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  • CBioClima na Cop30 - Simpósio "Conectando o Monitoramento da Biodiversidade às Mudanças Climáticas em Ecossistemas Tropicais"

    Por Gabriela Andrietta No dia 9 de novembro de 2025 , das 11h às 12h , na Estação Amazônia Sempre — Museu Goeldi, em Belém (PA) , será realizado o simpósio “Conectando o Monitoramento da Biodiversidade às Mudanças Climáticas em Ecossistemas Tropicais” , com apresentações em inglês . O evento será presencial e aberto ao público . Como parte das atividades que ocorrem em paralelo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) , que começa no próximo dia 10 de novembro , em Belém, o Museu Paraense Emílio Goeldi receberá eventos organizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) . Tradicional instituição científica do Pará, o Museu será um espaço de debates entre cientistas e estudiosos de diferentes áreas, com a presença de professores da Unesp em ambas as iniciativas. A atividade faz parte dessas ações e reunirá especialistas de renome internacional para discutir como o monitoramento da biodiversidade pode antecipar, compreender e mitigar os impactos das mudanças climáticas em ecossistemas tropicais — os mais diversos e, ao mesmo tempo, mais ameaçados do planeta. Moderado por Hugo Fernandes (UEC) , o simpósio contará com as participações de: Patrícia Morellato (UNESP – CBioClima) , referência em fenologia tropical e séries temporais ecológicas, abordando como os ritmos sazonais das plantas respondem às mudanças climáticas; Mauro Galetti (UNESP – CBioClima) , especialista em frugivoria, defaunação e funcionamento de ecossistemas, discutindo o papel das interações entre fauna e flora na resiliência florestal; Mariana Vale (UFRJ) , pesquisadora em modelagem clima–biodiversidade e conselheira científica em políticas de adaptação e conservação; Alexandre Aleixo (Instituto Tecnológico Vale) , especialista em biogeografia e história evolutiva, apresentando o uso de ferramentas genômicas emergentes na conservação da Amazônia. O simpósio tem como objetivos conectar a ciência de monitoramento da biodiversidade às estratégias de adaptação climática, discutir as fronteiras do conhecimento em biomas tropicais como Amazônia e Mata Atlântica, identificar prioridades para conservação e restauração, e fortalecer a colaboração interdisciplinar e regional. Ao final do evento, será realizado o lançamento do livro Um Naturalista no Antropoceno , de Mauro Galetti , com sessão de autógrafos aberta ao público. A obra amplia o debate proposto no simpósio, conectando a ciência com reflexões pessoais sobre o papel da humanidade no Antropoceno. O simpósio está alinhado aos pilares temáticos da COP30 , ao integrar ciência e monitoramento, conservação e restauração, soluções baseadas na natureza, educação e engajamento, e políticas públicas e advocacy, reforçando o papel estratégico da Amazônia e de outros ecossistemas tropicais na regulação climática global.

  • 1° Encontro de Jovens Cientistas - CBioClima

    Por Comissão Organizadora Estão abertas as inscrições para o 1° Encontro de Jovens Cientistas - CBioClima , um evento de integração direcionado para pesquisadores de pós-doutorado e de treinamento técnico 5 (TT5) do CBioClima. O encontro ocorrerá nos dias 26 e 27 de novembro de 2025 no Anfiteatro II do Instituto de Biociências da UNESP de Rio Claro/SP. Haverá palestras sobre temas em evidência atual, como: o uso de inteligência artificial, a inserção do cientista no mercado de trabalho dentro e fora da academia. Além disso, o evento terá como produtos a criação do Núcleo de Jovens Cientistas do CBioClima  e Construções Científicas Coletivas realizadas por meio da troca de saberes. O evento é organizado e voltado aos pesquisadores de pós-doutorado e bolsistas TT5, porém haverá uma palestra inaugural aberta a toda a comunidade acadêmica no dia 26 de novembro, às 9h, com a Dra. Dora Kaufman, cujo tema será: “A Inteligência Artificial como aliada ou inimiga da natureza”. Mais informações acerca de inscrição, agenda de atividades etc., acesse https://doity.com.br/1-encontro-de-jovens-cientistas-cbioclima

