soluções Tecnológicas, viabilizando, desse modo, o devido licenciamento para utilizar este trabalho no desenvolvimento de novas tecnologias. Mas do que se trata a invenção? Em linhas gerais, a invenção promove que carreadores lipídicos nanoestruturados naturais despontem sem depender de compostos sintéticos, o que se caracteriza como uma técnica propicia para o desenvolvimento mais eficaz de medicamentos, cosméticos, nutracêuticos e biopesticidas. Ao incluir nanopartículas lipídicas naturais para encapsular óleos essenciais, o composto é capaz de manter a sua estabilidade e tamanho pelo período de até um ano. Tal constância permite que sejam obtidos vários efeitos terapêuticos, tais como ação anestésica, bactericida, antifúngica e biopesticida de uma forma mais natural e eficiente quando comparada as outras técnicas que utilizam os compostos sintéticos. No entanto, o desenvolvimento de carreadores lipídicos nanoestruturados naturais demanda a adoção de parâmetros rigorosos para a sua produção. “Sabemos que a universidade não é uma empresa, não temos o objetivo principal de gerar um produto. O que geramos é conhecimento com potencial de resolver problemas. Só que muitas vezes este conhecimento pode ficar restrito a um artigo ou a uma patente. Conseguir romper esta barreira e despertar o interesse de uma empresa pela solução que criamos é algo muito gratificante”, destaca o coordenador de Inovação do CBioClima.

