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- Dia da Fauna: preservar os animais também é proteger a nossa própria vida
Por Emerson José A fauna desempenha funções essenciais para o funcionamento dos ecossistemas. Animais participam da polinização, da dispersão de sementes, das cadeias alimentares e da ciclagem de nutrientes, contribuindo para a manutenção das florestas, dos rios e de outros ambientes dos quais também dependemos. Porém, a biodiversidade brasileira enfrenta problemas cada vez maiores. Segundo a atualização mais recente do ICMBio, publicada em 2026, o Brasil reconhece 1.279 espécies da fauna como ameaçadas de extinção, além de nove espécies já categorizadas como extintas e uma extinta na natureza. Para falar sobre a importância da fauna e os motivos para sua conservação, o CBioClima conversa neste Dia da Fauna (22 de setembro) com o professor Célio F. B. Haddad, Coordenador Científico do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) e professor do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro. Haddad desenvolve pesquisas sobre taxonomia, evolução, comportamento e conservação de anfíbios anuros. Na entrevista, o pesquisador destaca que preservar os animais não significa apenas evitar o desaparecimento de espécies. A fauna também exerce funções indispensáveis nos ecossistemas e pode representar conhecimentos e recursos que ainda nem conhecemos. Preservar a fauna é preservar as relações ecológicas que sustentam a biodiversidade e das quais a sociedade também depende. 🎥 Confira a entrevista com o professor Célio Haddad e saiba por que proteger os animais é também cuidar do nosso próprio futuro. Imagens da fauna no vídeo: Renato Martins - pesquisador (1ª imagem de anfíbio - Phyllimedusa diatincta da Jureia/Peruíbe); José Henrique de Andrade LimaPostdoctoral Fellow in Biodiversity (Unesp-Rio ClaroCaio da Silveira Nunes - aluno de mestrado da professora Thais Guedes (Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/CBioClima) pelo PPG em Ecologia, Evolução e Biodiversidade; Emerson José – gestor de comunicação CBioClima; Dudu Coladetti – editor.
- CBioClima participa da XX GEO Políticas – Semana de Ciência, Tecnologia e Inovação do IGCE de Rio Claro
Por Emerson José A diretora do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima), Patrícia Morellato, participou, na terça-feira (22), da XX GEO Políticas – Semana de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada no Anfiteatro Margarete Aparecida Reche – Marga, no Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp, em Rio Claro. Durante o evento, a professora Patrícia apresentou o CEPID CBioClima, destacando a atuação do Centro na produção e disseminação de conhecimento científico sobre biodiversidade e mudanças climáticas. A pesquisadora também participou de uma mesa de discussão com diretores e pesquisadores de centros de pesquisa, contribuindo para o debate sobre ciência, tecnologia e inovação e sobre o papel da pesquisa científica diante dos desafios ambientais atuais.
- A floresta para além das árvores": pesquisadora usa árvores e palmeiras para falar sobre pertencimento na ciência
por Carolina Medeiros No dia 16 de setembro, o Instituto de Biologia da Unicamp recebeu mais uma edição do ciclo Diversidade em Foco, promovido pelo CBioClima. A convidada foi a professora Thaise Emilio, do LabPlanta (Instituto de Biociências, Unesp Rio Claro), com a palestra "A floresta para além das árvores: uma trajetória de pertencimento". Ecóloga com mestrado, doutorado e pós-doutorado dedicados a florestas tropicais, Thaise estruturou a fala em torno de um provérbio inglês de quase 500 anos, atribuído a John Heywood: "não se vê a floresta por causa das árvores". A partir dessa imagem, entrelaçou sua trajetória científica com sua experiência como mulher e mãe na carreira acadêmica. Uma cientista de origem pública Thaise contou sua história "como quem conta a história de uma planta", em capítulos que imitam um ciclo de vida vegetal: dispersão, crescimento, estabelecimento, reprodução e senescência. Filha e neta de migrantes que buscaram São Paulo nos anos 