  • Pesquisadora da Universidade do Texas participa dos Seminários Charles Darwin

    Por Emerson José A pesquisadora Kelly Zamudio apresentou na última terça-feira (21) a palestra “Diversification and Conservation of Neotropical Amphibians” nos Seminários Charles Darwin. O evento, uma iniciativa do CBioClima, foi realizado no auditório da biblioteca da Unesp de Rio Claro. Kelly é referência mundial em biologia evolutiva e conservação de anfíbios neotropicais e professora na University of Texas at Austin (EUA). Kelly iniciou a palestra citando mecanismos de diversificação dos anfíbios e ecologia de doenças infecciosas. Um ponto salientado foi como os sapos evitam cruzamentos arriscados e o que isso ensina sobre a conservação de anfíbios. Segundo a pesquisadora, “nas florestas neotropicais, zonas de hibridização — regiões onde duas espécies ou populações distintas se encontram e cruzam — funcionam como ‘laboratórios naturais’ para entender como novas espécies surgem e como os limites entre elas são mantidos. Em um estudo recente com espécies de rãs da Mata Atlântica, pesquisadores descobriram que, em vez de buscar parceiros geneticamente diferentes, os anfíbios preferem acasalar com indivíduos mais próximos geneticamente — um comportamento conhecido como ‘evitação de cruzamento distante’ ( outbreeding avoidance )”. Esse padrão foi observado em duas populações de rãs (Caraguatatuba e Picinguaba). A escolha por parceiros geneticamente similares pode ser uma estratégia para evitar a “depressão por cruzamento distante”, fenômeno que ocorre quando o cruzamento entre linhagens muito diferentes reduz a adaptação dos filhotes ao ambiente local. Outro ponto bastante citado pela professora foi uma ameaça que põe em risco a sobrevivência de centenas de espécies de anfíbios: os fungos  Batrachochytrium dendrobatidis  (Bd) e  B. salamandrivorans  (Bsal). Estudos recentes mostram que o Bd já contribuiu para o declínio de pelo menos 501 espécies de anfíbios nas últimas décadas, sendo que 90 delas estão extintas ou presumivelmente extintas na natureza. Para prever e combater a susceptibilidade a doenças, Kelly afirma que os cientistas estão recorrendo a uma técnica inovadora: a museômica. Por meio do sequenciamento de DNA extraído de espécimes de museu — alguns coletados na década de 1940 —, é possível comparar a diversidade genética antes e depois do declínio populacional causado pelo Bd. Essas descobertas reforçam a importância de integrar estudos comportamentais, genômicos e históricos para entender e reverter a crise de biodiversidade que afeta os anfíbios em escala global. Em breve, a palestra será disponibilizada na íntegra no canal do CBioClima no YouTube. A próxima exposição dos Seminários Charles Darwin será no dia 2 de dezembro, terça-feira, às 13h, com a pesquisadora Fernanda Abra, no auditório do IB.

  • Fragmentação do habitat ameaça anta-brasileira na Mata Atlântica, aponta estudo

    Por: Gabriela Andrietta O artigo “Habitat fragmentation explains the occupancy probability of the largest herbivore in the Neotropical forests” , publicado na revista Biological Conservation e liderado por pesquisadores da Unesp , com a participação do Prof. Dr. Mauro Galetti , do Dr. André Luis Regolin e de colaboradores de diversas instituições brasileiras e internacionais, revela que a fragmentação florestal é um dos principais fatores que reduzem a probabilidade de ocorrência da anta-brasileira ( Tapirus terrestris ) na Mata Atlântica . Entre 2014 e 2019, os pesquisadores monitoraram 42 paisagens no estado de São Paulo, utilizando armadilhas fotográficas. Eles também analisaram mapas de uso e cobertura do solo e imagens de satélite para examinar a estrutura da paisagem, incluindo cobertura florestal e o tamanho dos fragmentos. Os resultados mostraram que não é apenas a quantidade de floresta que determina a ocorrência da anta. A configuração da paisagem, como o número de fragmentos e a densidade de bordas, foi determinante, pois quanto mais fragmentada e isolada a floresta, menor a probabilidade de presença da espécie. As antas são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas tropicais. Conhecidas como as jardineiras das florestas, esses animais  atuam como dispersoras de grandes sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a manutenção do estoque de carbono nas florestas. No entanto, a destruição da Mata Atlântica tem limitado a presença da espécie. Segundo André Regolin, “essa espécie está distribuída em vários biomas do Brasil, ocorrendo na Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado. Mas o estudo foca nas áreas de interior na mata atlântica, onde a vegetação é mais seca. Essas regiões foram desmatadas desde o período colonial, então  hoje restam poucos fragmentos. O que mostramos neste estudo é que importa muito o arranjo desses fragmentos. Se os fragmentos estão próximos entre si ou se há um tamanho mínimo adequado, as chances de encontrar a espécie aumentam. À medida que a paisagem se fragmenta, a espécie some.” Outro ponto importante é que a fragmentação provoca outros efeitos. “O aumento de rodovias cortando áreas naturais eleva o número de atropelamentos. A caça também representa uma ameaça significativa. Quanto mais fragmentada a paisagem, mais fácil é o acesso às áreas e, consequentemente, aumenta a caça. Mesmo quando não há uma divisão completa da floresta, áreas com formatos muito irregulares, cheias de bordas, tornam o interior da mata mais vulnerável”, explica André. É fundamental restaurar e reconectar os fragmentos florestais. Uma estratégia de conservação seria aproximar os fragmentos e restaurar as áreas degradadas entre eles. As conexões entre fragmentos são essenciais por possibilitarem o chamado efeito de resgate, que ocorre quando uma população saudável, com crescimento positivo, pode sustentar outra em declínio. Trabalhos como este são fundamentais para identificar onde é necessário proteger, destacar a importância de conectar as áreas e estimar o risco de extinção das espécies, pois é possível compreender a distribuição das populações, estimar seu tamanho e, a partir dessas informações, analisar o risco de extinção em diferentes regiões.

