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- Seminários Charles Darwin recebe palestra sobre Cetáceos
Por Emerson José O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas), sediado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/SP, recebeu, terça-feira (27), o professor Marcos César de Oliveira Santos para uma palestra sobre “Cetáceos como modelos para estudos ecológicos”. Marcos é docente do IOUSP e pesquisa Cetáceos há cerca de 30 anos. Segundo o professor, “os Cetáceos (baleias, golfinhos e botos) têm grande responsabilidade na manutenção da diversidade biológica e são sentinelas do estado de saúde dos oceanos”. Ao longo da apresentação, Marcos discorre sobre como os cetáceos respondem as mudanças climáticas globais, serviços ecossistêmicos prestados por esses mamíferos aquáticos , ocorrências de Cetáceos em São Paulo e outros pontos. Em breve, publicaremos um vídeo da atividade na íntegra no canal do CBioClima no YouTube aqui. A próxima palestra do ciclo do Seminários Charles Darwin ocorrerá na próxima terça-feira (3), às 13h, no Anfiteatro II da Unesp de Rio Claro. A convidada da vez é a professora Maria Luisa Jorge com a palestra “Efeitos das Mudanças Climáticas em Mamíferos Tropicais”. Já no dia 9 de junho, às 13h, será a vez de recebermos o professor Paulo Guimarães para discorrer a cerca da “Estrutura e Dinâmica de Redes Ecológicas”.
- Pesquisadores mundialmente reconhecidos na área de Botânica estarão na Conferência PHENO2025, no Brasil
Os palestrantes estarão reunidos de 28 de julho a 1º de agosto, em São Pedro/SP Por Emerson José Sete cientistas de importantes universidades do mundo serão os principais palestrantes da PHENO2025, a sexta Conferência realizada pela Comissão de Fenologia da Sociedade Internacional de Biometeorologia (ISB). A Conferência conta com o apoio do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas), instalado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/SP, e outras instituições. O objetivo da conferência é promover um encontro de especialistas para avançar no campo da fenologia e contribuir para ecossistemas e sociedades mais sustentáveis. Fenologia é o estudo dos ciclos de vida das plantas e animais, focando em eventos chave, como: floração, frutificação, migração e reprodução, e como estes eventos se relacionam com as condições climáticas e ambientais. As alterações apresentadas nos diversos biomas em função das mudanças climáticas podem indicar o desaparecimento de espécies e o surgimento de outras. Se uma planta medicinal, essencial para a produção de um determinado medicamento, por exemplo, desaparecer de um bioma, o conhecimento tradicional pode perder a sua base. A Prof. Dra. Patricia Morellato é uma das palestrantes do PHENO2025. Ela pesquisa fenologia e ecologia temporal de vegetações tropicais, biologia da polinização, dispersão de sementes e conservação da biodiversidade. Morellato é docente do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/SP e diretora do Centro de Pesquisa em Dinâmica da Biodiversidade e Mudanças Climáticas (CBioClima). Ela também é a coordenadora da primeira rede de fenologia tropical do Brasil utilizando câmeras digitais. Outro palestrante é o professor Eric Fuchs Castillo, da Universidade de Costa Rica. Ele é especialista em genética de populações, análise genética de espécies cultivadas, genética da conservação, ecologia molecular e ecologia florestal. Já a indiana Geetha Ramaswami, da Nature Conservation Foundation – Índia, é ecologista com foco em plantas