1950, estudou toda a educação básica em escola pública, fez cursinho popular na USP e se formou na UFSCar. Para ela, a universidade pública foi transformadora não só pelas aulas, mas por tudo que a cerca — laboratórios, centros acadêmicos, intercâmbios — o "caldeirão" que produz conhecimento. Palmeiras não são árvores No mestrado em Ecologia na Amazônia (a partir de 2005), Thaise descobriu que cerca de 20% da área basal das florestas amazônicas é ocupada por palmeiras — a maioria sequer arborescente, o que as exclui dos inventários florestais tradicionais. Ao longo do doutorado e do pós-doutorado (este no Royal Botanic Gardens, Kew, com bolsa Marie Curie), mostrou que palmeiras são estrutural e funcionalmente distintas de árvores: sem câmbio nem crescimento secundário, armazenam de 20% a 40% mais água em seus caules — verdadeiros "cactos da floresta", liberando essa água lentamente e sustentando fauna e atmosfera na estação seca. Mesmo assim, os modelos de vegetação dinâmica ainda tratam palmeiras como um subtipo de árvore, o que distorce estimativas de biomassa. A régua que decide quem entra na floresta Aqui a palestra vira. Thaise usou o DAP (diâmetro à altura do peito) — a "régua" que decide o que conta como árvore num inventário — como metáfora das métricas que a ciência usa para avaliar carreiras: "o retrato que sai não é de quem faz ciência, é de quem se parece com a régua". Relatou então sua própria experiência de discriminação de gênero após a maternidade: com um colega de departamento que teve filho na mesma época, ela tirou licença e voltou em regime parcial, enquanto ele nunca se afastou do laboratório e logo obteve posição permanente. "O filho dele nunca apareceu no currículo; o meu aparece até hoje", resumiu — exemplo do que chamou de "taxa cultural", equivalente à taxa rosa, mas cobrada em tempo e energia. Dados da FAPESP: o efeito tesoura Um ponto alto foi um levantamento próprio, com apoio de IA, sobre quase 320 mil registros públicos de bolsas e auxílios da FAPESP. Mulheres são maioria ou paridade nas bolsas de formação (57% na IC, 56% no mestrado, 52% no doutorado, 47% no pós-doc), mas essa proporção cai para 41% nos auxílios Regulares e 28% nos Temáticos. Ela chamou isso de "efeito tesoura", em paralelo ao autodesbaste florestal — com a diferença de que a competição acadêmica não ocorre em condições iguais; muitas mulheres fazem um "self-pruning" para permanecer no sistema. Historicamente, os Regulares foram de 30% (anos 1990) para 41-43% de bolsas femininas hoje; os Temáticos, de 21% para 31-33%. Numa extrapolação linear simples — apenas ilustrativa, segundo a pesquisadora —, os Regulares atingiriam paridade em 2036, e os Temáticos, só em 2067. Por que isso importa para a ciência Thaise citou dois estudos da PNAS: um de 2022, com 6,6 milhões de artigos, mostrando que equipes com mais diversidade de gênero têm 9,1% mais chance de publicar pesquisa inovadora e 14,6% mais chance de estar entre os 5% mais citados; e outro de 2020, sobre o "paradoxo diversidade-inovação" — cientistas de grupos sub-representados produzem proporcionalmente mais contribuições originais, mas são sistematicamente menos citados. Para ela, isso sustenta políticas afirmativas explícitas em agências como a FAPESP: "manter o sistema como está é uma escolha, não neutralidade". Encerramento: replantar a floresta Por fim, contou como, aos 35 anos, dados sobre desigualdade salarial no Reino Unido a levaram a fundar o grupo gender@kew, que subsidiou a certificação Athena Swan e a criação de uma diretoria de equidade na instituição. Citou também as cotas como exemplo de mudança estrutural bem-sucedida: hoje metade dos estudantes da Unesp vem de escola pública. "Não foi cada árvore crescendo mais. Foram as condições de crescimento." A palestra terminou repetindo a citação de Heywood: assim como não se entende uma floresta árvore por árvore, as desigualdades na ciência só aparecem quando os dados são somados e olhados à distância. "Precisamos olhar para o todo." Em breve estará disponível, no canal do CbioClima no YouTube, a palestra da Profª Drª Thaise Emilio, na integra.