  • Os aminoácidos essenciais do pólen influenciam a parceria entre morcegos e flores

    Fernando Golçalves Um estudo recente, conduzido por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com a participação dos pesquisadores associados ao CBioClima, Dr. Fernando Gonçalves (Universidade de Zurique) e a Dra. Carine Emer (UNESP Rio Claro). publicado na Functional Ecology, investigou ao longo de seis anos, as interações entre morcegos e flores no Pantanal, a maior planície alagável e uma das mais biodiversas do mundo.   Os morcegos são polinizadores fundamentais em muitos ecossistemas, mas a maior parte das pesquisas costuma focar no néctar como sua principal recompensa, deixando de lado outra fonte de alimento igualmente importante: o pólen. Muitas plantas polinizadas por morcegos produzem grandes quantidades de pólen, e sabe-se que esses animais o consomem, mas o que o torna tão atraente? Nosso estudo buscou responder a essa pergunta investigando o papel do valor nutricional do pólen, especialmente seu conteúdo de aminoácidos essenciais (AAEs), na forma como morcegos e flores interagem.   Logo no início dos trabalhos de campo, percebemos algo curioso: morcegos que normalmente não visitam flores carregavam pólen em seus pelos. Além disso, registramos algumas dessas espécies próximas a árvores floridas. Esses achados chamaram nossa atenção e nos motivaram a investigar o fenômeno de forma mais detalhada. Percebemos que os morcegos preferem flores cujo pólen é rico em aminoácidos essenciais, nutrientes que nem eles nem nós conseguimos produzir por conta própria, precisando obtê-los diretamente da alimentação. Todos as espécies de morcegos capturadas visitaram com mais frequência essas flores ricas em AAEs. Surpreendentemente, os morcegos que normalmente se alimentam de insetos e pequenos animais, como sapos, ratos e marsupiais, dependem ainda mais dessas flores durante a estação seca, Isso provavelmente ajuda a suprir suas necessidades de proteína, especialmente quando suas presas habituais ficam mais difíceis de encontrar.   Nossos resultados sugerem que o pólen, e não apenas o néctar, desempenha um papel central na atração dos morcegos e na formação das redes de interações entre flores e polinizadores. Essa é uma nova perspectiva sobre a polinização por morcegos, mostrando que a qualidade nutricional do pólen pode influenciar quais espécies de morcegos visitam quais plantas.   Curiosamente, o pólen não é importante apenas para os morcegos, e também tem conquistado cada vez mais espaço na nossa alimentação. O pólen de algumas flores é considerado um ‘superalimento’ por seu alto teor de proteínas, aminoácidos e antioxidantes. Assim como os humanos estão descobrindo os benefícios do pólen, os morcegos talvez já explorem seu valor nutricional há muito tempo, um paralelo interessante entre as nossas dietas e as deles. Em resumo, o que é bom para os morcegos pode ser bom para nós também. Este é o primeiro estudo a mostrar que a qualidade nutricional do pólen, especialmente seu teor de aminoácidos essenciais, pode influenciar os padrões de polinização. Nossas descobertas oferecem novas pistas sobre como funcionam as interações entre polinizadores e plantas, e como elas podem reagir às mudanças ambientais. Em um mundo onde os ecossistemas enfrentam pressões crescentes, entender o que os polinizadores, como os morcegos, precisam para prosperar pode ajudar a proteger tanto as plantas quanto os serviços ecológicos essenciais que elas prestam. (Foto: Paulo Robson de Souza - Glossophaga soricina  visitando flor de  Psittacanthus acinarius)  Referência Gonçalves, F. et al. (2025). Pollen essential amino acids shape bat–flower interaction networks . Functional Ecology . DOI: 10.1111/1365-2435.70161