invasoras e fenologia vegetal. Atualmente, lidera o projeto de ciência cidadã SeasonWatch, que abrange toda a Índia e visa compreender a sazonalidade das árvores por meio de documentação científica em larga escala. O pesquisador Jin Wu (The University of Hong Kong, Hong Kong, China) é especialista em ecossistemas, fenologia, árvores, monitoramento, imagem espectroscopia, fotossíntese, vegetação e sensoriamento remoto. A palestrante Jennifer Fitchett da University of the Witwatersrand (África do Sul) é reconhecida por pesquisa em biometeorologia, climatologia, fenologia, paleoclimatologia e mudanças climáticas. O mexicano Jorge Cortes Flores da Universidad Nacional Autónoma de Mexico atua em ecologia comunitária, fenologia reprodutiva, polinização, ecologia da restauração e dispersão de sementes. Ademais, a palestrante Susanne Jochner-Oette da Catholic University of Eichstatt-Ingolstadt, Eichstatt, Alemanha, é pesquisadora de estudos fenológicos urbanos, como: os efeitos dos poluentes atmosféricos de curto e longo prazo na fenologia das plantas e nas características das folhas. Por fim, o evento enfatiza a colaboração global e a integração de conhecimentos tradicionais. O evento vai aprofundar a troca de informações e estudos que demonstram como as alterações nos padrões fenológicos de floração antecipada ou migrações desreguladas, por exemplo, sinalizam o impacto do aquecimento global nos ecossistemas. PHENO2025 Data de realização: 28 de julho a 1º de agosto Local de realização: Hotel Fonte Colina Verde, São Pedro, SP Inscrição: https://pheno2025.com/registration Site: https://pheno2025.com/ Instagram: @pheno2025 ( https://www.instagram.com/pheno2025/ ) Facebook: ( https://www.facebook.com/profile.php?id=61562706789829 ) Threads: @pheno2025 ( https://www.threads.net/@pheno2025
- Seminários Charles Darwin recebe palestra sobre Sistemática e Biogeografia na era da genômica e da inteligência artificial
Por Emerson José Os Seminários Charles Darwin, iniciativa do CBioClima (Centro de Pesquisas em Biodiversidade e Mudanças do Clima), instalado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/SP, recebeu o PhD Adrian Antonio Garda do Departamento de Ecologia da UFG (Universidade Federal de Goiás) para palestra nesta quinta-feira (22) titulada “ Um gene, dois genes, dez genes, mil genes. Sistemática e Biogeografia na era da genômica e da inteligência artificial ” . Adrian é graduado em Ciências Biológicas pela UnB; é mestre em Biologia Celular e Estrutural pela Unicamp e PhD em Zoologia pela Oklahoma University. Adrian apresentou várias perguntas sobre Sistemática e Biogeografia aos presentes para desenvolver os temas, como: 1) A riqueza da herpetofauna é subestimada? Quem vive ali? Espécies não descritas? 2) Flutuações climáticas afetaram a fauna da Diagonal? 3) A fauna da Diagonal é homogênea? 4) Evidência de barreiras geológicas ao longo da diagonal? 5) Implicações para Conservação de atacar esses shortfalls (deficiências)? A palestra trouxe ainda aos participantes experiências decorridas de anos de estudo de campo do PhD e abordou: áreas prioritárias para conservação; novas espécies na Caatinga; filogeografia e a distribuição da diversidade genética pelos biomas estudados. Em breve, a palestra será disponibilizada na íntegra no canal do CBioClima no YouTube ( aqui ). Na próxima terça-feira (27), os Seminários Charles Darwin receberão Marcos Santos para palestra sobre “Cetáceos como modelos para estudos ecológicos” , às 13h, no Anfiteatro II da Unesp de Rio Claro.
