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  • Soluções interdisciplinares marcam discussões sobre mudanças climáticas

    Por: Gabriela Andrietta O Workshop do Programa Mudanças Climáticas Globais da FAPESP , realizado nos dias 11 e 12 de setembro , no Instituto de Geociências da Unicamp , reuniu especialistas de diversas áreas para discutir os impactos da crise climática e explorar alternativas de mitigação e adaptação. Setores como agricultura, energia e planejamento urbano, que contribuem significativamente para a emissão de gases de efeito estufa , também sofrem as consequências dos eventos climáticos extremos , cujos impactos comprometem a sua produtividade e geram prejuízos econômicos. Diante desse cenário, foram apresentadas soluções inovadoras e interdisciplinares voltadas à recuperação e fortalecimento dos sistemas ambientais , promovendo práticas transformadoras e mais sustentáveis. Na abertura, foi apresentado o Plano Estratégico do Programa FAPESP (2020–2030) , reforçando o papel da pesquisa científica como base para o enfrentamento da crise climática. A primeira sessão, realizada na quinta-feira, 11/9 , “Biodiversidade e Ecossistemas” , mediada pela Profa. Dra. Patrícia Morellato , diretora do CBioClima , destacou a centralidade da biodiversidade como solução para as mudanças climáticas, evidenciando o seu papel como sumidouro de carbono, reguladora do clima e promotora de bem-estar humano. Na Sessão Plenária – Modelagem Climática e Ambiental , moderada por David Lapola (Unicamp) , foram discutidos avanços em métodos numéricos, infraestrutura computacional, inteligência artificial e sinergias entre clima e uso da terra. Entre os destaques, esteve Guilherme Wolff Bueno , pesquisador associado ao CBioClima , que apresentou um modelo bioeconômico inovador  para monitorar, implementar e avaliar riscos climáticos e financeiros em fazendas aquícolas. A programação também incluiu a Sessão Plenária – Socioeconomia e Energia , mediada por Mario Murakami (CNPEM) , com foco nos desafios e oportunidades da transição energética. Na sexta-feira, 12/09 , a Sessão Plenária – Saúde e Mudanças Climáticas , novamente sob moderação de Patrícia Morellato , evidenciou como a crise climática impacta tanto a saúde humana quanto a produtividade econômica. Outras mesas, moderadas por Paulo Artaxo (USP)  e Luiz Aragão (INPE) , aprofundaram discussões sobre mobilidade humana, resiliência social, agropecuária, uso da terra, comunicação científica, governança climática e o papel das tecnologias digitais e do sensoriamento remoto. Além das plenárias, o CBioClima esteve presente na sessão de pôsteres , apresentando a pesquisa “The impact of climate variability and weather extremes on plant phenology and its implications on biodiversity” , liderada por Patrícia Morellato . O trabalho investiga como a variabilidade climática e os eventos extremos afetam a fenologia das plantas e, consequentemente, a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos em florestas tropicais no Brasil e na China, combinando ciência cidadã, sensores remotos e redes de fenocâmeras . O workshop evidenciou que enfrentar a crise climática exige cooperação interdisciplinar , unindo inovação tecnológica, soluções baseadas na natureza, agricultura regenerativa, transição energética e bioeconomia. As discussões reforçaram a importância de transformar a ciência em políticas públicas efetivas  e de ampliar a participação da sociedade  na construção de alternativas para um futuro inclusivo, resiliente e de baixo carbono.

  • A contribuição de jovens cientistas para perspectivas futuras mais sustentáveis