  • CBioClima marca presença no II Encontro de Integração em Biologia Vegetal (EIBV 2025)

    Por: Gabriela Andrietta Evento em Botucatu contou com palestra da pesquisadora associada Dra. Maria Tereza e apresentações de pôsteres do CBioClima O CBioClima marcou presença no II Encontro de Integração em Biologia Vegetal (EIBV 2025) , realizado no dia 10 de outubro de 2025 , no Instituto de Biociências de Botucatu (IBB-Unesp) . O evento, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal Interunidades (PPGBVI) , reuniu discentes, docentes e egressos da UNESP em um espaço de integração científica e troca de experiências. Entre os destaques da programação esteve a participação da pesquisadora associada ao CBioClima, Dra. Maria Tereza Grombone Guaratini , que apresentou a palestra “Fenologia Urbana do Jacarandá Azul: Variação Regional e Potencial para Monitoramento Global e Ciência Cidadã” . Durante a apresentação, a pesquisadora destacou como o ciclo de vida do Jacarandá Azul (Jacaranda mimosifolia) , uma espécie ornamental amplamente presente em cidades brasileiras e de outros países, pode ajudar a compreender os efeitos das mudanças climáticas e a estimular o engajamento público em ciência cidadã . O projeto Fenologia Urbana do Jacarandá Azul integra o estudo internacional “The impact of climate variability and weather extremes on plant phenology and its implications on biodiversity” , desenvolvido em colaboração com cidades da China, África do Sul e Austrália . A pesquisa analisou mais de 600 indivíduos de Jacarandá em São Paulo, Rio Claro e Belo Horizonte , registrando padrões de floração e frutificação. Além dos levantamentos de campo, o grupo também utilizou dados obtidos em mídias sociais , analisando postagens com as hashtags #jacarandamimosifolia e #bluejacaranda . O levantamento revelou que 21% das postagens vieram da Austrália , 16% dos Estados Unidos e 15% do Brasil , demonstrando o alcance global da espécie e o potencial de engajamento da sociedade com a ciência. Os resultados apontam que o Jacarandá Azul é altamente sensível às variações climáticas , apresentando diferenças na sincronia e no tempo de floração em função das ilhas de calor e da variabilidade do clima. Além disso, a beleza da espécie tem se mostrado um importante fator para despertar o interesse do público e fortalecer ações de educação e comunicação ambiental . Como continuidade da iniciativa, o grupo lançará uma campanha de ciência cidadã para ampliar o monitoramento da espécie em novas cidades brasileiras. A proposta inclui atividades públicas e educativas, como o evento “Blue Wave” , que acontecerá nos dias 8 e 9 de novembro , no Parque do Ibirapuera (São Paulo) . Além da palestra da Dra. Maria Tereza, o CBioClima também participou do evento com apresentações de pôsteres , reforçando sua atuação em projetos colaborativos e sua contribuição para o avanço da Biologia Vegetal e da pesquisa em biodiversidade e clima . O EIBV 2025 consolidou-se como um importante espaço de integração entre diferentes gerações de pesquisadores, fortalecendo a formação científica e incentivando a troca de experiências entre discentes, docentes e egressos.

  • A perda de vegetação nativa e o desaparecimento silencioso, e preocupante, do Pampa