  • Regeneração é observada na vegetação após incêndios na Serra do Cipó

    A Serra do Cipó abriga o campo rupestre, uma vegetação que ocupa menos de 1% do território brasileiro, mas concentra cerca de 15% da biodiversidade de plantas do país. Embora a adaptação ao fogo seja uma característica deste ecossistema, os incêndios recorrentes e cada vez mais frequentes estão ameaçando a resiliência dessa vegetação. Por Gabriela Andrietta Em agosto de 2024, 5,65 milhões de hectares foram queimados no Brasil, o que representa 49% da área queimada desde janeiro, segundo o Monitor do Fogo, do MapBiomas. No final de agosto, houve um incêndio no Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais, que  durou três dias. O fogo começou no domingo, 18 de agosto, e destruiu cerca de 8.500 hectares da vegetação.  Beatriz Lopes Monteiro, doutoranda orientada pela Professora Patrícia Morellato, diretora do CBioClima e docente do Instituto de Biociências da Unesp, e coorientada pelo Professor Pedro Joaquim Bergamo, realiza trabalho de campo na Serra do Cipó como parte do seu projeto de doutorado. Duas das cinco áreas que ela estuda foram impactadas pelos incêndios. A sua pesquisa analisa as características reprodutivas das plantas em uma comunidade de plantas no campo rupestre e essa vegetação, apesar de se adaptar, está vulnerável às novas dinâmicas causadas pelos incêndios. Beatriz explica que “a gente estuda a Serra do Cipó devido à vegetação que ocorre ali, que é o campo rupestre, um tipo de vegetação adaptada ao fogo. Algumas espécies de plantas só florescem após o fogo, [essas espécies] têm essa adaptação de brotar e florescer após o fogo. O que estamos observando com essas mudanças antrópicas e no clima é que os fogos, que naturalmente ocorrem no final da estação seca, estão acontecendo cada vez mais cedo. Áreas que queimavam uma vez a cada tantos anos agora estão queimando quase todo ano. E são esses efeitos que são interessantes para entender. Também queremos identificar quais espécies estão mais vulneráveis, e quais demoram mais para se recuperar após o fogo. Com o aumento da frequência dos incêndios, algumas espécies podem não conseguir voltar, enquanto outras podem se adaptar melhor. Não sabemos se o  campo rupestre é uma vegetação adaptada a um fogo tão recorrente. Além disso, é importante entender a distribuição das características reprodutivas das plantas, como flores e frutos, que variam em cor, tamanho e recursos oferecidos. Queremos descobrir se há um padrão de distribuição dessas características e como os polinizadores influenciam essa distribuição ao longo do tempo e no espaço.” Além das plantas, os polinizadores também estão ameaçados. Segundo Beatriz, não sabemos se as abelhas nativas, que fazem ninhos no solo e são fundamentais para a manutenção da biodiversidade local, podem enfrentar maiores dificuldades em áreas constantemente atingidas pelo fogo. Mais informações sobre esse assunto podem ser encontradas no artigo da Beatriz no Biological Journal of the Linnean Society . Por outro lado, a abelha invasora Apis mellifera tem se mostrado resiliente a essas condições, o que pode gerar um desequilíbrio ecológico. Entretanto, em meio aos desafios trazidos pelos incêndios na Serra do Cipó, os pesquisadores registraram sinais de uma regeneração rápida em algumas espécies vegetais. Cyperaceae_ Bulbostyles paradoxa. Foto por: Beatriz Lopes Monteiro Paisagem após a passagem do fogo.  Foto por: Beatriz Lopes Monteiro Fotos tiradas uma semana após as áreas terem sido queimadas mostram o início de uma rebrota verde em meio à paisagem carbonizada. Espécies como a Bulbostyles paradoxa , uma planta da família Cyperaceae, se destacam nesse cenário. Logo após o fogo, ela já começa a florescer, demonstrando sua impressionante capacidade de adaptação e regeneração. No entanto, a frequência e a intensidade dos incêndios ameaçam a biodiversidade da região. As queimadas, além de causarem danos graves à vegetação, contribuem para a emissão de gases de efeito estufa, intensificando o aquecimento global. Em um artigo recente publicado na revista Ecological Informática , a pesquisadora de pós-doutorado Bruna Alberton e a Professora Dra. Patrícia Morellato investigam a regeneração da vegetação na Serra do Cipó após incêndios. No entanto, como ressalta Bruna Alberton, quando o estudo foi realizado, o fogo ocorreu durante a transição entre estações, já os incêndios deste ano aconteceram mais cedo, refletindo mudanças nas dinâmicas do fogo. Fonte: Fenocâmeras na Serra do Cipó. Boletim Informativo Warming, UFMG, Minas Gerais, v. 14, fev. 2024. O estudo utilizou fenocâmeras instaladas um dia após a passagem do fogo em várias áreas, permitindo uma análise detalhada da recuperação da vegetação. As imagens digitais capturadas possibilitaram a seleção e comparação dos diferentes tipos de vegetação do campo rupestre. As vegetações com maior acesso e disponibilidade de água no local, como os campos úmidos e as turfeiras, se recuperaram mais rapidamente do fogo, em comparação com os campos pedregosos e afloramentos rochosos. Contudo, após três anos de monitoramento pós-fogo, todos os tipos de vegetação cresceram da mesma forma, apresentando características semelhantes às que tinham antes dos incêndios.  ​​Esses registros são fundamentais para entender como determinadas plantas conseguem se recuperar rapidamente após um incêndio, enquanto outras enfrentam maiores dificuldades. O estudo do comportamento dessas espécies pós-queimada, aliado às análises das fenocâmeras que monitoram a área, permite orientar futuras ações de conservação na região. Em maio deste ano, o Parque Nacional de Itatiaia enfrentou um grave incêndio. Diferentemente do campo rupestre, a vegetação de campos de altitude da Mata Atlântica de lá não está adaptada ao fogo. O fogo se alastrou rapidamente devido às condições climáticas secas e ventos fortes, atingindo cerca de 200 hectares. Conforme explicou o professor Pedro Bergamo, do Instituto de Biociências da UNESP, e que realiza pesquisa na região: “Isso acontece mais na época seca do ano, quando as plantas secam e se tornam combustível disponível. Com menos chuva, o fogo se espalha rapidamente.  Segundo Pedro Bergamo, as mudanças climáticas estão tornando eventos  de seca extrema, como o El Niño, mais severos e recorrentes. "Isso aumenta a produção de combustível, ou seja, de vegetação seca que queima e alastra rapidamente o fogo. Sem as chuvas, fica ainda mais difícil controlar o fogo. Mesmo ecossistemas adaptados ao fogo vão sofrer perda de biodiversidade, pois nem todos os grupos de plantas e animais estão adaptados a altas frequências e intensidades de fogo. Dessa forma, vamos perder esses componentes da biodiversidade e resiliência dos ecossistemas." O aumento na frequência dos incêndios ameaça a biodiversidade das áreas afetadas, inclusive em ambientes adaptados ao fogo, como a Serra do Cipó. O monitoramento contínuo desses ecossistemas, a análise de suas respostas pós-fogo e a mitigação das mudanças climáticas são essenciais para garantir a conservação da biodiversidade.

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Instituto de Biociências - UNESP - Universidade Estadual Paulista.
Av. 24A, 1515 – CEP: 13506-900, Bairro Bela Vista, Rio Claro, SP.

Telefone: +55 19 3526-4216

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