    O projeto Vozes do Futuro , iniciativa que amplia o protagonismo de jovens cientistas nos debates sobre mudanças climáticas e biodiversidade, reuniu pesquisadores e estudantes na terça-feira, 10 de setembro de 2025 , no Instituto de Geociências da Unicamp. Por: Gabriela Andrietta A abertura contou com a participação de Ana Maria Frattini Fileti (Pró-Reitora de Pesquisa da Unicamp), Licio Velloso e Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão (FAPESP) e Jeniffer Natalia Teles (USP/Jovem Cientista FAPESP), com mediação de Karlla Barbosa (Jornalismo Científico – UNESP). Raquel Tupinambá , doutoranda em Antropologia pela UnB, ressaltou o histórico de exploração da Amazônia e defendeu a centralidade da justiça climática , lembrando que os grupos que menos contribuem para a degradação ambiental são justamente os mais afetados pelas mudanças climáticas. Na sequência, Paul Dale (ABEMA) , Micael Amore Cecchini (USP) , Joice Silva de Souza (Unicamp) e Monique Ribeiro Polera Sampaio (INPE) discutiram a relação entre biodiversidade e regulação climática, as causas das mudanças climáticas e a relevância da comunicação para preparar e mitigar desastres. Estudos recentes mostram que eventos extremos, como ondas de calor, afetam diretamente a vida das pessoas, reforçando a urgência de ações coordenadas. As falas da manhã destacaram a necessidade de integrar clima e biodiversidade, unindo ciência, gestão pública e participação social na construção de soluções globais. A mesa-redonda Adaptações climáticas baseadas em ecossistemas , mediada por Érica Speglich (Jornalismo Científico – BIOTA Síntese), trouxe reflexões sobre como conservar a biodiversidade diante das mudanças climáticas. Foram discutidos os desafios urbanos, a adaptação de espécies como os recifes de corais e a importância de políticas e incentivos financeiros que integrem a proteção da natureza e a manutenção dos serviços ecossistêmicos. A pesquisadora associada ao CBioClima, Thaís Guedes , alertou que muitas espécies, no futuro, não estarão corretamente contempladas pelas áreas de conservação e defendeu o uso de listas de espécies ameaçadas e de modelos estratégicos para orientar o planejamento de novas áreas protegidas. Já João Pena , também integrante do CBioClima, provocou a reflexão: “Biodiversidade para quem?”, ressaltando que a justiça climática e socioambiental deve enfrentar as desigualdades sociais, produzir conhecimento alinhado às demandas da população, assegurar a participação efetiva da sociedade e priorizar aqueles que mais precisam. A mesa contou ainda com a participação de Thais Andrade Galvão de Medeiros (Pós-doutorado – INPE), que trouxe uma análise sobre os recifes de coral e os desafios de resistir em um oceano em mudança, e de Patrícia Guidão Cruz Ruggiero (BIOTA Síntese – USP), que apresentou perspectivas sobre incentivos financeiros para serviços ecossistêmicos, atuando em diferentes escalas. Encerrando o dia, a mesa-redonda Desenvolvimento sustentável frente à crise climática , moderada por Márcio Morrison Kavisk Marcellino (Jornalismo Científico – Unicamp), reuniu Pedro Krainovic (USP) , que destacou o potencial da bioeconomia e da restauração florestal; Eduardo Moreira (USP) , que apresentou a intensificação ecológica como alternativa para uma agricultura mais resiliente; Viviana Muñoz (Cemaden) , que discutiu a vulnerabilidade escolar diante de eventos extremos; e Maria Eduarda Brollo (Unicamp) , que analisou políticas públicas e a transição energética. O debate reforçou a importância de integrar ciência, governança e participação social para enfrentar a crise climática e avançar em soluções sustentáveis baseadas na natureza.

  • Diretora do CBioClima participa de atividade da FAPESP sobre mudanças climáticas

    Emerson José A Professora Dra. Patricia Morellato, diretoria do CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) vai participar dos eventos do Programa Mudanças Climáticas FAPESP, que irão ocorrer esta semana no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Patricia vai ser uma das palestrantes e moderadora do Workshop do Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (11 e 12 de setembro). O workshop terá como objetivo discutir os sete temas do Plano Estratégico 2020-2030 do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e promover debates sobre as pesquisas financiadas nos últimos cinco anos e perspectivas futuras. O evento reunirá pesquisadores de áreas multidisciplinares envolvidos nos projetos selecionados em chamadas nacionais e internacionais do Programa. Haverá exposição de pôsteres dos projetos para estimular as interações entre os pesquisadores e a estruturação de ideias e de projetos conjuntos por meio da troca de experiências. Link do workshop: https://fapesp.br/17698/workshop-do-programa-mudancas-climaticas-globais Link da Inscrição: https://fapesp.br/eventos/pfpmcg2025_inscricao Antecederá o workshop, o encontro “Vozes do Futuro: Perspectivas de Jovens Cientistas FAPESP para a COP30 (10 de setembro)”. Idealizado por jovens cientistas FAPESPE, o evento irá reunir jovens cientistas para discutir seu papel como futuros protagonistas na produção de conhecimento sobre mudanças climáticas globais. Com atividades presenciais e complementares, o evento contará com palestras, debates em mesas-redondas e momentos de interação com o público, visando a elaboração de um sumário executivo com os principais destaques dos debates para ampla divulgação. *com informações da FAPESP.