    Por Gabriela Andrietta/ Edição de vídeo: Eduardo Coladetti O Pampa, bioma que ocupa apenas 2,3% do território brasileiro, abriga cerca de 9% da biodiversidade do país. Apesar de sua riqueza biológica, vem sofrendo perdas significativas de vegetação nativa, principalmente devido à conversão de áreas naturais em agrícolas e ao avanço da Floresta Atlântica sobre seus campos, segundo revela estudo. Pesquisadores brasileiros e internacionais estão investigando como as mudanças climáticas  e a expansão da Floresta Atlântica  podem impactar esse ecossistema que abriga mais de 12 mil espécies de organismos vivos . O estudo, liderado pelo biólogo e professor Jeferson Vizentin-Bugoni , da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) , é pioneiro ao investigar como os processos de dispersão de sementes podem influenciar a vegetação nativa em outro bioma, sendo o primeiro estudo desse tipo realizado em regiões tropicais. Com o aumento das temperaturas, muitas espécies tendem a se deslocar em busca de áreas mais frias, seja em altitudes maiores ou em direção ao sul. Nesse contexto, o grupo de pesquisa analisa se animais frugívoros , como as aves que se alimentam de frutos e dispersam sementes , estão transportando espécies típicas da Floresta Atlântica para regiões mais frias, contribuindo involuntariamente para a substituição da vegetação campestre por formações florestais. “Quando uma planta frutifica na primavera ou no início do verão, aqui no sul da Floresta Atlântica ou no Pampa, há uma tendência de que as aves migratórias que vêm do norte, em direção ao sul, consumam esses frutos e transportem as sementes para regiões mais frias. Essas plantas têm mais chance de lidar com as mudanças climáticas”, explica Vizentin-Bugoni. Por outro lado, plantas que frutificam no final do verão ou no outono enfrentam um desafio maior. Nesse período, as aves estão migrando na direção oposta, rumo ao norte, o que leva as sementes para regiões mais quentes. “Essas espécies podem precisar de atenção especial, talvez até de migração assistida, para conseguirem lidar com as mudanças do clima”, complementa o pesquisador. O estudo faz parte de uma rede internacional de cooperação científica que inclui o biólogo Jason Gleditsch , professor do Oberlin College (Estados Unidos) . Ele também investiga ecossistemas que foram alterados, como o da Ilha de Oahu , no Havaí . “O Havaí é um exemplo extremo do que pode acontecer quando há uma alta taxa de extinções e invasões. Hoje, o arquipélago abriga o que chamamos de um novo ecossistema, muito diferente do original. Ao estudá-lo, conseguimos antecipar o que pode ocorrer em outras regiões do mundo, como no Brasil, caso continuemos nessa rota de extinções e espécies invasoras”, afirma Gleditsch. Os resultados dessa pesquisa ajudam a antecipar cenários futuros  e a desenvolver estratégias de conservação  tanto para o Pampa quanto para outras regiões que podem passar por transformações semelhantes nas próximas décadas.

  • Pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul palestra nos Seminários Charles Darwin

    Emerson José O pesquisador Fábio Roque, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), realizou palestra nos Seminários Charles Darwin, terça-feira (30), no auditório da biblioteca da Unesp de Rio Claro.  Os Seminários são uma iniciativa do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima), que é um CEPID financiado pela FAPESP e localizado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro.  Fábio, que é ainda pesquisador visitante da USP de São Carlos, desenvolveu o tema “Interruptores socioecológicos”. O foco do trabalho foram os desafios e as oportunidades relacionadas às transições socioambientais, em especial no Pantanal.   Segundo Fábio, “os estudos mostram que os incêndios catastróficos do Pantanal, embora devastadores, abriram caminho para mudanças profundas na forma de integrar sociedade e o meio ambiente. A lição central é que a sustentabilidade exige articulação entre ciência, políticas públicas, comunidades locais e práticas econômicas inovadoras”.  Esses incêndios catastróficos, que ocorreram entre 2019 e 2020, causaram prejuízos de cerca de US$ 200 milhões, com efeitos que ultrapassaram os municípios diretamente atingidos, conforme a exposição do pesquisador.  Como efeito prático dessa perda, houve um esforço de recuperação enorme, e, hoje, já foram investidos mais de R$ 12 milhões em redes de pesquisa, até 40 artigos científicos por ano, sistemas de monitoramento, mais de 55 brigadas comunitárias capacitadas, além de materiais educativos e legislação específica.  Conforme Fábio, foram construídas redes sociais diversas, que incluem brigadistas, universidades, líderes comunitários e religiosos, mostraram-se essenciais para a cooperação no combate ao fogo. Atualmente, “destacam-se programas de pagamento por serviços ecossistêmicos, créditos de carbono, pecuária sustentável, bioeconomia, energia solar e projetos de restauração”, concluiu.  Em breve, a palestra será disponibilizada na íntegra no canal  do CBioClima no YouTube. A próxima exposição dos Seminários Charles Darwin está agendada para o dia 21 de outubro, terça-feira, às 13h, com a pesquisadora Kelly Zamudio, no auditório da biblioteca.

  • Segundo dia do 2° Workshop CBioClima reforça a importância da integração e da inovação para a pesquisa científica e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis

