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“Diversidade em Foco"apresenta palestra sobre fogo e mudanças climáticas no território Kalunga

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    cbioclimamidia
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Palestra reforça a importância de reconhecer e valorizar os saberes tradicionais, contribuindo para o diálogo entre ciência, território e sociedade.

Por: Gabriela Andrietta

No dia 1º de abril, às 13h, a Sala de Defesas do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB/Unicamp) recebeu mais uma palestra do ciclo “Diversidade em Foco: Saberes e desafios diante das mudanças climáticas”, iniciativa que promove o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento sobre os impactos das mudanças climáticas.

A convidada da semana foi Nádia Malena, geógrafa formada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ao longo de sua trajetória, Nádia atuou como estagiária no Centro de Memória da Unicamp (CMU), foi bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID – Geografia) e também desenvolveu atividades voluntárias no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV/ICMBio).

Durante a palestra, intitulada “Mudanças Climáticas no Território Kalunga: percepções e implicações no manejo da sociobiodiversidade”, a pesquisadora apresentou reflexões centrais de sua pesquisa de mestrado, que investiga o papel do fogo na produção do espaço geográfico. O trabalho aborda os diferentes usos do fogo na agropecuária e no manejo das paisagens, além de seus significados simbólicos e os conflitos existentes entre distintas formas de compreensão dessa prática.

Um dos focos do estudo é o contraste entre o chamado “fogo institucional” — associado a políticas públicas e normas técnicas e o “fogo Kalunga”, praticado por comunidades quilombolas. A pesquisa se debruça, em especial, sobre o povo quilombola Kalunga, que vive majoritariamente no nordeste do estado de Goiás, buscando compreender o papel socioambiental do fogo em seus modos de vida.

A palestra destacou ainda que, para essas comunidades, existe um conhecimento próprio, um saber científico tradicional, sobre o uso do fogo, construído a partir da experiência e da relação com o território. No entanto, esse conhecimento vem sendo impactado pelas mudanças climáticas, que têm alterado padrões de chuva e afetado diretamente as práticas agrícolas locais.

Nesse contexto, Nádia ressaltou uma questão central: populações que historicamente pouco contribuíram para as mudanças climáticas estão entre as mais afetadas por seus impactos. As alterações no regime de chuvas e nas condições ambientais têm gerado incertezas, especialmente em relação à produção agrícola e à segurança alimentar dessas comunidades.

Ao final, a pesquisadora apresentou que continuará trabalhando com o tema em sua investigação de doutorado para entender qual é o papel do fogo na geografia.



 
 
 

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