  • O potencial da vegetação das margens de rodovias para a preservação da biodiversidade do Cerrado

    Um estudo liderado pela Dra. Monize Altomare, do Instituto de Biociências da Unesp Rio Claro, que conta com a participação da Profa. Dra. Patrícia Morellato, professora do  Instituto de Biociências da Unesp Rio Claro e diretora do CBioClima, revelou que a vegetação presente nas margens de rodovias pode ser utilizada como potencial refúgio para a biodiversidade e para o funcionamento dos ecossistemas em paisagens modificadas.  Por: Gabriela Andrietta O artigo intitulado Roadside vegetation maintains pollination ecosystem services in the surrounding agricultural areas of a Neotropical savana, publicado no Journal of Environmental Management , em julho de 2025, revela que os sistemas de polinização de plantas do Cerrado encontrados em áreas preservadas também ocorrem nas margens de rodovias. Apesar de sua importância ecológica, a maioria dos estudos sobre vegetação de margens de rodovias e seu papel na manutenção dos serviços de polinização são realizados em regiões temperadas, havendo poucas pesquisas em áreas tropicais. As margens das rodovias do Cerrado, bioma que já perdeu mais da metade de sua área original, podem abrigar diversidade de espécies vegetais comparável à encontrada em reservas naturais, evidenciando seu potencial subestimado de sustentar funções e serviços ecossistêmicos. Como explica Altomare: “Em certos contextos, essas áreas constituem os últimos refúgios de vegetação nativa em paisagens intensamente modificadas, contribuindo para a heterogeneidade da paisagem e oferecendo recursos essenciais para polinizadores.” No estudo, foram identificadas 24 espécies nativas de plantas que ocorrem nas margens das estradas e são polinizadas por por abelhas que, além de garantirem a reprodução dessas espécies nativas, também desempenham um papel crucial na polinização de culturas essenciais como café, soja e tomate. Esse papel é particularmente relevante considerando que 60% da produção agrícola do Brasil ocorre no Cerrado e que aproximadamente 76% das culturas cultivadas no país dependem da polinização para rendimento e qualidade. Assim, compreender o papel dos habitats de margens de rodovias é essencial para seu manejo efetivo, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para a resiliência dos sistemas agrícolas no Cerrado.  Para entender o papel da vegetação das margens de rodovias do Cerrado em comparação às áreas de reservas, foram utilizados dois indicadores: um para identificar os sistemas de polinização mais representativos e avaliar a capacidade das margens de rodovias de sustentar cada sistema em comparação com reservas, e outro para identificar espécies nativas de plantas que interagem com polinizadores-chave para a produção de culturas agrícolas. Neste último, foi desenvolvido um novo índice para ranquear as plantas nativas, combinando informações sobre sua abundância e frequência ao longo das margens de rodovias, o compartilhamento de espécies de polinizadores com as culturas e a duração de sua fenologia de floração. O índice prioriza espécies com períodos de floração mais longos, assegurando a disponibilidade contínua de recursos para os polinizadores ao longo do ano.  Altomare explica que "Neste estudo, avaliamos o potencial da vegetação às margens de rodovias em uma savana biodiversa no Brasil para sustentar serviços de polinização em áreas agrícolas adjacentes. Analisamos a diversidade de árvores e arbustos em áreas preservadas de savana e em margens de rodovias no Cerrado, integrando dados de sistemas de polinização obtidos por meio de uma ampla revisão da literatura. Nossos resultados mostraram que todos os sistemas de polinização associados a plantas lenhosas em áreas protegidas também estavam presentes na vegetação às margens de rodovias, com exceção da polinização por beija-flores, borboletas e abelhas, que foram ligeiramente menos representadas nesses habitats. No entanto, a redução na polinização por abelhas nas margens de rodovias foi de apenas 7%." Essas áreas, embora não substituam as reservas e unidades de conservação, podem ser aproveitadas e ter um papel estratégico na manutenção da biodiversidade, sobretudo se forem desenvolvidas estratégias de conservação que protejam e priorizem as espécies nativas : “As margens de rodovias não podem substituir o papel essencial das áreas de conservação; no entanto, considerando que essas áreas tendem a se tornar cada vez mais comuns devido à expansão das redes viárias, é importante reconhecer seu potencial para a conservação da biodiversidade, especialmente dos serviços de polinização. Para maximizar os benefícios dessas áreas, é fundamental fortalecer a legislação ambiental, manter larguras adequadas das faixas de rodovia e identificar áreas prioritárias para restauração, bem como espécies nativas-alvo que ofereçam benefícios especiais aos polinizadores. Ao integrar plantas favoráveis aos polinizadores, priorizar espécies adaptadas ao Cerrado e enfatizar sua resiliência e potencial para estratégias de conservação, podemos aprimorar a provisão de serviços ecossistêmicos vitais a longo prazo, contribuindo para a sustentabilidade agrícola e a conservação da biodiversidade.” conclui Altomare. O artigo completo pode ser acessado em: https://kwnsfk27.r.eu-west-1.awstrack.me/L0/https:%2F%2Fauthors.elsevier.com%2Fa%2F1lWwM_6sjVCHII/1/0102019860b1e4ae-aad9c4ae-c9e4-46f0-8fb1-682b5910a5e8-000000/JJ6aI35_yKRlQQc5j4liRlTX3qk=436