    Encontro evidenciou que a integração entre diferentes áreas do conhecimento é essencial para enfrentar os desafios da ciência e desenvolver soluções sustentáveis Por Carolina Medeiros A apresentação do professor Dr. Tadeu Siqueira, coordenador de integração do CBioClima deu início às atividades do segundo dia do 2° Workshop CBioClima – Microbioma para Soluções Sustentáveis. Em sua fala Tadeu apresentou as coordenações do Centro e destacando as ações de integração em andamento. Ele explicou que um Cepid é um projeto ousado e de longa duração, voltado para desenvolver pesquisa na fronteira do conhecimento, promover inovação por meio da transferência de tecnologia e ampliar atividades educacionais e de difusão. Tadeu ressaltou ainda que a essência de um projeto como o CBioClima está em ir além das iniciativas individuais, fortalecendo a colaboração entre pesquisadores e instituições para gerar impactos científicos, sociais e ambientais mais amplos. Nesse sentido, destacou a importância de criar forças de integração, estabelecendo “perguntas grandes” que exijam dados e expertise de múltiplos WPs; criar estruturas de apoio, implementando uma gestão focada na integração e não apenas na administração; e estimular a interação, criando espaços formais e informais para comunicação horizontal entre PPs, PAS, pós docs, TTs e estudantes. Essas ações reforçam que o CBioClima não busca apenas resultados individuais, mas sim gerar sinergias que potencializam impactos e resultados de forma coletiva. Em seguida aconteceu uma rodada de apresentação de pós graduandos do CBioCLima. Afonso Pinto Fançony, apresentou informações e dados sobre Angola, o segundo país do continente africano com maior número de biomas. Essa rica diversidade é pouco documentada, e segundo Afonso esses registros é imprescindível para buscar alternativas de mitigar possíveis impactos negativos e por consequência conservar a biota na região. Em seguida, Abraham David Guerra Ospino, mestrando do Cepid, abordou a importância do papel ecológico das predadoras, conhecidas popularmente como plantas carnívoras. Em sua fala Abrham exemplificou como este sistema representa um modelo importante para a elucidação da comunicação microbiana e para a avaliação de seu potencial biotecnológico. Em outras palavras, o trabalho busca estabelecer uma interface entre a ecologia microbiana fundamental e o desenvolvimento de inovações biotecnológicas.  O Laboratório de Evolução Molecular (LEM), sediado no campus da UNESP em Rio Claro, conta com estrutura completa para diversos tipos de análises microbianas. E a apresentação desta estrutura foi o tema da palestra da Paula Maria Moreira Martins responsável técnica do laboratório. Segundo Paula Martins, o laboratório trabalha com a microbiologia clássica quanto molecular, além de análises em Bioinformática. Isolamento e identificação de microrganismos promissores para soluções sustentáveis, foi o tema da palestra do aluno de mestrado em Biologia Molecular, Biologia Celular e Microbiologia, Gustavo Carneiro da Silva, que destacau a importância dos microrganismos para ecossistemas sustentáveis. Divergência genômica, estrutura populacional e isolamento reprodutivo em duas bromélias neotropicais que hibridizam na natureza, foi o tema da apresentação da doutoranda Marilia Manuppella Tavares De acordo com Marilia, seu estudo busca entender o processo de especiação e também como as plantas mantêm a integridade genômica apesar da hibridação, levando em consideração as influências do ambiente e das mudanças climáticas, fatores que podem afetar as barreiras pré zigóticas. Por fim, o doutorando Paulo Aecyo abordou que variações na estrutura genômica são fonte de diversidade genética e fenotípica entre populações, entretanto seu papel no processo adaptativo de populações naturais ainda é pouco conhecido. Em seu projeto, Paulo investiga a contribuição de variações pontuais (SNPs) e SVs no processo de adaptação local de Pitcairnia flammea ao gradiente latitudinal da Mata Atlântica. No período da tarde a posdoutorando Drª Ana Cristina Presleir apresentou a palestra Microscopia Microscopia confocal como ferramenta para elucidar a interação entre nanopartículas e plantas", na qual ele apresentou as principais semelhanças e diferenças do processo de transporte de nanopartículas em ambientes controlados e em ambientes naturais. Em seguida, o pós-doutorando Dr. Cléber Chaves apresentou uma palestra sobre como a habilidade de dispersão das espécies influencia sua vulnerabilidade frente às mudanças climáticas e pode ser determinante para sua sobrevivência em ecossistemas diversos, como a Mata Atlântica. As discussões prosseguiram em uma mesa-redonda com os pesquisadores principais Patrícia Morellato, Maurício Bacci, Tadeu Siqueira, Clarisse Palma-Silva e Vitor Fernandes, além do palestrante convidado do Workshop Lucas Ferrante. O grupo destacou a importância da transversalidade e da transdisciplinaridade na produção científica. A mesa também discutiu as diretrizes e agendas para 2026, reforçando a mensagem de que o CBioClimasegue comprometido em impulsionar avanços científicos com impactos positivos para a sociedade e para o meio ambiente.