- Dia da Árvore: plantar, conservar e reconectar a biodiversidade
Por Emerson José 🌳 Neste Dia da Árvore (21 de setembro), o CBioClima destaca o papel das árvores na conservação da biodiversidade e na construção de paisagens mais sustentáveis. As árvores oferecem abrigo e alimento para diferentes espécies, contribuem para a conectividade entre ambientes naturais, protegem os recursos hídricos e participam de processos fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas. É isso o que nos explica o pesquisador associado ao CBioClima João Carlos de Castro Pena, que coordena o Projeto Araucária, iniciativa que reúne ações como plantio de árvores, recuperação de áreas degradadas e ampliação da conectividade da paisagem. Em entrevista ao CBioClima, João Pena fala sobre a importância de restaurar ambientes, aproximar a universidade da sociedade e como a ciência pode contribuir para transformar espaços e recuperar relações ecológicas. Neste Dia da Árvore, conheça mais sobre o Projeto Araucária com Tomas Gabriel Canelada Jovchelevich, bolsista de mestrado FAPESP e aluno do PPG-EcoEvoB, e Rebecca Levi, integrante da iniciativa. Eles também explicam a importância do plantio de mudas, da arborização como forma de mitigar os efeitos das mudanças climáticas e das bolhas de calor nas áreas urbanas.
- Seminários Charles Darwin debate o papel das proteínas na respostas das plantas ao meio ambiente
Por Emerson José Os Seminários Charles Darwin recebem no dia 29 de setembro, terça-feira, o pesquisador Tiago Balbuena para a palestra “Proteínas em ação: uma visão mecanística das respostas das plantas ao ambiente”. Tiago é pesquisador associado ao CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima). A palestra vai abordar os mecanismos moleculares que permitem às plantas responder a diferentes condições ambientais. Pesquisas desenvolvidas por Balbuena na Unesp de Jaboticabal utilizam abordagens de proteômica para investigar, por exemplo, como fatores como temperatura, disponibilidade de água e concentração de CO₂ podem provocar alterações no funcionamento molecular de espécies vegetais. Compreender as respostas das plantas pode contribuir para entender sua capacidade de adaptação e os impactos das alterações climáticas sobre os sistemas vegetais. Participem! 📅 29 de setembro ⏰ 13h às 14h 📍 Anfiteatro II – Instituto de Biociências, Unesp Rio Claro Os Seminários Charles Darwin são uma iniciativa do CBioClima e é aberto a toda a comunidade unespiana.
- Seminários Charles Darwin recebe pesquisadores da Inglaterra para discutir as mudanças ambientais sobre ecossistemas aquáticos
Por Emerson José Os Seminários Charles Darwin, iniciativa do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima), receberam pesquisadores de duas universidades do Reino Unido na última sexta-feira (11) para discutir como as transformações ambientais podem alterar o funcionamento dos ecossistemas aquáticos. O encontro contou com as apresentações de Pavel Kratina, da Queen Mary University of London, e Daniel Perkins, da Brunel University of London no auditório da biblioteca do câmpus da UNESP de Rio Claro.Pavel Kratina apresentou a palestra “How climate warming reshapes aquatic-terrestrial subsidies?”, abordando como o aquecimento do clima pode modificar as conexões entre ambientes aquáticos e terrestres. Na sequência, Daniel Perkins apresentou “The energetics of environmental change in aquatic systems: from individuals to ecosystems”. As duas apresentações mostraram a importância de compreender as mudanças ambientais de maneira integrada. Alterações na temperatura, na disponibilidade de recursos e nas condições dos habitats podem modificar não apenas organismos individualmente, mas também as relações entre espécies, as redes alimentares e os processos que mantêm os ecossistemas funcionando. A próxima palestra dos Seminários Charles Darwin será no dia 29 de setembro (terça-feira) com o pesquisador Tiago Santana Balbuena no Anfiteatro II do IB, às 13h.
- Conheça o CBioClima Inovação!
Por Renan Ramos Chaves e Emerson José A inovação não acontece apenas no laboratório. Ela se concretiza quando gera valor para a sociedade e resolve problemas reais do nosso tempo. Assim, o CBioClima acaba de lançar seu portfólio de inovação, uma vitrine dinâmica para conectar o know-how de pesquisadores de ponta às demandas do setor produtivo e da bioeconomia. Buscamos transformar pesquisas de ponta em valor econômico, social e ambiental. Destacamos soluções como: 🌱 Nanotecnologia Verde: Uso de frações de lignina kraft (subproduto industrial) para criar novos materiais agrícolas biodegradáveis; 🛡️Controle Biogênico de Pragas: Desenvolvimento de nanopartículas a partir de microrganismos para proteger lavouras de forma segura e eficaz; 💧 Resiliência Climática: Tecnologias para aumentar a tolerância de plantas à seca e ao calor, essenciais para a restauração florestal e segurança alimentar; 🐟 Bioeconomia Azul: Sistemas de modelagem de dados para fazendas aquícolas sob diferentes condições climáticas. Este documento é um convite a produtores, empresas e investidores. Conheça nossos pesquisadores e iniciativas! Inove conosco!