  • Abertas inscrições para pôsteres e flash-talks do 2° Workshop CBioClima

    By Emerson José O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) vai realizar o 2° Workshop CBioClima – Microbioma para Soluções Sustentáveis – nos dias 25 e 26 de setembro. Estamos com inscrições abertas para exibição de pôsteres e flash-talks. O evento ocorrerá no Anfiteatro II do IB e conta com a participação de pesquisadores, pós-doutorandos, pós-graduandos e graduandos vinculados ao CBioClima que apresentarão palestras e pôsteres sobre o uso das ciências ômicas, principalmente microbiômica, para geração e análise de dados essenciais ao estudo da dinâmica da biodiversidade frente às mudanças climáticas. Você pode conferir a programação no link https://doity.com.br/cbioclima-workshop2/calendario Nas outras abas do site, você encontra todas as informações sobre o 2° Workshop CBioClima.

  • Novo prazo para submissão de resumos para o 2° Workshop CBioClima

    Por Emerson José Até 5 de setembro. Esta é a nova data de submissão de resumos para o 2° Workshop CBioClima – Microbioma para Soluções Sustentáveis. O evento ocorrerá nos próximos dias 25 e 26 de setembro no Instituto de Biociências, em Rio Claro (IB/RC). O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima) é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e coordenado pela Professora Dra. Leonor Patrícia Cerdeira Morellato, do Departamento de Biodiversidade do IB/Rio Claro. A missão do Centro é estabelecer um observatório de pesquisa sobre biodiversidade e mudanças climáticas, promover a inovação focada em soluções sustentáveis baseadas na ciência e acelerar a difusão do conhecimento. O evento ocorrerá no Anfiteatro II do IB e conta com a participação de pesquisadores, pós-doutorandos, pós-graduandos e graduandos vinculados ao CBioClima que apresentarão palestras e pôsteres sobre o uso das ciências ômicas principalmente microbiômica, para geração e análise de dados essenciais ao estudo da dinâmica da biodiversidade frente às mudanças climáticas. Inscrições para envio de resumo até 5/09! Leia mais: https://doity.com.br/cbioclima-workshop2 Data do evento 25 de setembro de 2025, 8h até 26 de setembro de 2025, 17h LOCAL DO EVENTO Instituto de Biociências - Avenida 24 A, Vila Indaiá, Rio Claro - São Paulo