- Pesquisadores avaliam mudanças fenológicas em ecossistemas tropicais secos do Brasil e da África
Por: Gabriela Andrietta O projeto PhenoChange, uma iniciativa internacional que estuda as mudanças fenológicas em ecossistemas tropicais secos, teve resultados apresentados em um Workshop realizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçú, em Minas Gerais, em dezembro de 2024. O encontro reuniu pesquisadores do Brasil e do Reino Unido para discutir os avanços obtidos em nove sítios de estudo – cinco no Brasil e quatro na África – e planejar ações futuras que contribuirão para a compreensão dos impactos das mudanças climáticas na vegetação. Este foi o terceiro workshop do grupo. O primeiro foi no Brasil em 2022 e o segundo na Namíbia em 2023, apoiados pelo projeto FAPESP/UKRI-NERC descrito abaixo. Workshop realizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçú, em Minas Gerais, em dezembro de 2024. A ideia do acompanhamento fenológico, que começou em 2020 como parte do projeto SECO ( https://blogs.ed.ac.uk/seco-project/ ), em continuidade ao projeto FAPESP Nordeste e apoiado pela rede brasileira e-phenology , foi concretizada na proposta PhenoChange: Towards a Dry Tropics Global Phenological Monitoring Network (FAPESP 2022/02323-0) submetida e aprovada dentro da chamada Acordos de Cooperação FAPESP - UKRI (UK Research and Innovation)/NERC (Natural Environment Research Council). A proposta de pesquisa PhenoChange, que tem como pesquisadores responsáveis a Dra. Patrícia Morellato (Brasil) e o Dr. Kyle Dexter (Reino Unido) e a coordenação da Dra. Desiree Ramos, utiliza uma rede de 80 fenocâmeras para monitorar savanas e matas secas em ambos os continentes. Esquema de desenho experimental feito por Mateus Silva No Brasil, a maioria das câmeras estão no Cerrado, um importante ecossistema tropical sazonalmente seco , reconhecido como a savana mais rica do mundo . As câmeras, instaladas em pontos estratégicos, capturam imagens da vegetação a cada hora, permitindo aos pesquisadores analisar as variações sazonais na produção e queda de folhas das plantas. O monitoramento é realizado ao longo de um gradiente de precipitação nos dois continentes, com foco simultâneo nos estratos arbóreo e herbáceo, tornando o PhenoChange um projeto abrangente nos trópicos secos. Caatinga Resultados preliminares indicam que a vegetação tende a se comportar de forma mais semelhante dentro de um mesmo continente do que entre continentes distintos. Os resultados preliminares apresentados no Workshop revelaram que os padrões de produção foliar das árvores ao longo do gradiente de precipitação diferem entre os continentes, enquanto, para as herbáceas, essa diferença não foi observada. Por outro lado, as respostas das plantas herbáceas apresentam grande variação local, possivelmente associada à composição florística. Isso sugere que a história evolutiva e a composição florística de cada região têm um papel tão importante quanto o clima na determinação do comportamento das plantas. Savana árida em Ongava Research Centre, Namíbia. "A diversidade florística, principalmente do estrato herbáceo, é crucial para entender as respostas locais", explicou a pesquisadora Dra. Desirée Ramos, Co-fundadora da rede PhenoChange, e que apresentou resultados dos dados coletados pelos projetos. Outro foco do projeto é entender como os ciclos de produção de folhas influenciam o armazenamento de carbono nesses ecossistemas. "O período em que as plantas estão com folhas é fundamental para determinar se elas estão capturando e estocando carbono", destacou Desirée Ramos. Desafios Enfrentados Os desafios enfrentados pela equipe são tão diversos quanto os ecossistemas estudados. Por exemplo, na África, queimadas e elefantes frequentemente danificam as câmeras, exigindo que os pesquisadores trabalhem com guias armados. No Brasil, o principal obstáculo tem sido o risco de danificarem ou o roubo de equipamentos. Desafios no uso de fenocâmeras no Parque Nacional do Bicuar, Angola. À esquerda, a imagem mostra uma queimada momentos antes de atingir e destruir o equipamento. À direita, um elefante é flagrado pouco antes de danificar a câmera. As imagens em detalhe no topo revelam os impactos causados aos equipamentos. Impacto Científico e Climático O PhenoChange representa um dos maiores esforços já realizados para entender como os ecossistemas secos dos trópicos respondem às mudanças climáticas. Essas áreas, que cobrem mais de 50% dos trópicos, têm um papel crucial na variabilidade dos fluxos de carbono globais, influenciando diretamente o clima do planeta. Compreender seu comportamento é essencial para prever cenários futuros e desenvolver estratégias de conservação da biodiversidade. Parque Nacional do Bicuar, Angola. Conclusão e Próximos Passos O projeto FAPES - UKRI PhenoChange foi concluído no ano passado, mas a pesquisa da rede PhenoChange segue em andamento com apoio do CBioClima (FAPESP 2021/10639-5) e em busca de novos financiamentos. A expectativa é que suas descobertas contribuam não apenas para a ciência, mas também para a formulação de políticas públicas voltadas à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. A continuidade da coleta de dados e o desenvolvimento de novas pesquisas garantirão avanços significativos na compreensão desses ecossistemas e sua relação com o clima global. Tamanduá bandeira com seu filhote nas costas na Fazenda Água Limpa, UnB.