- Importância hídrica ressalta necessidade de preservação do Cerrado
Por Emerson José Neste 11 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Cerrado, uma data instituída em 2003 para valorizar um dos biomas mais importantes do país. O Cerrado abriga uma das maiores biodiversidades do planeta e exerce papel fundamental na manutenção dos recursos hídricos brasileiros. Suas nascentes contribuem para importantes bacias hidrográficas, o que faz do bioma um território estratégico para a segurança hídrica e ambiental. Outro ponto importante quanto a este bioma é que o Cerrado enfrenta pressões como desmatamento, expansão agrícola, queimadas e mudanças climáticas, que ameaçam seus ecossistemas, espécies e serviços ambientais. Entre os pesquisadores associados ao CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) que têm o Cerrado como parte de seu objeto de estudo está o professor Paulo Eugênio Oliveira. Seus estudos incluem a fenologia e as interações entre plantas e animais nos Cerrados brasileiros, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre os ciclos naturais e as relações ecológicas que sustentam a biodiversidade. Conhecer esses processos é essencial para entender como as espécies respondem às transformações ambientais e para desenvolver estratégias de conservação da biodiversidade em um cenário de mudanças climáticas.
- Dia do Biólogo: 3 de setembro é dia do profissional que estuda a diversidade da vida
Por Emerson José No dia 3 de setembro, celebramos o Dia do Biólogo, uma data que reconhece a importância dos profissionais dedicados ao estudo da vida em suas diferentes formas e manifestações. A biologia tem um amplo espectro de alcance, estuda conservação da biodiversidade, meio ambiente, saúde, educação, biotecnologia e muitas outras áreas. Para marcar a data, o CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) conversa com a professora e pesquisadora Thaís Barreto Guedes da Costa, do Instituto de Biociências da UNESP de Rio Claro e responsável pelo Guedes Lab. Em sua trajetória como bióloga e pesquisadora, Thaís atua nas áreas de herpetologia e biogeografia para compreender as relações entre os seres vivos e os ambientes em que estão inseridos. Em um cenário marcado pela perda de biodiversidade e pelas mudanças climáticas, observar, pesquisar, identificar e compreender os processos que sustentam a vida são etapas fundamentais para desenvolver estratégias de conservação e enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro. O CBioClima parabeniza todas as biólogas e todos os biólogos que, por meio da ciência, da pesquisa, da educação e da conservação, contribuem diariamente para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e para construir soluções diante das transformações ambientais. 🎥 Acompanhe a entrevista com a professora Thaís Guedes.