  • Seminários Charles Darwin promove palestra sobre projetos de carbono no Brasil

    Por Emerson José O CBioClima (Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas), sediado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro/SP,  recebeu, terça-feira (26), o Dr. Demétrius Lira Martins para uma palestra sobre “Projetos de Carbono no Brasil: Soluções Baseadas na Natureza para combater as Mudanças Climáticas”. A atividade faz parte do ciclo de palestras do Seminários Charles Darwin. De acordo com a exposição de Demétrius, “o mercado de carbono é um sistema de comércio no qual empresas e países podem comprar e vender créditos de carbono para compensar suas emissões de gases de efeito estufa.  Funciona como um mecanismo econômico para incentivar a redução de emissões e promover projetos sustentáveis com foco em remoções. ”  Segundo Demétrius, os trabalhos neste setor têm o desafio de “d esenvolver projetos de carbono com tecnologia avançada e análises preditivas, otimizando todo o ciclo de vida e gerando créditos de carbono de alta integridade”.  “Os projetos de Soluções Baseadas na Natureza  são ações para proteger, gerenciar ou restaurar ecossistemas naturais trazendo benefícios à biodiversidade e ao bem-estar  humano. Esses projetos são financiados por fundos gerados a partir de créditos de carbono que eles produzem, uma vez que estes créditos são vendidos no mercado voluntário. Comunidades e partes interessadas são compensadas com os benefícios dos projetos SbN que melhoram sua qualidade de vida”, explicou Demétrius.  Em breve, a íntegra da palestra será publicada no canal do CBioClima no YouTube aqui.      Agenda dos Seminários Charles Darwin  A próxima palestra do ciclo do Seminários Charles Darwin ocorrerá na terça-feira (26/9), às 13h, no Anfiteatro II da Unesp de Rio Claro.    Monique Simon falará sobre “Evolução de forma e função em anfíbios anuros de riachos da Mata Atlântica”.  Já no dia 30/9, será a vez de Fabio de Oliveira Roque dissertar sobre “Interruptores socioecológicos”, às 13h, no mesmo local.   No dia 21/10, o professor Tadeu Siqueira ministrará a palestra “Quando o acaso domina: os limites da previsão da biodiversidade em cenários de mudança”.  A última atividade dos Seminários Charles Darwin neste semestre será no dia 25/11. Haverá uma palestra da pesquisadora Fernanda Abra com o tema “Construindo pontes para a conservação da fauna arborícola na Amazônia”.  As palestras são abertas a todos os professores, alunos, técnicos e visitantes do câmpus.

  • 2° Workshop CBioClima

    Nos dias 25 e 26 de setembro de 2025, o Instituto de Biociências, em Rio Claro (IB/RC), sediará o 2° Workshop CBioClima – Microbioma para Soluções Sustentáveis. O CBioClima, Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima, é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e coordenado pela Professora Dra. Leonor Patrícia Cerdeira Morellato, do Departamento de Biodiversidade do IB/Rio Claro. A missão do Centro é estabelecer um observatório de pesquisa sobre biodiversidade e mudanças climáticas, promover a inovação focada em soluções sustentáveis baseadas na ciência e acelerar a difusão do conhecimento. O evento ocorrerá no Anfiteatro II do IB e conta com a participação de pesquisadores, pós-doutorandos, pós-graduandos e graduandos vinculados ao CBioClima que apresentarão palestras e pôsteres sobre o uso das ciências ômicas principalmente microbiômica, para geração e análise de dados essenciais ao estudo da dinâmica da biodiversidade frente às mudanças climáticas. Inscrições para envio de resumo até 24/08! Leia mais: https://doity.com.br/cbioclima-workshop2 Data do evento 25 de setembro de 2025, 08h00 até 26 de setembro de 2025, 17h00 LOCAL DO EVENTO Instituto de Biociências - Avenida 24 A, Vila Indaiá, Rio Claro - São Paulo

  • CBioClima participa de missão de inovação na Alemanha e fortalece parcerias internacionais em bioeconomia e sustentabilidade