  • CBioClima debate soluções sustentáveis e desafios ambientais no primeiro dia do workshop sobre microbiomas e mudanças climáticas

    Carolina Medeiros O 2° Workshop CBioClima - Microbioma para Soluções Sustentáveis, organizado pela Profa. Dra. Milene Ferro, teve início com a fala da professora Dra. Patrícia Morellato, Diretora do CBioClima e docente do Departamento de Biodiversidade do IB/Rio Claro. Em sua apresentação, a professora Patrícia compartilhou uma visão abrangente sobre o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), destacando o perfil multidisciplinar dos pesquisadores associados, os principais eixos de pesquisa, além de números relevantes de publicações científicas produzidas pelo grupo. Logo após, o professor Dr. Lucas Ferrante, pesquisador colaborador junto ao Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), do Ministério da Defesa, trouxe uma análise preocupante sobre a situação atual da Amazônia Central. De acordo com os dados apresentados, a região enfrenta uma crescente sobreposição de pressões — da desregulamentação ambiental à mineração, passando pela exploração de petróleo e pela expansão de infraestrutura, como a rodovia BR-319. Segundo Ferrante, essas ameaças podem transformar a Amazônia em um novo epicentro de risco sanitário global. A importância dos microbiomas de insetos e solos foi abordada pelo professor Dr. Mauricio Bacci, vice-diretor do CBioClima. Em sua fala, Bacci destacou como as comunidades microbianas que habitam tanto organismos quanto o solo são fundamentais para processos ecológicos como decomposição da matéria orgânica, fertilidade do solo e desenvolvimento de insetos. Ele ressaltou ainda o potencial dessas pesquisas para aplicações em agricultura sustentável e controle biológico de pragas, apontando a complexidade das relações entre microbiomas e seus hospedeiros. Na sequência Dr. Geovanny Barroso abordou os impactos da disbiose antrópica em abelhas, mostrando como os agrotóxicos podem alterar a microbiota intestinal e comprometer a saúde das colônias. Já o Dr. Alan Emanuel Silva Cerqueira discutiu as simbioses microbianas em diferentes hospedeiros e ambientes, apresentando pesquisas sobre abelhas sem ferrão, formigas cortadeiras e solos, e destacando como esses sistemas ajudam a prever riscos ambientais. A pós-doutoranda Drª Ananda Brito, também do CBioClima, apresentou estudos sobre a interação entre microbiota e hospedeiros silvestres, evidenciando como essa relação pode ser afetada por alterações ambientais. Dados preliminares indicam que o desmatamento reduz significativamente a diversidade microbiana em solos e corpos d’água, o que compromete a resistência natural dos animais a patógenos. Ananda destacou o monitoramento do microbioma como uma ferramenta estratégica para a conservação da biodiversidade. Na sequência, a pesquisadora do CBioClima, professora Drª Clarisse Palma, trouxe à tona o uso de abordagens multi-ômicas - como genômica, transcriptômica e metabolômica - para investigar como diferentes espécies estão respondendo às mudanças climáticas. Segundo ela, essa integração de dados permite compreender melhor os mecanismos biológicos de adaptação e resiliência, e fornece subsídios fundamentais para prever impactos ecológicos e orientar estratégias de conservação mais eficazes. A apresentação serviu de introdução para a fala de dois dos doutorandos do CBioClima, Dr. Lucas Alexandre de Souza Costa e Drª Drielli Canal. Lucas apresentou um estudo sobre o impacto dos elementos transponíveis na adaptação ao alagamento em Ischnosiphon puberulus, uma erva rasteira da Amazônia, revelando o papel adaptativo desses elementos na evolução gênica. Já a Dra. Drielli Canal abordou a regulação genética e epigenética de bromélias neotropicais durante a especiação e radiação adaptativa. Entre os destaques do evento, o professor Dr. Vitor Fernandes Oliveira de Miranda, coordenador de Internacionalização do CBioClima, apresentou as plantas carnívoras da família Lentibulariaceae como modelo único para estudar a interação entre evolução, genômica e microbioma. Os estudos genômicos revelam genomas compactos, perda de sequências repetitivas e a expansão de genes relacionados à carnivoria e estresse ambiental, refletindo adaptações a ambientes extremos e oligotróficos. As interações com microrganismos presentes nas armadilhas dessas plantas também foram destacadas como cruciais para a digestão e absorção de nutrientes. Encerrando o primeiro dia de atividades, a pós-doutoranda Saura Rodrigues da Silva apresentou uma palestra sobre genomas circulares, com foco em resultados obtidos por meio do sequenciamento por longas leituras com a plataforma Nanopore. A pesquisadora destacou como essa tecnologia tem possibilitado a reconstrução precisa desses genomas, abordando tanto suas potencialidades quanto as limitações, e discutindo suas implicações para a biologia evolutiva. O evento reforça o compromisso do CBioClima em integrar ciência de ponta com os desafios socioambientais contemporâneos, evidenciando o papel central dos microbiomas e da genômica na construção de soluções sustentáveis.