- Participantes do PHENO2025 americanos, canadenses e australianos precisam requerer visto para o Brasil
Por Emerson José Atenção: os participantes da Conferência PHENO2025 oriundos dos EUA, Canadá e Austrália precisam requerer visto de entrada no Brasil. A decisão vale a partir de 10 de abril. Para verificar a documentação necessária ou aplicar para o visto eletrônico acesse o site https://brazil.vfsevisa.com/ . Vale lembrar que você pode usar a carta-convite disponível aos participantes inscritos dentro do site oficial do PHENO2025 ( https://pheno2025.com/ ) para solicitar o e-Visa. É necessário estar logado no site para acessar o ícone da “Invitation Letter”. Cidadãos norte-americanos, canadenses e australianos poderão solicitar o visto eletrônico de visita (e-Visa) para vir ao país sem a necessidade de comparecer a uma Embaixada ou Consulado do Brasil para obtê-lo, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. O visto é autorizado em até 48 horas. O visitante poderá permanecer até 90 dias no Brasil. Para solicitar o e-Visa, é necessário apresentar um passaporte válido, preencher um formulário online e pagar uma taxa. Mais informações em: https://brazil.vfsevisa.com/
- Dra. Patrícia Morellato participa do projeto “Pergunte a Um(a) Cientista” sobre emergência climática
Imagine ter a oportunidade de tirar suas dúvidas perguntando diretamente para um cientista!Foi isso que propôs o projeto "Pergunte a um Cientista", da organização Via Saber — uma iniciativa que aproxima o público da ciência por meio de conversas com especialistas sobre temas que impactam nosso dia a dia. Por: Gabriela Andrietta No dia 4 de maio, domingo, das 11h às 13h30, em frente ao Sesc da Av. Paulista, uma das cientistas convidadas foi a diretora do CBioClima, Profa. Dra. Patrícia Morellato, pesquisadora referência em fenologia e mudanças climáticas. O projeto promove encontros entre membros da Academia e o público não especializado para conversar sobre temas de ciências. Nesta edição, a intenção foi trazer conteúdos afins ao tema da emergência climática, dialogando com a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente e a COP 30. Isaac de Souza e Vera Lúcia Lima Santos conversam com Patrícia sobre alimentos trangênicos Patrícia respondeu perguntas sobre um assunto super atual: agricultura e mudanças climáticas, e destacou o valor da iniciativa: “É bem bacana poder se aproximar das pessoas, elas perguntam, interagem. Precisamos fazer isso com mais frequência.” O projeto contou com a presença ilustre da Dra. Ester Sabino. A atividade contou ainda com a participação especial da Dra. Esther Sabino, cientista brasileira que liderou o sequenciamento do genoma do coronavírus no início da pandemia. Esther Sabino também reforçou a importância do contato direto entre cientistas e o público: “É super importante a comunicação e as pessoas poderem tirar suas dúvidas pessoalmente, porque às vezes recebem informação na