    Por: Gabriela Andrietta Entre os dias 23 de junho e 3 de julho de 2025, uma delegação formada por representantes do CBioClima, da Unesp, do INCT NanoAgro e da empresa B.Nano participou de uma missão estratégica à Alemanha com o objetivo de estreitar laços de cooperação científica com centros de excelência voltados a soluções sustentáveis. A iniciativa teve como foco principal o desenvolvimento de projetos conjuntos nas áreas de bioprocessos, biotecnologia e química de recursos renováveis. Mapa elaborado por Renan Chaves, indicando os locais visitados. Coordenada pelo professor Leonardo Fraceto, coordenador de inovação do CBioClima, a missão contou ainda com a participação dos professores Mauricio Bacci (vice-diretor do CBioClima), Cesar Martins (vice-reitor da Unesp), Renan Chaves (gestor de inovação do CBioClima) e Jhones de Oliveira (CEO da B.Nano). Ao longo da viagem, a comitiva visitou universidades, institutos de pesquisa e empresas com forte tradição em inovação. A agenda teve início no Instituto de Biotecnologia RWTH Aachen , uma das grandes universidades de pesquisa da Alemanha, com mais de 47 mil alunos. No Instituto de Biotecnologia, o grupo foi recebido pelo Prof. Dr. Ulrich Schwaneberg. Com expertise em design de proteínas e aplicações voltadas à agricultura, controle de microplásticos e revestimentos funcionais, o grupo alemão compartilhou experiências promissoras que poderão dar origem a futuras colaborações em biotecnologia aplicada. No dia 24 de junho, a delegação brasileira esteve no Centro de Pesquisa Jülich, onde foi recebida pelo Dr. Onno Muller. As discussões se concentraram em temas como energia e bioeconomia aplicadas à agricultura, com visitas a instalações agrivoltaicas do projeto Agri-PV e do cluster de excelência PhenoRob.  Ainda em Aachen, o grupo visitou o MTI – Manufacturing Technology Institute, sendo recepcionado pelos professores Dr. Thomas Bergs e Dr. Philipp Niemietz. O MTI se destaca pelo desenvolvimento de soluções para produção sustentável e digitalmente conectadas. Na sequência, no Instituto Fraunhofer para Biologia Molecular e Ecologia Aplicada (IME) , os professores Dr. Stefan Schillberg e Dr. Simon Vogel apresentaram pesquisas em biotecnologia molecular, ecologia aplicada e biorrecursos, voltadas à agricultura, química verde, farmacologia e proteção ambiental. No dia 26 de junho, foram realizadas visitas técnicas na Pfeifer & Langen, uma referência na indústria agroalimentar com foco na cadeia da beterraba açucareira e inovação no setor de alimentos. As reuniões trataram da cadeia de suprimentos, inovação no ramo de substitutos de açúcar e gestão de propriedade industrial. Em 27 de junho, foram realizadas reuniões com representantes do CEPLAS (Cluster of Excellence on Plant Sciences) na Universidade Heinrich Heine, onde os professores Drs. Andreas Weber e Lutz Schmitt apresentaram avanços na integração de genômica, fisiologia vegetal, captura de carbono e sustentabilidade agrícola. No mesmo dia, também foram realizadas visitas às instalações da T7.0, planta de escalonamento tecnológico e treinamento técnico para a indústria têxtil junto à Universidade de Niederrhein, conduzidas pela Profa. Dra. Maike Rabe. A missão também contemplou atividades voltadas ao empreendedorismo e à inovação, com visita à O-Werk, MakerSpace da Ruhr University Bochum (RUB), no dia 30 de junho, onde a equipe foi recebida pela Dra. Stefanie Bröring. O espaço promove o desenvolvimento de ideias inovadoras e acolhe startups, empresas e instituições educacionais. A comitiva também visitou a  RWTH Innovation, centro de transferência de tecnologia da RWTH Aachen, onde os doutores Alan Mertens, Beate Hack e Philip Mayer apresentaram os mecanismos institucionais de apoio à criação de startups e à conexão entre academia, indústria e sociedade. Encerrando a programação, nos dias 2 e 3 de julho, a delegação esteve na Universidade Técnica de Munique (TUM), que conta  com mais de 50 mil estudantes e 600 professores. As visitas envolveram reuniões com representantes da TUM Global & Alumni Office, da TUM São Paulo e do campus de Straubing, com discussões voltadas à bioeconomia, à cooperação científica e ao intercâmbio de estudantes e pesquisadores. O grupo foi recebido por nomes como Dr. Sören Metz, Dr. Jamie Snow, Dra. Jeanne Rubner, Dr. Volker Sieber e outros professores envolvidos com bioprocessos e química de recursos renováveis. Segundo o professor Leonardo Fraceto, Coordenador da Inovação do CBioClima:  “A missão foi uma excelente oportunidade para apresentar as inovações do CBioClima, bem como conhecer os modelos de interação Universidade-Empresa utilizados nas instituições visitadas, visando o estabelecimento de novas parcerias estratégicas para o CEPID e potencialmente para a Unesp.” A missão representou um passo estratégico para o fortalecimento das relações internacionais do CBioClima, abrindo caminhos promissores para colaborações científicas e tecnológicas de longo prazo. Ao estabelecer pontes com centros de excelência na Alemanha, a iniciativa reafirma o compromisso do CBioClima com o desenvolvimento de soluções sustentáveis baseadas na natureza. Instituto de Biotecnologia RWTH Aachen Centro de Pesquisa JülichCentro de Pesquisa Jülich  Centro de Pesquisa Jülich  Centro de Pesquisa Jülich, Instituto Fraunhofer para Biologia Molecular e Ecologia Aplicada (IME) Universidade Técnica de Munique (TUM)