- Palestras internacionais nos Seminários Charles Darwin discutem impactos das mudanças ambientais sobre ecossistemas aquáticos
Por Emerson José O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) realiza na próxima semana, sexta-feira (11), às 13h, no auditório da biblioteca do câmpus da UNESP de Rio Claro, duas palestras com pesquisadores internacionais que atuam na investigação dos efeitos das mudanças ambientais sobre os ecossistemas aquáticos. A atividade integra a programação de palestras dos Seminários Charles Darwin e está aberta a toda a comunidade unespiana. O pesquisador Pavel Kratina, da Queen Mary University of London, apresenta a palestra “How climate warming reshapes aquatic-terrestrial subsidies?”, que aborda como o aquecimento do clima pode alterar as conexões entre ambientes aquáticos e terrestres. Essas conexões envolvem a transferência de matéria e energia entre diferentes ecossistemas e são importantes para o funcionamento das cadeias alimentares e para a manutenção da biodiversidade. Estudos sobre o tema mostram que o aquecimento pode modificar a quantidade e a qualidade desses recursos transferidos entre ambientes. Na sequência, o pesquisador Daniel Perkins, da Brunel University of London, apresenta “The energetics of environmental change in aquatic systems: from individuals to ecosystems”. A palestra aborda como alterações ambientais, como o aquecimento climático e mudanças no uso da terra, podem afetar o funcionamento dos organismos aquáticos e, em escala maior, modificar o fluxo de energia e o funcionamento dos ecossistemas. A pesquisa de Perkins envolve justamente a compreensão das relações entre espécies, ambiente, redes alimentares e fluxo de energia em sistemas aquáticos. 📅 sexta-feira, 11 de setembro ⏰ 13h 📍 Auditório da Biblioteca – UNESP Rio Claro 🎙️ Pavel Kratina Brunel University of London 🎙️ Daniel Perkins Queen Mary University of London
- Pesquisador associado ao CBioClima explica a importância dos rios aéreos da Amazônia para as chuvas no país
Por Emerson José Neste sábado, 5 de setembro, celebra-se o Dia da Amazônia. A data foi criada no Brasil em 2007 e representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre biodiversidade, mudanças climáticas e o futuro da região. Seus rios, áreas alagadas, espécies animais e vegetais e os processos ecológicos que acontecem na região têm papel fundamental no equilíbrio ambiental e climático. A conservação da Amazônia também está diretamente relacionada à qualidade de vida das populações que vivem na região e aos impactos ambientais que ultrapassam seus limites. Vale ressaltar que muita biodiversidade da maior floresta tropical do mundo ainda é desconhecida. Recentemente, uma nova espécie de rã, Adenomera varcena, por exemplo, foi identificada em áreas alagadas da floresta, no oeste do Acre, na região do Alto Rio Juruá. Entre os autores do estudo estão o professor Célio F. B. Haddad, da Unesp de Rio Claro, e o professor Thiago R. Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ambos associados ao CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima). O trabalho foi publicado na revista científica Ichthyology & Herpetology. Para destacar o Dia da Amazônia, o CBioClima conversa com o pesquisador Lucas Ferrante, associado ao Centro, que desenvolve pesquisas relacionadas aos impactos do desmatamento, da expansão da infraestrutura e das mudanças climáticas sobre a Amazônia. Em sua trajetória científica, Ferrante tem estudado as relações entre desmatamento, biodiversidade, mudanças climáticas, infraestrutura, patógenos e governança ambiental. Seus trabalhos também têm chamado atenção para os impactos da expansão de rodovias e de atividades econômicas sobre os ecossistemas amazônicos.
- Pesquisador internacional apresenta na Unesp de Rio Claro estudo sobre regeneração da cauda de lagartos
Por Emerson José O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) recebeu, nesta quinta-feira (27), no Auditório da Biblioteca da UNESP de Rio Claro, o biólogo evolucionista Sebastian Kirchhof, curador de Zoologia do Museu de História Natural de Abu Dhabi (NHMAD). Sebastian ministrou palestra sob o tema "Seleção natural por meio da perda e regeneração da cauda em lagartos: mecanismos evolutivos e implicações biológicas". Biólogo evolucionista, taxonomista, ecólogo e conservacionista, Kirchhof possui experiência internacional em pesquisas que integram sistemática, ecologia e genômica. Doutor em Biologia pela Universidade Humboldt de Berlim, desenvolveu pesquisas sobre a diversidade de lagartos africanos em um contexto de mudanças climáticas durante sua atuação no Museu de História Natural de Berlim. O pesquisador também atuou como pesquisador associado na NYU Abu Dhabi, onde investigou os fundamentos genômicos relacionados à variação de características e às mudanças evolutivas em répteis do deserto e anuros tropicais. Seu trabalho busca compreender os processos que produzem e mantêm a diversidade biológica e gerar conhecimento que possa contribuir para estratégias mais eficazes de conservação. A trajetória de Kirchhof também envolve o uso de coleções científicas e técnicas de sequenciamento para investigar a variabilidade genética da fauna. Essa abordagem é particularmente importante para a conservação porque permite compreender não apenas quais espécies estão presentes em determinado ambiente, mas também a diversidade genética existente dentro das populações. A atividade também reforça a importância da cooperação científica internacional e da integração entre diferentes abordagens para compreender e conservar a biodiversidade em um cenário de mudanças ambientais. Em breve, será disponibilizado um vídeo sobre a atividade no canal do CBioClima no YouTube.