internet e não é a mesma coisa. É uma iniciativa bem bacana.” Durante a conversa, diversos assuntos foram tratados — dos impactos do El Niño e da La Niña às alterações nos ciclos de floração de plantas como o café e o cacau. A Dra. Patrícia explicou, por exemplo, que o café depende da previsibilidade climática para florescer adequadamente. A falta dessa regularidade pode afetar a produção e, consequentemente, aumentar os preços do produto no mercado. Isaac de Souza e Vera Lúcia Lima Santos comentaram: “Com certeza, esclarecedor. Desmistifica. Às vezes a conversa acontece em bar e conversar com um cientista é melhor.” Natasha Martins e Giulia Martins também elogiaram: “Adoramos. Falamos sobre o café e o cacau. Ela explicou sobre a floração do café e como o clima interfere na produção.” Agnaldo Fukuwara ficou interessado nas explicações sobre eventos extremos: “Ótima fala sobre El Niño, La Niña, mudanças climáticas e enchentes no Rio Grande do Sul. Minha dúvida era se no passado, quando aconteceram as primeira enchentes, foi pelo mesmo motivo de agora. Sempre é bom conversar com quem sabe mais.” Já Mari Fukuwara destacou o aprendizado: “Ela explicou tudo sobre o café – puro e misturado – e também falou sobre o clima.” Agnaldo Fukuwara e Mari Agnaldo Fukuwara tiraram dúvidas sobre mudanças climáticas João Whitaker, que já trabalhou com melhoramento de sementes e atualmente atua como analista de mercado na área de moda, afirmou: “Foi ótima. Muito esclarecedora. Ela tem uma boa visão tanto social quanto econômica e política. Falou sobre commodities e a preocupação em produzir em grande quan tidade, mas de forma sustentável.” Famílias com crianças também participaram. Iara Gamero levou sua filha Alice, de 13 anos, que sonha em ser cientista e se interessa por física. A Dra. Patrícia indicou o remake da série Cosmos, apresentada por Carl Sagan em 1980 como inspiração. Pamela Hata, que participou com seus três filhos, desta cou: “A gente sempre envolve as crianças nas questões ambientais. Elas terem contato com uma cientista e entenderem que essas pessoas existem é muito importante.”Raquel Baracho, empresária, esteve presente com sua filha Heloise, de 11 anos, que fez perguntas sobre florestas e temas ambientais. “Gostamos muito. É importante preservar e cuidar do meio ambiente. Esses momentos ajudam a tirar dúvidas.”, disse Raquel. “Gosto de ciência e novas descobertas”, completou Heloise. Famílias e crianças também participaram do evento Ao final do encontro, Patrícia Morellato reforçou que a conversa é fundamental. Para ela, manter espaços abertos para o diálogo é essencial, pois as soluções precisam ser coletivas. Ela destacou que círculos de conversa como aquele oferecem esperança e que abandonar o diálogo pode aumentar os conflitos. Também observou que estamos caminhando para um momento de muita discussão, como a COP 30, e que qualquer iniciativa que incentive a escuta e o debate deve ser valorizada.