  • O que uma rã escondida no topo da montanha revela sobre a Mata Atlântica?

    Crossodactylodes alairi sp. nov., holotype in life (UFMG-AMP 14201, male, SVL 21.1 mm). Por: Gabriela Andrietta Uma nova espécie de rã foi descrita por pesquisadores a partir de estudos realizados no Parque Estadual do Forno Grande, em Castelo, no Espírito Santo. A descoberta de Crossodactylodes alairi foi publicada na revista científica Zoologica Scripta e reforça a importância das florestas de altitude como refúgios de biodiversidade e áreas prioritárias para a conservação. De pequeno porte, a rãzinha vive em bromélias e depende completamente delas para se abrigar, se alimentar e se reproduzir. Assim como outras espécies do mesmo gênero (Crossodactylodes), ela apresenta uma  distribuição extremamente restrita: ocorre em áreas de floresta de altitude que provavelmente atuaram como refúgios, oferecendo condições estáveis para a sobrevivência das espécies. Segundo um dos autores do estudo, o Dr. Marcus Thadeu T. Santos, vinculado ao laboratório do Prof. Dr. Célio Haddad, também autor do estudo, a descoberta foi o resultado de mais de uma década de trabalho. “Realizei as primeiras expedições há mais de 10 anos. O exemplar que despertou minha atenção foi coletado em 1973 e estava depositado no Museu de Biologia Mello Leitão. Decidi organizar uma expedição ao Forno Grande para tentar encontrar esses animais no campo. Ao longo dos anos, ampliamos a amostragem e utilizamos análises morfológicas e genéticas detalhadas”, conta o pesquisador. Ao todo, foram analisados 10 fragmentos genéticos e diversas características morfológicas. O estudo também utilizou modelos computacionais para testar hipóteses sobre os processos de diversificação do grupo. Os resultados apontam que a origem da nova espécie está ligada à fragmentação do habitat provocada por mudanças climáticas durante o Plio-Pleistoceno (entre 5 milhões e 12 mil anos atrás), período caracterizado por alterações climáticas significativas. O Parque Estadual do Forno Grande tem altitudes variadas (da base ao topo das montanhas), o que cria diferentes tipos de vegetação e climas ao longo do parque . Isso forma muitos microambientes — pequenos espaços com características próprias — como áreas úmidas, frias, sombreadas, com solo rochoso, entre outros. Essa diversidade ambiental permite que muitas espécies diferentes consigam viver ali. Segundo Santos, “Isso favorece a presença de uma grande diversidade de plantas e animais. Como restam poucos fragmentos bem preservados da Mata Atlântica, muitas espécies dependem de áreas como o Forno Grande para sobreviver.” Apesar da  Mata Atlântica ter sido muito desmatada nas últimas décadas, os trechos montanhosos bem conservados, como o Forno Grande, se tornam refúgios fundamentais para espécies ameaçadas. Sem esses ambientes, muitas delas poderiam desaparecer. O nome alairi presta homenagem a Alair Tedesco, morador local que atuou por 27 anos como guarda-parque no Parque Estadual do Forno Grande e, mesmo aposentado, continua colaborando com pesquisadores e visitantes, sempre compartilhando seu profundo conhecimento sobre a região. “A ideia de homenagear o Alair surgiu para reforçar esse vínculo entre a comunidade local e a fauna da região”, afirma o pesquisador. “Espero que a rãzinha, que só é conhecida do Parque, possa se tornar um símbolo de orgulho e conservação para os moradores.” Com altitudes que variam de cerca de 1.000 a mais de 2.000 metros, o Parque Estadual do Forno Grande abriga uma grande variedade de microambientes e formações vegetais, o que favorece a ocorrência de espécies raras e endêmicas. “A presença dessas espécies garante um ecossistema mais saudável, o que tem relação direta com o nosso bem-estar. Acho fundamental que a população local sinta orgulho de viver perto de um ambiente tão especial”, completa Santos. O artigo completo pode ser acessado no link: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/zsc.70001