  • Frugivoria e dispersão de sementes reúne pesquisadores no câmpus da Unesp de Rio Claro

    Por Emerson José O Coordenador de Disseminação do CBioClima (Centro de Estudos em Biodiversidade e Mudanças do Clima), Mauro Galetti, reuniu pesquisadores importantes esta semana no câmpus da Unesp de Rio Claro para curso sobre Frugivoria e Dispersão de Sementes. o evento ocorre no auditório da biblioteca de segunda a quinta-feira com estudiosos esclarecendo temas importantes para cerca de 45 alunos inscritos. Na segunda-feira (22), a programação abrangeu as seguintes palestras: Introdução a f rugivoria e dispersão de sementes ; Síndromes d e dispersão de sementes (Mauro Galetti) ; Morfologia e comportamento de aves frugívoras (Marco Aurélio Pizo Ferreira); Consequências da dispersão de sementes (Pedro Jordano, da Universidad de Sevilla, Espanha); Frugivoria e movimentação de frugívoros (Mathias Pires); Evolução e coevolução em frugivoria (Paulo Guimarães Jr.). Os pesquisadores ressaltaram a importância de todo o complexo sistema de dispersão de sementes que ocorre por meio de primatas, répteis, pássaros, anfíbios, tendo em vista que a frugivoria ocorre de várias maneiras. Entre os pontos abordados pelos palestrantes, está a Ictiocoria, que é o nome dado à dispersão de sementes realizada por peixes . Esse é um processo de dispersão de sementes por animais em ambientes aquáticos e florestas que são inundadas periodicamente, como as matas de galeria e as florestas de várzea na Amazônia e no Pantanal. Em Bonito/MS, por exemplo, é possível ver peixes pegando sementes direto dos galhos baixos de árvores frutíferas. A informação tem como base o estudo de uma orientanda do professor Mauro Galetti. Nas estações das cheias, os peixes têm acesso às sementes. Já nas secas, a dispersão de sementes por esses frugíveros fica comprometida. De forma geral, o animal dispersor ingere a semente ou até mesmo o fruto das árvores. Em seguida, as sementes viajam pelo sistema digestivo, o que pode ajudar a quebrar a dormência da semente e facilitar a germinação. Por fim, as sementes são liberadas, geralmente intactas, por meio das fezes dos animais, em locais distantes da planta-mãe. Esse é um processo importante de dispersão de sementes. Confira a programação completa do curso: Terça-feira (23): Efetividade da dispersão de sementes (Pedro Jordano); Dispersão de sementes por morcegos (Wesley Silva); Primatas e dispersão de sementes (Laurence Culot); Química dos Frutos Carnosos (Ana Crestani); Frugivoria, coloração de aves e urbanização (Lucas Nascimento); Dispersão de sementes pela megafauna (Mauro Galetti). Quarta-feira (24): Métodos para estudos de dispersão (Pedro Jordano); Muito além da mirmecocoria (Marco Aurélio Pizo Ferreira); Redes de interação fruto-frugívoro  (Pedro Jordano); Ecologia molecular da frugivoria e dispersão de sementes (Marina Côrtes); Confessionário* Quinta-feira (25): Defaunação e dispersão de sementes (Mauro Galetti); Restauração e dispersão (Mariana Campagnoli); Mudanças climáticas e dispersão de sementes (Pedro Jordano); Apresentação dos alunos.

  • Seminários Charles Darwin recebe palestra sobre dispersão de sementes

    Por Emerson José O professor Pedro Jordano da Universidad de Sevilla da Espanha e pesquisador associado ao CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas) ministrou palestra nos Seminários Charles Darwin, terça-feira (23), no anfiteatro do Instituto de Biociência da Unesp de Rio Claro. O tema discorrido pelo professor foi Cryptic disruptions of seed dispersal processes in the Anthropocene. Pedro Jordano também participa esta semana de curso sobre "Frugivoria e Dispersão de Sementes" organizado pelo professor Mauro Galetti, Diretor de Disseminação do CBioClioma. Em breve, a íntegra da palestra será publicada no canal do CBioClima no YouTube aqui. A próxima palestra dos Seminários Charles Darwin ocorrerá terça-feira (30/09), às 13h, no anfiteatro do IB, Unesp/Rio Claro. O pesquisador Fabio de Oliveira Roque irá palestrar acerca de “Interruptores socioecológicos”.   Já no dia 21/10, o professor Tadeu Siqueira ministrará a palestra “Quando o acaso domina: os limites da previsão da biodiversidade em cenários de mudança”. Professor Pedro Jordano palestra nos Seminários Charles Darwin, no IB/Unesp/Rio Claro.

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