- Professor Célio Haddad ministra palestra sobre a conservação dos anfíbios ante as mudanças climáticas
Por Emerson José Os Seminários Charles Darwin, iniciativa do CBioClima (Centro de Pesquisas em Biodiversidade e Mudanças do Clima, recebeu o Prof. Dr. Célio Haddad para palestra nesta terça-feira (29) sobre “O impacto das mudanças ambientais induzidas pelo homem e a conservação dos anfíbios”, no Anfiteatro II da Unesp, em Rio Claro. O Prof. Dr. Célio Haddad possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (1982), mestrado (1987) e doutorado (1991) em Ecologia também pela Universidade Estadual de Campinas. Célio é professor do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro e livre-docente pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). A área de atuação do professor é zoologia e ecologia. Ele pesquisa taxonomia, sistemática, filogenia, evolução, comportamento e conservação dos anfíbios anuros. O professor é ainda Coordenador Científico do CBioClima. Conforme apresentação do professor, “a região neotropical tem aproximadamente metade da diversidade global de anfíbios. No entanto, a descrição de novas espécies continua a aumentar, como consequência do aumento do número de pesquisadores nesta região. A destruição e a transformação de ecossistemas naturais é a principal ameaça para os anfíbios. Este processo de degradação está aumentando em vários lugares da região neotropical, ocasionando declínios e extinções de populações e espécies. Estamos perdendo espécies (estão sendo extintas) antes que possamos coletá-las e descrevê-las. Esta situação é particularmente dramática na Mata Atlântica, uma das formações mais diversas, mas que foi quase inteiramente destruída nos últimos séculos. Precisamos descrever as espécies mais rapidamente do que hoje, porque é mais difícil proteger espécies sem nome e porque precisamos de uma melhor compreensão da diversidade real”. Neste sentido, “os processos de declínios e extinções atuais de anfíbios não são naturais e são, em sua maioria, causados pelo homem (destruição e alteração de habitats, mudanças climáticas, doenças infecciosas, caça excessiva, introdução de espécies exóticas, dentre outras)”. Por isso, é preciso conservação: o uso sábio, equitativo e sustentável dos recursos naturais. Essa definição da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), durante o encontro Rio 92, já entendia que os recursos seriam usados pelo homem. Contudo, espécies são recursos finitos e, se extintas, não voltam mais. Mesmo que muitas espécies não sejam usadas como recursos pelo homem, poderão vir a ser no futuro. Além disso, indiretamente elas são importantes ao funcionamento dos ecossistemas. Também há a questão ética de que o homem não tem o direito de eliminar espécies”, assinalou o professor. Ademais, “os anfíbios são importantes nas cadeias tróficas, sendo predados por diversas espécies. Do ponto de vista mercantilista e utilitarista, podemos estar perdendo informações preciosas sobre compostos químicos presentes na pele dos anfíbios. O uso de anfíbios como medicamento é uma tradição entre alguns povos indígenas amazônicos”. Por fim, o professor enalteceu que devemos “preservar a diversidade de organismos para mitigar os efeitos danosos das atividades humanas sobre as populações naturais”. Professor Célio Haddad, CBioClima.
- CBioClima abre ciclo de palestras de 2025 com discussão sobre como as plantas respondem às mudanças climáticas
O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas), sediado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, abriu o ciclo de palestras de 2025 do Seminário Charles Darwin, uma iniciativa que busca promover o debate científico e a conscientização ambiental, terça-feira (25/3), com uma palestra ministrada pela professora Dra. Thaise Emílio, especialista em ecologia, biogeografia, biologia comparada e ecofisiologia de plantas. O evento ocorreu no anfiteatro II do campus com a apresentação “Como as plantas respondem às mudanças climáticas – e por que isso importa”. O seminário atraiu um público diversificado de estudantes, pesquisadores e interessados na área e abordou a complexa relação entre a flora e as alterações climáticas. A Dra. Thaise Emílio apresentou dados e estudos recentes que demonstram como as plantas reagem a fatores como o aumento da temperatura, a escassez de água e a elevação dos níveis de CO2 na atmosfera. Durante a palestra, a professora destacou a importância de entender essas respostas para desenvolver estratégias de preservação e adaptação. Ela ressaltou o papel crucial das plantas na regulação