  • Estudo que simula condições climáticas revela que a seca pode reduzir fungo mortal em anfíbios, mas aumenta risco de infecção

    Por: Gabriela Andrietta Um estudo inovador realizado na Mata Atlântica brasileira mostrou que a seca, embora reduza a presença de um fungo letal em pequenos anfíbios, pode aumentar o risco de infecção ao alterar o comportamento e o microbioma desses animais. A pesquisa,que contou com a participação do Prof. Dr. Célio Haddad,Dr.  Shannon Buttimer e Dr. Guilherme Becker (Pennsylvania State University), foi publicada na revista científica Global Change Biology  e contou com a participação de pesquisadores da UNESP, vinculados ao Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas (CBioClima). O trabalho investigou os efeitos da seca sobre a rãzinha-da-mata ( Brachycephalus pitanga ), espécie endêmica da Mata Atlântica. O experimento de campo foi conduzido no Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Santa Virgínia (SP), onde pesquisadores simularam a seca cobrindo parte das áreas com lonas translúcidas para bloquear a chuva por dois meses. Os resultados mostraram que, durante a seca simulada, a carga do fungo Batrachochytrium dendrobatidis  (Bd) — um dos principais responsáveis pelo declínio global de anfíbios — diminuiu. No entanto, os animais passaram a se concentrar nas poucas áreas úmidas disponíveis, facilitando a transmissão do patógeno entre indivíduos. Além disso, a composição da microbiota da pele dos anfíbios foi alterada, reduzindo a presença de bactérias com potencial de defesa contra o Bd. Esses efeitos aparentemente contraditórios — redução do patógeno, mas aumento da transmissão e perda de proteção microbiana   mostram que o impacto da seca não é direto e simples. Apesar de o fungo precisar de umidade para se desenvolver, a seca pode modificar o comportamento dos animais e a saúde da microbiota cutânea, o que influencia a dinâmica da infecção. Nesse sentido, a pesquisa investiga como eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes em função das mudanças climáticas, podem afetar o equilíbrio entre patógenos e espécies hospedeiras. Segundo o artigo, os resultados ajudam a explicar episódios recentes de mortalidade em massa de anfíbios na Mata Atlântica, como o caso registrado com a espécie Brachycephalus rotenbergae  durante a seca de 2019. Para saber mais: Artigo completo: Global Change Biology – DOI: 10.1111/gcb.70275

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Instituto de Biociências - UNESP - Universidade Estadual Paulista.
Av. 24A, 1515 – CEP: 13506-900, Bairro Bela Vista, Rio Claro, SP.

Telefone: +55 19 3526-4216

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