do clima, na manutenção da biodiversidade e na segurança alimentar. As plantas evoluíram diferentes maneiras de lidar com limitações no uso e transporte de água sob diferentes condições ambientais de aridez e temperatura. Os padrões globais de vegetação podem ser explicados pelas médias anuais de temperatura e precipitação. "As plantas nos mostram, por meio de suas respostas, os impactos das mudanças climáticas e nos alertam para a necessidade de ações urgentes", afirmou a Dra. Thaise. CBioClima abre ciclo de palestras de 2025 com discussão sobre como as plantas respondem às mudanças climáticas. Em breve, o CBioClima divulgará as datas dos próximos Seminários Charles Darwin. . . . . #unesprioclaro #cbioclima #seminarioscharlesdarwin #meioambiente #mudançasclimáticas #natureza #planetaterra #genéticadeplantas #adaptaçãovegetal #biodiversidade #conservação #ecologia #CBioClima #pheno2025 #unesp #institutodebiociênciasunesp #botanica #filogenia #evoluçãodeplantas #divulgacaocientifica #eventosclimaticos
- Faltam 90 dias para o PHENO2025
🍃 Conferência PHENOLOGY 2025 A conferência PHENO2025, que ocorrerá no Brasil, de 28 de julho a 1º de agosto, é a primeira do tipo no Sul Global e se concentra na importância da fenologia para entender as mudanças climáticas. O evento reunirá especialistas de diversas disciplinas para promover a colaboração e a inovação na pesquisa fenológica. A fenologia é o estudo dos ciclos de vida das plantas e animais, especialmente o seu timing, ou seja, quando ocorrem eventos importantes como floração, frutificação e migração, em relação às condições climáticas e ambientais. O objetivo da conferência é promover um encontro de especialistas para avançar no campo da fenologia e contribuir para ecossistemas e sociedades mais sustentáveis. O evento enfatiza a colaboração global e a integração de conhecimentos tradicionais. 🔗 SAIBA MAIS E INSCREVA-SE EM: https://pheno2025.com/ . . . . #PHENO2025 #PhenologyScience #ClimateChange #Biodiversity #institutodebiociênciasunesp #cbioclima #mudançasclimáticas #science POR EMERSON JOSÉ
- Conheça todas as áreas de atuação do CBioClima
🔊 O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas) é um centro único e inovador que investiga a influência das mudanças climáticas na biodiversidade, as possibilidades de integração entre as práticas de conservação e as cadeias produtivas, as formas de reverter ou mitigar impactos ambientais para a biodiversidade e para o bem-estar humano, as possíveis soluções sustentáveis possíveis na agroecologia e busca multiplicar as experiências bem sucedidas em promoção da sustentabilidade. Esses pontos conectam o Centro aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS): 15 – Vida na terra; 13 – Ação Climática, 4 – Educação de Qualidade e 5 – Igualdade de Gênero. 🎥 Saiba mais sobre as nossas áreas de atuação no vídeo aqui. As áreas de expertise do CBioClima.
- Seminários Charles Darwin recebe palestra sobre isoprenóides
O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas) realizou uma atividade extra dos Seminários Charles Darwin nesta terça-feira, 15, no Anfiteatro II da Unesp de Rio Claro. A Profa. Dra. Raquel Esteban, da University of the Basque Country (UPV/EHU, Spain), ministrou a palestra: “A scientific journey through isoprenoids: a tool to address global challenges”. Professores e alunos puderam aprender um pouco mais sobre o uso dos isopremóides (compostos orgânicos que desempenham funções biológicas, ecológicas e fisiológicas em todos os organismos) como uma ferramenta para enfrentar os desafios ambientais no mundo. Em breve, publicaremos um vídeo da atividade na íntegra no canal do CBioClima no YouTube.
- Pesquisador do CBioClima participa de vídeo sobre preparação à COP30
A TV Unesp publicou na última semana um vídeo sobre o primeiro encontro promovido pelo Escritório de Sustentabilidade da Unesp para abordar as temáticas da COP 30 que será realizada em novembro, em Belém do Pará, no Brasil. O Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas (CBioClima), sediado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, participou da atividade, juntamente com especialistas de outras unidades da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. O professor Mauro Galetti Rodrigues, Coordenador de Disseminação do CBioClima, é um dos entrevistados na reportagem. O encontro visou a elaboração de propostas concretas de adaptação, redução de emissões e sequestro de CO₂ no Brasil, em consonância com a agenda da COP30. Confira a reportagem aqui. Pesquisador e Diretor de Disseminação do CBioClima.












